Um casal, Maurilio e Fidela, encontrou o amor numa funerária. Nós, o realizador e os espectadores, encontramos reflexões sobre a nossa morte.
Maurílio e Fidelia vivem em Cuba, onde trabalham juntos numa agência funerária há 17 anos. Unidos pelo amor e pelo trabalho, o casal construiu uma vida partilhada, em permanente convivência com a morte e os seus rituais. Entre conversas descontraídas sobre corpos em decomposição, explicações sobre o processo de preparação dos defuntos e uma visita aos inusitados espaços do estabelecimento, Maria Salafranca oferece uma visão genuína do quotidiano deste casal. Com humor e leveza, o filme revela como, para eles, a morte perde o peso simbólico que a maioria lhe atribui, tornando-se apenas numa fase natural da existência – a derradeira. Por isso, nada tema: quando a hora chegar, a funerária Bauta estará sempre pronta para o receber. (Jéssica Pestana)