Esta curta metragem começa como uma encomenda para assinalar o centenário do Gruppo Laminazione Sottile, especializados no ramo da transformação do alumínio. O filme termina como algo mais experimental do que poderia imaginar, enlaçando facetas artísticas e políticas, intelectuais e ambientais, com a fábrica como um espaço (e tempo) desamarrado das suas funções práticas.
Através de uma encomenda pelo centenário do Gruppo Laminazione Sottile, fabricante de alumínios, o artista Adrian Paci pensa a fábrica, os trabalhadores e o trabalho, transformando a fábrica num corpo colectivo, no qual os trabalhadores e a matéria partilham e reflectem um destino comum. Um diálogo orgânico e performativo. O olhar de Paci não é apenas o de um mero observador. Através do trabalho exímio do som, da montagem e dos gestos coreografados a fábrica torna-se num espaço de criação. (Carlos Ramos)