Tudo acontece no ecrã. Em Ploo, um idoso proprietário de uma loja de tecnologia vectorial encara a ideia de morte com o precioso auxílio de uma traça. A condição humana também é matemática.
Em Ploo, John Frickey leva-nos numa viagem pouco linear entre o elogio da onda sinusoidal e a condenação ao pixel. Em constantes saltos narrativos e estilísticos, encontramos o ser humano na perseguição do infinito enquanto fica preso em velhos ciclos, como uma traça em direção à luz.
Este filme, apesar de repleto de poesia e nostalgia, obriga-nos a aceitar rapidamente que há coisas para lá da nossa perceção e compreensão imediatas.
Nada como uma animação vibrante, humor e alguma matemática para nos recordar da nossa finitude. Afinal, os créditos só podem rolar quando há um fim à vista. (Sara da Cruz)