Portugal, 1872. O Imperador do Brasil, D. Pedro II, viaja até à cidade do Porto e fica hospedado no Grand Hotel du Louvre, propriedade de Maria Henriqueta de Mello Lemos e Alvelos. No presente, a tentativa de fazer um filme sobre este episódio torna-se uma invocação. Uma boa assombração.
Um episódio curiosamente banal leva-nos para meados do séc. XIX, a propósito de uma visita do imperador do Brasil, D. Pedro II, ao Porto. Cartas trocadas com a proprietária do Grande Hotel do Louvre, Maria Henriqueta de Mello Lemos e Alvelos, introduzem-se nesta história para afinar detalhes da estadia. O hotel é figura central e o som leva-nos para o seu interior, intensificando-se numa linha dramática que acompanha o desfecho insólito da situação. (Carlota Gonçalves)