Foi numa noite, em pleno Club Voltage, em Haia, Países Baixos, que o DJ Moortje, nascido na ilha de Curaçao, inventou o bubbling — acidentalmente enganou-se na velocidade a que meteu um LP de dancehall a girar. Assim nascia a banda-sonora (e talvez forma de estar) da diáspora caribenha tão presente naquele país do centro da Europa. O filme de Sharine Rijsenburg fixa as origens do género, bem como explora a vibrante cena contemporânea, tão fortemente feminista.
Descrito como uma música impulsiva e altamente dançável, criada pela diáspora caribenha dos Países Baixos, o bubbling simboliza o poder, a identidade e a liberdade da diáspora. Colocando em destaque as vozes femininas do bubbling, o filme mostra-nos uma paisagem bem disposta e feminista de uma cena musical que encarna na perfeição um modo de vida emancipado.
Traçando as raízes históricas e culturais da música de dança, ao mesmo tempo que explora a cena contemporânea que continua a ultrapassar limites, Bubblibg Baby traz-nos uma perspetiva feminina e feminista de uma das manifstações mais animadas e alegres do patrimínio cultural caribenho-holandês. (Helena César)