29 ABRIL — 09 MAIO 2027

29 ABRIL — 09 MAIO 2027

XYZ

Alexandre Alagôa

Portugal / Luxemburgo
2026, 12'

Uma exploração obsessiva das três dimensões geométricas na esperança de alcançar uma quarta.

Depois de Vortex (2015-2017), Grid (2017-2021) e Canto (2021-2022), Alexandre Alagôa parece levar ao limite o seu cinema estruturalista com XYZ (2024-2026). Tal como os primeiros, o seu foco continua a ser a possibilidade da arquitetura definir e construir espaços – na senda daquilo que foram as experiências de Takashi Ito nos anos 1980. Mas se Vortex convertia o contexto doméstico num labirinto de ecrãs e espelhos, se Grid transformava o esqueleto de um edifício incompleto num vai-e-vem geométrico abissal, e Canto partia de um beco anónimo nas traseiras de um qualquer subúrbio para construir uma tômbola centrípeta de efeitos cubistas, XYZ impõe-se como súmula radical de uma década de trabalho. Radical no sentido de raiz. Este é um filme que trabalha os elementos essenciais do cinema: a bidimensionalidade da imagem associada ao efeito de profundidade através do tempo. E, como seria de esperar, no fim deste emaranhado de variáveis estonteantes redescobre-se a matriz analógica do cinema: o projetor e a película (num filme digital feito sem câmara). Perturbador paradoxo. (Ricardo Vieira Lisboa)

Competição Nacional

SESSÕES

FICHA TÉCNICA

TIPO DE ESTREIA
Nacional
TÍTULO ORIGINAL
XYZ
ARGUMENTO
Alexandre Alagôa
SOM
Rytis Kančys
PRODUTOR
Mário Gajo

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