Debruçando-se sobre a sua identidade de género, o astronauta Cosmo é assaltado pela dúvida. Para a resolver, ele quer arriscar atravessar a Nebulosa Borboleta. No entanto, a sua nave espacial tem o seu próprio temperamento e ele terá de negociar essa travessia com uma certa perda de controlo.
“Lá em cima, há planícies sem fim…há estrelas que parecem correr… há o sol e o dia a nascer… E nós aqui sem parar nesta terra a girar!”, frases sábias tiradas da série infantil dos anos 80 “Era uma vez… o espaço” e que se podem aplicar a este filme low sci-fi de Caio Soares. O nosso Cosmo é um viajante espacial que começa a questionar a sua identidade de género. A nave espacial, qual ovo de dinossauro gigante, dirige-se, por vontade de Cosmo, para a nebulosa borboleta que dizem ter um poder transformador. Mas a nave tem ideias sobre o assunto e parece ter medo da mudança. E porque a nossa percepção está constantemente a questionar-se, dá-se uma volta, e contradizemo-nos. Confusos? Depois de Club Splendida, esta é a nova aventura de Caio Soares. (Miguel Valverde)