Num cinema antigo, a mais velha pergunta: como é que eu sei se amo alguém? Life mudou-se com a sua mãe para o Times Theatre, no centro de Manila, e tropeça nos degraus iniciáticos do amor. Tudo importa no cenário: os filmes, a decadência do lugar e a sabedoria do seu projeccionista-confidente.
Está no título: Honey, My Love, So Sweet oferece-nos, acima de tudo, doçura. JT Trinidad joga com luz e sombras para nos pintar o inocente quadro da descoberta do amor, pelos olhos de uma criança queer – Life. Tal como Life, também este filme se guia pela curiosidade e intuição na criação de uma atmosfera encantadora e ternurenta, pontualmente contrastante com a vida vibrante de Manila.
O método de pesquisa escolhido por Life é infalível e transversal a qualquer geografia ou fase da vida: procurar respostas nos filmes. Nesta busca, Life rapidamente descobre que, tal como este Cinema antigo e ao contrário do que os filmes nos querem fazer acreditar, o amor também pode ser decadente e perecível. (Sara da Cruz)