Duas figuras negras — um polícia e uma reitora universitária — são interrogadas por oficiais estatais brancos. Em causa está a sua suposta cumplicidade e colaboração com um sistema opressor e racista; no fundo, os planos delineados para as instituições que lideram falharam aos olhos do Estado. Um filme-ensaio em todos os recantos da sua linguagem.
Um exercício de disjunção radical. O que acontece quando a imagem de um polícia ficcional é assombrada pela voz de uma figura central da academia contemporânea? Através de um dispositivo conceptual que justapõe arquivos e diálogos dissonantes, esta curta-metragem disseca as engrenagens do racismo estrutural. É um jogo de espelhos onde a linguagem se torna uma armadilha retórica e as instituições revelam a sua maquinaria de dominação. Nada no que é exposto é estritamente novo, mas a forma como a montagem revela estas camadas de autoridade é deslumbrante. (María Angélica Contreras)