Três pessoas que usam o comboio em São Francisco para a viagem até ao trabalho, e de regresso, contam, cada um, como foi ficar preso no comboio e as experiências (ou fantasias) que tiveram.
Todos os dias descemos as escadas de metro para o nosso subterrâneo quotidiano. Na atomização pulsante será que alguma vez consideramos as centenas de mundos paralelos interiores, igualmente absortos no seu umbiguismo? E se houvesse uma falha no sistema que tudo pusesse em causa? Neste filme, uma paragem do transporte momentânea é o ponto de início para uma orquestração coral: uma conjugação livre e coletiva de todos os pensamentos aprisionados no túnel. Através duma associação livre e dinâmica de imagens dum apocalíptico anódino contemporâneo de sociedade industrial e de uma banda sonora composta por uma complexa trama de vozes, este filme lança-nos num jogo entre estes interiores mais íntimos nunca partilhados, agora juntos ao rubro na carruagem. (Vasco Muralha)