29 ABRIL — 09 MAIO 2027

INDIELISBOA 2026

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Holy Destructors

Qual é coisa, qual é ela, que cresce enquanto decompõe outros organismos? Os microfungos são biodestruidores natos, essenciais para a reciclagem da matéria morta e para a continuidade da natureza. Neste filme-ensaio vemo-los crescer através do microscópio enquanto conservadores de obras de arte tentam preservar a memória colectiva humana. A metáfora faz-se sozinha. 
Aistė Žegulytė
Lituânia / França / Letónia

2025, 85'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Home is where the heart is

O passado de Mia podia chamar-se trauma. Gavetas profundas, repletas de objectos e fragmentos de uma infância manchada pelos abusos sexuais do seu pai. Um filme que tanto recria, como redirecciona, um lugar onde a cura não é a chegada ao cais, é a deriva exploratória e intencional. 
Timothée Engasser
França

2025, 24'

Boca do Inferno
IndieLisboa 2026

Homemade Gatorade

A meio da noite, agarra no carro e faz-se à estrada. Uma mulher desesperada quer a todo o custo vender a sua versão de bebida energética a um misterioso comprador online. Um filme estranho, decadente e divertido — uma hipótese de retrato da América actual. 
Carter Amelia Davis
Estados Unidos

2025, 9'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Honey, My Love, So Sweet

Num cinema antigo, a mais velha pergunta: como é que eu sei se amo alguém? Life mudou-se com a sua mãe para o Times Theatre, no centro de Manila, e tropeça nos degraus iniciáticos do amor. Tudo importa no cenário: os filmes, a decadência do lugar e a sabedoria do seu projeccionista-confidente. 
JT Trinidad
Filipinas

2025, 20'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Horde

Uma coreografia de pessoas e criaturas semelhantes move-se em direcção a uma torre bizarra. Como uma espécie de feitiço ou ocorrência hipnótica, o grupo não consegue parar, ausente do domínio das suas capacidades. Mas há alguém que parece vibrar noutra frequência. 
Janina Ksieska
Polónia

2025, 7'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Hotel Oblique

A obsessão do bem-estar chegou a todas as espécies. Num luxuoso wellness hotel que vende relaxamento a pássaros inquietos, um periquito tenta reencontrar-se. Por alguma razão, ele só quer regressar ao lugar seguro, à sua gaiola. 
Merlin Flügel
Alemanha

2026, 7'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

How to Catch a Butterfly

Os fetiches sexuais de homens brancos por mulheres asiáticas arrastam-se há séculos — com toda a promiscuidade macabra e racista que os mesmos transportam. Em 2021, porém, quando Robert Aaron Long assassinou oito mulheres em Atlanta como forma de suprimir o seu desejo, um novo estado de inferno foi alcançado. Através de várias cartas, Kiriko Mechanichus, realizadora neerlandesa-japonesa, dirige-se ao homicida. Porquê? 
Kiriko Mechanicus
Países Baixos

2026, 26'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

I Am The Film Motherfucker, But I Am Real

Uma colagem found footage ergue-se perante cinco arquivos no Egipto pós-Primavera Árabe. Um activista no exílio, a recruta de um grupo de cadetes de uma academia militar, uma série televisiva, entre outros retalhos de uma geração oriunda de uma revolução falhada. Este filme resgata a propaganda (tão performativa) do corpo masculino atlético como agente máximo do estado autoritário comandado pelo Presidente el-Sisi. 
MeowX2
Egito / Países Baixos

2026, 24'

Novíssimos
IndieLisboa 2026

I can see Jay there

Conheci Jay quando trabalhava no Kanaal40, um bar em Amesterdão. Enquanto eu trabalhava ao balcão, Jay tratava da segurança à entrada. À porta do bar, Jay encontrou um sentimento de segurança: um espaço liminar onde se pôde expressar e explorar quem queria ser. Mesmo após o bar encerrar, essa experiência continuou a influenciar profundamente a sua vida pessoal.
Miguel Domingues
Países Baixos / Portugal

2026, 15'

Retrospectiva Mockumentary
IndieLisboa 2026

Ilha das Flores

Um tomate, um simples tomate, do momento em que é plantado, até que apodrece. Urso de Prata na Berlinale de 1990, esta curta metragem de Jorge Furtado é um dos mais relevantes filmes brasileiros do século XX. Carregado de acidez e ironia, o realizador expõe a sociedade do consumo e as suas desigualdades. 
Jorge Furtado
Brasil

1989, 13'

Retrospectiva Mockumentary
IndieLisboa 2026

Incident by a bank

Junho de 2006, Estocolmo. Dois homens entram num banco de capacete e armas na mão. Foi nesse acontecimento que Ruben Östlund, multi-premiado realizador sueco, se baseou para esta curta metragem que acabaria por ser Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2010. Esta é uma reconstituição de um assalto falhado a uma instituição bancária, filmada num só take e coreografando mais de 90 participantes. 
Ruben Östlund
Suécia

2010, 12'

Boca do Inferno
IndieLisboa 2026

Index

Radu Muntean, uma das vozes mais sólidas da Nova Vaga Romena de cinema, regressa com a sua mais recente curta metragem. Numa floresta recôndita, um ornitólogo recolhe material para a sua pesquisa. Enquanto revê as imagens das suas câmaras, depara-se com uma criança selvagem. E agora? Vamos brincar às escondidas? 
Radu Muntean
Roménia

2025, 28'

Boca do Inferno
IndieLisboa 2026

Interface

Caído, aparentemente inanimado, um homem passa despercebido numa rua movimentada. Um insecto invade-lhe a cabeça e a sonolência logo decide arredar pé. É agora um homem aterrorizado, às avessas com os seus medos. Depois de Howling (Prémio Melhor Curta de Ficção no IndieLisboa 2023), a japonesa Aya Kawozoe está de regresso ao festival. 
Aya Kawazoe
Japão

2025, 13'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Intersecting Memory

Um conjunto de VHS antigas revelam aquilo que a memória tornara impossível esquecer: Shayma’ Awawdeh tinha seis anos quando a Segunda Intifada deflagrou em Hebron, Palestina. Crianças brincam sobre os tanques e os escombros enquanto escutamos a voz de Shayma’, dirigindo-se à mãe.  
Shayma' Awawdeh
França / Palestina

2025, 20'

Rede Europeia de Curtas Metragens
IndieLisboa 2026

it’s not the sun who is moving

Entrada gratuita. As metáforas espaciais de Luis Macías It’s not the sun who is moving Luis Macías Instalação com 6 projectores de 16 mm, cor, loop 2026 A instalação It’s not the sun who is moving propõe uma contemplação abstracta, onde o imóvel revela a sua própria coreografia invisível. Surge uma dissonância entre a ilusão daquilo que percebemos como constante e aquilo que realmente está a mudar. Imóveis, contemplamos os sóis. O que estará ainda por vir? Esta instalação imersiva, distribuída por várias salas, na qual projecções fílmicas do nascer do sol, do pôr do sol e da lua cheia — registadas através de um sistema que roda a imagem em 360° — se desenrolam ao longo de três espaços, convida o público a circular livremente entre eles e a estabelecer uma relação imediata com os corpos celestes ao longo de um único dia. — Num momento em que ver filmes (e séries) se tornou um hábito solitário moldado pelas plataformas de streaming e por uma abundância exaustiva de escolhas, muitos de nós encontram ainda assim algum consolo face ao peso da vida quotidiana neste ritual individual, cómodo e mediado por ecrãs. Por isso, não é surpreendente que as performances ao vivo de cinema expandido se tornem frequentemente as favoritas do público quando este tem a oportunidade de experienciar esta forma partilhada e presencial de fruição, que transforma a visualização — de um acto flexível e propenso à distracção — numa experiência espacial, colectiva e envolvente. Surgido na década de 1960, em paralelo com o cinema experimental e a performance artística, entre a intermedialidade e a convergência dos media, o cinema expandido continua na linha da frente das novas expressões audiovisuais, evocando respostas emocionais inesperadas e criando impressões memoráveis. Esta singularidade resulta da combinação, em tempo real, entre técnica e criatividade — uma espécie de troca habilidosa com a máquina: os dispositivos tornam-se instrumentos, a película ou o pixel tornam-se matéria, e o público e os performer(s), juntamente com o espaço, passam a ser partes activas da obra, oferecendo uma forma de arte efémera e irrepetível. Esta apresentação faz parte de uma série de seis performances ao vivo em formato analógico de Luis Macías, apresentadas nos festivais membros da European Short Film Network ao longo de 2026. O projecto é realizado em cooperação com a THIS IS SHORT e com curadoria apoiada pelo 25 FPS Festival. Uma instalação de cinema expandido, com entrada gratuita, para ver no Palácio Sinel de Cordes em colaboração com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, durante o primeiro dia da Open House Lisboa.
Luis Macías
Espanha

2026, 480'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Ivar

Em Ivar, o primeiro filme do norueguês Markus Tangre, há marionetas submetidas ao “realismo social quotidiano”. Anne nota uma mudança súbita no cheiro do seu marido e a noite transforma-se em auto-questionamento.  
Markus Tangre
Noruega

2026, 4'

IndieJúnior
IndieLisboa 2026

Já dei o berro

Um avô morre e tenta deixar a sua casa. Infelizmente, a família não quer acreditar que ele morreu. Sempre que ele tenta fugir, os familiares trazem-no de volta.
Nawojka Wierzbowska
Polónia / França

2025, 15'

Cinema na Piscina
IndieLisboa 2026

Jogo Cruzado

Uma cabra bebé que só queria ter um amigo. Começa por ajudar um passarinho e divertem-se juntos, até que a cabrita volta a ficar sozinha. Entra em cena uma raposinha e é aí que será provado o verdadeiro significado de amizade.
Nina Rybárová, Tomáš Rybár
Eslováquia / República Checa

2023, 8'

IndieJúnior
IndieLisboa 2026

Juntar

Um filme sobre a alegria da comunidade e da criação conjunta, interpretado por patos.
Brennan Bova
Canadá

2024, 3'

Competição Nacional
IndieLisboa 2026

Kiss And Be Friends

Na Lisboa contemporânea, duas estudantes de belas-artes vivem um fim de semana de evasão fantasiosa sob a fadiga do capitalismo tardio. A amizade tóxica entre Sofia e a narcisista Amandine é abalada quando Amandine conhece Guilherme, um artista pretensioso, numa mostra independente. Kiss and Be Friends é uma comédia ácida sobre intimidade, identidade e uma geração movida a ironia, ansiedade e Instagram.
Ana Baldini, Roly Witherow
Portugal

2026, 86'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

Kontrewers

Num conto popular polaco, uma jovem possuída vive há séculos dentro da misteriosa Pedra de Kontrewers. Zuza Banasińska — que passou pelo IndieLisboa em 2024 — serve-se da fantasma para meter ao lume ficção e real. A sua avó, de 102 anos, confinada ao seu quarto e acenando à morte, encontra-se e encanta-se com a relíquia (ou com a assombração que a habita), numa clara confirmação de que a comunicação é muito mais do que palavras. 
Zuza Banasińska
Países Baixos / Polónia / França

2026, 21'

Silvestre
IndieLisboa 2026

L’arrivée de la nuit

Aqueles últimos dias de férias, uma janela prestes a fechar, não vás, Verão. Lá fora, o carvão toca as primeiras notas do churrasco. Os primos de Balthazar aprontam-se para a grande noite, o seu irmão mais velho finge não dar pela sua existência. Sobra-lhe Tom, com quem troca mensagens, o único que não o recorda que tem 13 anos. 
Marion Desseigne Ravel
França

2025, 29'

Competição Internacional
IndieLisboa 2026

La Mort du poisson

Após a morte de um peixe, a depressão da mãe vem à tona. A filha dança para evitar o naufrágio. 
Eva Lusbaronian
França

2025, 14'

Retrospectiva Mockumentary
IndieLisboa 2026

Las Hurdes

Situadas entre Salamanca e a fronteira portuguesa, num terreno inóspito e montanhoso, estão as Hurdes, uma espécie de aldeia-nenhures, um lugar onde a miséria e a aridez são interrompidas por uma equipa de rodagem. O terceiro filme de Luis Buñuel, a partir de uma tese etnográfica de Maurice Legendre, rodado poucos anos antes do eclodir da Guerra Civil Espanhola, é sobre as tradições e resistência de um povo numa terra madrasta. 
Luis Buñuel
Espanha

1933, 29'

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