23 MAIO — 02 JUNHO 2024

23 MAIO — 02 JUNHO 2024

A Febre de Maria João

Afonso Rapazote, Bernardo Rapazote

Portugal
Ficção, 2023, 30'

Uma vida em isolamento colmatada por histórias de aventuras passadas lá fora, até que uma aventura em forma de homem bate à porta, também ele com uma história, sobre o seu próprio passado.  

Dos gémeos Rapazote conhecemos Corte (2020), cuja estreia internacional aconteceu no Festival de Cannes em ano de pandemia. Daí que seja curioso que o filme seguinte desta dupla comece por a febre, numa curiosa analogia com a doença. E que tal voltarmos ao princípio e dizermos que a juventude destes dois rapazes não se sente em momento algum do filme? Se de Manoel de Oliveira estávamos constantemente a gabar a sua jovialidade de pensamento e realização, permitam-me inverter o jogo e dizer que a maturidade intelectual, linguística e a (impossível) experiência na realização são as suas “armas”. Em A Febre de Maria João viajamos para o séc. XIX, para o tempo dos almocreves e das guerras liberais. Estamos num único espaço de representação mas não fomos ao teatro. É a mestria da câmara que nos orienta entre os segredos (bem) escondidos daquele palco. E é na certeza do texto (como em Corte) que o filme se deslinda, deslaça, desata, revelando interpretações notáveis de actores dirigidos com a segurança de um mestre. É preciso ainda acrescentar que a marca de um autor está nos detalhes e aqui é surpreendente a forma como está tudo lá, sem se ver, sem ser espampanante ou exibicionista. Os gémeos Rapazote são portadores de luz. (Miguel Valverde)

Competição Nacional

FICHA TÉCNICA

TIPO DE ESTREIA
Mundial
TÍTULO ORIGINAL
A Febre de Maria João
LEGENDAS
Inglês
ARGUMENTO
Afonso Rapazote, Bernardo Rapazote
ELENCO
Rita Rocha, António Mortágua, José Martins
FOTOGRAFIA
Leonardo Simões
SOM
Vicente Molder, Miguel Martins
MONTAGEM
João Pedro Duarte, Duarte Nery
PRODUTOR
Maria João Mayer
PRODUÇÃO
Maria & Mayer, Lda.

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