Entrada gratuita.
As metáforas espaciais de Luis Macías
It’s not the sun who is moving
Luis Macías
Instalação com 6 projectores de 16 mm, cor, loop
2026
A instalação It’s not the sun who is moving propõe uma contemplação abstracta, onde o imóvel revela a sua própria coreografia invisível. Surge uma dissonância entre a ilusão daquilo que percebemos como constante e aquilo que realmente está a mudar. Imóveis, contemplamos os sóis. O que estará ainda por vir?
Esta instalação imersiva, distribuída por várias salas, na qual projecções fílmicas do nascer do sol, do pôr do sol e da lua cheia — registadas através de um sistema que roda a imagem em 360° — se desenrolam ao longo de três espaços, convida o público a circular livremente entre eles e a estabelecer uma relação imediata com os corpos celestes ao longo de um único dia.
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Num momento em que ver filmes (e séries) se tornou um hábito solitário moldado pelas plataformas de streaming e por uma abundância exaustiva de escolhas, muitos de nós encontram ainda assim algum consolo face ao peso da vida quotidiana neste ritual individual, cómodo e mediado por ecrãs. Por isso, não é surpreendente que as performances ao vivo de cinema expandido se tornem frequentemente as favoritas do público quando este tem a oportunidade de experienciar esta forma partilhada e presencial de fruição, que transforma a visualização — de um acto flexível e propenso à distracção — numa experiência espacial, colectiva e envolvente.
Surgido na década de 1960, em paralelo com o cinema experimental e a performance artística, entre a intermedialidade e a convergência dos media, o cinema expandido continua na linha da frente das novas expressões audiovisuais, evocando respostas emocionais inesperadas e criando impressões memoráveis. Esta singularidade resulta da combinação, em tempo real, entre técnica e criatividade — uma espécie de troca habilidosa com a máquina: os dispositivos tornam-se instrumentos, a película ou o pixel tornam-se matéria, e o público e os performer(s), juntamente com o espaço, passam a ser partes activas da obra, oferecendo uma forma de arte efémera e irrepetível.
Esta apresentação faz parte de uma série de seis performances ao vivo em formato analógico de Luis Macías, apresentadas nos festivais membros da European Short Film Network ao longo de 2026. O projecto é realizado em cooperação com a THIS IS SHORT e com curadoria apoiada pelo 25 FPS Festival.
Uma instalação de cinema expandido, com entrada gratuita, para ver no Palácio Sinel de Cordes em colaboração com a Trienal de Arquitectura de Lisboa, durante o primeiro dia da Open House Lisboa.
Luis Macías é um artista, cineasta e compositor de imagem em movimento. Estudou no Centro de Estudios Cinematográficos de Cataluña (CECC) e licenciou-se em História da Arte pela Universidade de Múrcia, em Espanha. O seu trabalho aborda as propriedades formais e espectrais da imagem em movimento, através da exploração do próprio dispositivo cinematográfico e da natureza fotoquímica do meio. Focado em práticas experimentais e processuais da imagem analógica, as suas obras em Super 8, 16mm, 35mm e/ou vídeo são concebidas para projecção, performance ou instalação. Os seus filmes e peças de cinema expandido têm sido apresentados em todo o mundo, em prestigiados festivais de cinema, arte e música, bem como em centros de arte, museus e espaços alternativos. É cofundador e membro ativo do Crater-Lab, um laboratório independente de cinema analógico gerido por artistas em Barcelona. Paralelamente, desenvolve e orienta workshops teóricos e práticos dedicados a diferentes abordagens do cinema experimental, apresentados em centros de arte e escolas de cinema e artes. Concilia a sua prática artística com o ensino de cinema experimental, com especial enfoque na exploração das imagens analógicas em movimento.