Aqueles últimos dias de férias, uma janela prestes a fechar, não vás, Verão. Lá fora, o carvão toca as primeiras notas do churrasco. Os primos de Balthazar aprontam-se para a grande noite, o seu irmão mais velho finge não dar pela sua existência. Sobra-lhe Tom, com quem troca mensagens, o único que não o recorda que tem 13 anos.
Um churrasco de verão e uma aparente tranquilidade familiar. Através de um plano-sequência que constrói uma pressão asfixiante, acompanhamos Balthazar numa tarde em que cada segundo se transforma num nó na garganta e no estômago. Sem cortes que ofereçam algum alívio, a câmara persegue a tensão do cair da noite: todos o tratam como uma criança, exceto Tom. (María Angélica Contreras)