Performance que mistura música, cinema e videojogos é a proposta para 6 de Maio às 21h30

No âmbito da carta branca dada à dupla Caroline Poggi e Jonathan Vinel, apresentamos Zone W/O People, uma “gaming performance” criada por Oklou e Krampf. Oklou é música e já a conhecemos da curta After School Knife Fight, e Lucien Krampf é membro dos Casual Gabberz.

Este espectáculo foi recentemente desenvolvido no programa da RedBull Music Academy e foi apresentado apenas duas vezes até ao momento. Oklou canta e ao mesmo tempo joga um vídeojogo criado pelos dois artistas: uma lúdica combinação de vídeojogo, cinema, música e performance que está muito próxima do universo estético dos franceses Poggi-Vinel. Aliás, foi a dupla de realizadores franceses (que são o foco da secção Silvestre deste ano) que trouxeram a idea para o IndieLisboa 2019, após lhes ser dada carta branca para programar uma sessão no festival. Um raro momento dentro do festival que poucas pessoas deviam perder.

ZONE W/O PEOPLE
Oklou & Krampf, Performance AV, 45′
6 SEGUNDA, 21:30, CARPINTARIAS SÃO LÁZARO, 5€

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É já hoje, dia 4 de Maio, que acontece o Cine-concerto com a Casa da Música!

Chegou o grande dia!

Há muito que aguardamos por este evento tão especial e tão perfeito tanto para adultos como para os mais novos. Juntem-se a nós para um dos momentos mais mágicos do IndieJúnior deste ano!

Mundo Animado – Cine-concerto com a Casa da Música
+ 6 anos · 6€
4 de Maio, 16h00, Grande Auditório da Culturgest – COMPRAR BILHETES

Desta vez a proposta sonora vem de norte para o sul, com este cine-concerto desenvolvido em parceria com a Casa da Música. De um lado a música original, a cargo de três músicos residentes da Serviço Educativo da Casa da Música, António Serginho, Óscar Rodrigues e Pedro Cardoso (Peixe). Do outro, filmes de dois dos grandes heróis do cinema mudo: Charlie Chaplin e o seu filme Charlot na Rua da Paz e Buster Keaton com o filme Uma Semana. Dentro da sala, uma viagem por sonoridades electrónicas combinadas com instrumen- tos clássicos como o piano e pontuada por elementos visuais que lembrarão ao público presente na sala como se via cinema no início do século passado.

O feminino em destaque no grande ecrã do IndieLisboa

Tem sido intensa a discussão em torno do lugar da mulher na cultura mundial. Num ano em que os cartazes de muitos festivais mundiais reservam lugar especial às mulheres e assumem o compromisso de darem visibilidade à muita (e boa) criação que fazem, o IndieLisboa volta a trazer ao grande ecrã os olhares, histórias e facetas de diferentes mulheres. Das histórias de vida de outras paragens, às utopias matriarcais, passando pela diversidade de género, o humor e o amor, o foco no trabalho de uma das mais relevantes artistas do cinema francês, são várias as histórias que, aqui, abrem espaço para se se fale, veja e descubra a criação no feminino.

Jessica Forever, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel (na imagem)
4 SÁBADO, 21:30, CULTURGEST GA
6 SEGUNDA, 18:30, CINEMA IDEAL

Recentemente a revista Cahiers du cinéma publicou um manifesto assinado por Bertrand Mandico, Yann Gonzalez e pela dupla Vinel & Poggi. Intitula-se ‘Flamme’ e defende «Um cinema para sonhadores que suam, monstros que choram e crianças que ardem.» “Jessica Forever” queima nesse romantismo violento: num futuro distópico onde jovens sanguinários formam uma família matriarcal revestida a coletes antibala e amor. Uma primeira longa que é o culminar do trabalho da dupla nas curtas (venceram o Urso de Ouro em 2014) – as quais podem ser (re)vistas este ano no Foco Silvestre.

Ne travaille pas (1968-2018), de César Vayssié
3 SEXTA, 20:30, CINEMA IDEAL
5 DOMINGO, 20:30, CINEMA IDEAL

Um ano: Março de 2017 a Março de 2018. Um casal: Elsa Michaud e Gabriel Gauthier, jovens estudantes de belas artes em Paris. Uma efeméride: 50 anos do Maio de 68. Dois mundos: o da intimidade e o da torrente de imagens que nos chegam, pelas redes, aos ecrãs. “Ne travaille pas (1968-2018)” não tem diálogos, compilando gestos, símbolos e eventos mundiais. Ao som da hipnótica música da dupla Avia x Orly, atravessamos o frenesim visual dos nossos dias, num caudal catártico que nos tira a respiração. Como avisa o realizador, não recomendável a maiores de 50 anos.

A Minha Avó Trelototó, de Catarina Ruivo
6 SEGUNDA, 21:15, CULTURGEST GA
8 QUARTA, 18:15, CINEMA SÃO JORGE 3

«A minha avó tinha uma força e um amor pela vida tão grandes que me levaram a acreditar que alguns de nós são capazes de escapar da morte e se tornarem imortais.» A realizadora Catarina Ruivo (“Em Segunda Mão”, IndieLisboa 2012) fez, em “A Minha Avó Trelototó”, uma das mais belas homenagens que se pode fazer a uma avó. Quando ela morreu, filmá-la foi uma forma de a salvar. Mas como filmar uma ausência? Este é um filme feito de muitos tempos e registos que constroem um universo onde cartas, fotografias, memórias e os vídeos de telemóvel dão corpo a um fantasma doce.

Tragam-me a Cabeça de Carmen M., de Felipe Bragança, Catarina Wallenstein
5 DOMINGO, 21:45, CINEMA SÃO JORGE SMO
7 TERÇA, 22:30, CINEMA IDEAL

Ana, uma actriz portuguesa no Rio de Janeiro (interpretada por Catarina Wallenstein, que assina a realização com Felipe Bragança) mergulha no actual pesadelo político brasileiro, enquanto se prepara para encarnar o papel da fantástica luso-brasileira Carmen Miranda, num misterioso filme que se avizinha. Mas a mitologia colorida da Embaixatriz do Samba choca com o presente cinzento. Um filme que se interroga sobre uma utopia «pan-tropical e futurista», celebrando o «canibalismo cultural» que, nos tempos da ditadura funcionou como forma de resistência. E hoje?

3 Faces, de Jafar Panahi
11 SÁBADO, 16:15, CINEMA SÃO JORGE 3

Pouco depois de exibirmos “Offside”, no IndieLisboa 2007, Jafar Panahi foi preso e proibido de filmar durante 20 anos pelo Tribunal Revolucionário Islâmico do Irão. Entretanto, “3 Faces” é já o quarto filme que o realizador faz ilegalmente, e o seu regresso ao universo feminino e às dificuldades sociais que as mulheres sofrem no seu país. Três mulheres de três gerações, três actrizes a interpretarem actrizes e um vídeo dentro de um filme dentro de outro, com Panahi a fazer de si mesmo. Um complexo jogo de espelhos que nos remete para o melhor do cinema iraniano moderno. O filme estreará em Portugal no dia 16 de Maio.

Alice T., Radu Muntean
7 TERÇA, 17:00, CULTURGEST PA
9 QUINTA, 10:30, CULTURGEST PA

“Alice T.” é a sexta longa do romeno Radu Muntean, que estreou nas salas portuguesas “Terça, Depois do Natal” (e que exibiu no IndieLisboa a longa “One Floor Below” e várias curtas). Alice é uma adolescente que faz a vida negra à sua mãe adoptiva. Numa discussão mais acesa confessa-lhe que está grávida e que quer ter o bebé. Só que nem tudo é o que parece e há consequências para o que se diz. Um desempenho extraordinário da estreante actriz Andra Guţi que carrega uma energia voraz e desarmante. Uma mistura explosiva de amor, frustração, suspeita e decepção.

L’île au trésor, Guillaume Brac
10 SEXTA, 10:30, CULTURGEST PA
12 DOMINGO, 14:30, CULTURGEST PA

O Verão chegou, o calor aperta e na região de Paris há um parque de diversões amplo e familiar. Terra de aventuras, brincadeiras e transgressões para os mais novos, lugar de refúgio e evasão para os adultos e campo de batalhas amorosas para os adolescentes. Guillaume Brac (“Tonnerre” e “Un monde sans femmes”, IndieLisboa 2016) oferece-nos um cândido documentário, cheio de ficções, sobre as piratarias da vida e os tesouros que se escondem numa tarde bem passada entre folhagens e folhadinhos de carne. A revista Cahiers du cinèma considerou-o um dos melhores filmes de 2018.

Ela é uma música, Francisca Marvão
10 SEXTA, 19:00, CINEMA SÃO JORGE SMO

O universo das guitarras amplificadas e do som distorcido é um meio maioritariamente masculino. Mas se escutarmos melhor e com mais atenção, a história é outra. Dos anos 1950 até à actualidade, a realizadora Francisca Marvão abre o baú dos testemunhos vivos e dele começam saltar imagens e sons que nunca antes haviam entrado no cânone da música portuguesa. As miúdas andam por aí… a rockar como se não houvesse amanhã! “Ela é uma música” é uma viagem de descoberta pelo mundo do rock em Portugal, na voz das suas ilustres desconhecidas: as mulheres.

Romantic Comedy, Elizabeth Sankey
8 QUARTA, 18:30, CINEMATECA LP

Partindo da sua obsessão de adolescente por comédias românticas, Elizabeth Sankey constrói um documentário com um caleidoscópio de excertos de filmes. As imagens devolvem um trabalho de género (cinematográfico), permitindo uma reflexão sobre os conceitos idealizados das relações amorosas, recorrências e lugares comuns associados. O território de “Romantic Comedy” é atravessado por clássicos como “It Happened One Night”, por títulos famosos como “When Harry Met Sally”, por guilty pleasures como “Runaway Bride”. Um ensaio que questiona o conservadorismo da comédia romântica.

Donzela Guerreira, Marta Pessoa
6 SEGUNDA, 14:30, CINEMA SÃO JORGE 3
11 SÁBADO, 18:00, CULTURGEST GA

Emília é uma escritora, a viver em Lisboa no ano de 1959. Ela é a “Donzela Guerreira”, uma mulher ficcional composta a partir dos universos literários de Maria Judite de Carvalho e Irene Lisboa, escritoras da cidade e das personagens que nela habitam. Guiados pela voz e olhar de Emília, entramos num jogo entre as imagens de arquivo da cidade e a pura efabulação. É uma Lisboa de ruas, jardins e casas onde habitam mulheres que olham para si próprias e umas para as outras, que ocupam os lugares que lhes destinam e o silêncio a que as votam. A história de uma mulher que vai à luta.

CURTAS

Les Petites Vacances, de Louise Groult
6 SEGUNDA, 19:15, CULTURGEST PA
8 QUARTA, 19:15, CULTURGEST PA

Charlotte e a sua prima vão de férias, ela conhece um rapaz, é mais velho e tem namorada, mas é Verão e o desejo aperta. “Les petites vacances” é um retrato do modo turvo como se comunica a sexualidade.

Gli anni, de Sara Fgaier
7 TERÇA, 14:30, CINEMA SÃO JORGE 3
7 TERÇA, 21:45, CULTURGEST PA
10 SEXTA, 16:30, CULTURGEST PA

Sara Fgaier (montadora, entre outros de “La bocca del lupo” de Pietro Marcello, IndieLisboa 2010) trabalha sobre imagens de arquivo em “Gli anni”, para contar a história de uma mulher e das suas décadas à beira do mar da Sardenha.

Cairo Affaire, Mauro Andrizzi
3 SEXTA, 14:30, CINEMA SÃO JORGE 3
4 SÁBADO, 21:45, CULTURGEST PA

“Cairo Affaire” é um filme de espiões em três andamentos: em Teerão, uma mulher com secretas intenções mete conversa com o realizador, no Cairo, os animais parecem estar ao serviço de interesses estrangeiros e, no Iémen, uma história de amor entre uma actriz croata e um dos fundadores da Al-Qaeda.