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O Cinema Como Ferramenta Política

5 Maio, Sexta-feira, 18h30, Cinema São Jorge – Sala 2, 90’
Moderador – Tiago Dias (Lusa)
Convidados – Susana de Sousa Dias (realizadora), José Filipe Costa (realizador), Ricardo Alexandre (RTP), Sofia Branco (Lusa)

Com o populismo de Trump, a extrema direita de Le Pen e Temer, e o conservadorismo de Theresa May a conquistar terreno, a política, imprensa e democracia enfrentam um momento histórico de crise. Põe-se a questão se as instituições democráticas serão fortes o suficiente para resistir e denunciar abusos. Se a democracia depende de uma cidadania informada, contestatária e interventiva, qual o papel do jornalismo e do cinema nesse processo? Estarão cientes da sua importância? E se não, como o poderão fazer?

Masterclass Pós-Produção de Imagem e Mistura de Som

8 Maio, Segunda-feira, 18h30, Cinema São Jorge – Sala 2, 90’
Convidados – Marco Amaral (Walla Collective), Tiago Matos (Walla Collective), Miguel Martins (Walla Collective)

A pós-produção de um filme refere-se ao tratamento do som e das imagens recolhidas durante a rodagem, de forma a encontrar uma consistência estética entre todo o material seleccionado. Marco Amaral, colorista de realizadores como João Pedro Rodrigues e Carlos Conceição, entre muitos outros, debruça-se nesta masterclass sobre o processo de uniformização e equilíbrio da cor entre todos os planos de um filme. Tiago Matos, montador e misturador de som de filmes como Cartas da Guerra, Cisne e 48, fala-nos sobre o processo de composição de sons, que misturados de forma orgânica, são capazes de servir os objectivos da narrativa ou das imagens. Arrastam Miguel Martins (som), porque juntos construíram a Walla Collective.

Encontro com Jem Cohen

9 Maio, Terça-feira, 18h00, Cinema São Jorge – Sala 2, 90’
Convidados – Jem Cohen (realizador), Luís Mendonça (FCSH – UNL)

Ligado a Nova Iorque, à fotografia, ao punk rock, e ao activismo político, o trabalho de Jem Cohen revela um artista profundamente interessado na captação observacional de paisagens e sons urbanos. Realizador de mais de 70 filmes ao longo da sua carreira, a sua obra navega entre o documentário, a narrativa e o cinema experimental.

O Futuro da Curta Metragem

10 Maio, Quarta-feira, 17h00, Cinema São Jorge – Sala 2, 120′
Moderador – Miguel Valverde (IndieLisboa)
Convidados – Lydia Beilby (Edinburgh International Film Festival), Maike Mia Höhne (Berlinale), Wouter Jansen (Some Shorts), Nuno Rodrigues (Curtas Vila do Conde, Galeria Solar)

Diz-se da curta metragem que o formato é utilizado por jovens que almejam um dia fazer longas metragens. Nada de mais errado. A curta metragem é um formato sólido, com diferentes durações e ritmos, capaz de trabalhar uma narrativa, um elemento abstracto ou apenas uma ideia ou conceito. A ausência do formato nas salas de cinema (salvo raras excepções) permite essa liberdade absoluta do autor, que tem a capacidade de gerir de forma mais controlada o que quer dizer. Aproveitando a presença dos principais agentes internacionais (programadores, distribuidores, realizadores, ensaístas e críticos) vamos propor uma discussão alargada sobre o conceito e o que se pode esperar da sua evolução no futuro.

Encontro com Paul Vecchiali

11 Maio, Quinta-feira, 18h30, Cinemateca-Portuguesa, Sala Luís de Pina , 90’
Moderador – Maria João Madeira (Cinemateca Portuguesa)
Convidados – Paul Vecchiali (realizador), Matthieu Orléan (Cinemateca Francesa)

Aos 86 anos, Vecchiali acumula mais de cinco décadas de trabalho e de 50 filmes. No currículo do cineasta francês destaque ainda para a colaboração com a seminal revista Cahiers du Cinéma e o papel enquanto produtor nos filmes iniciais de Jean Eustache. Vecchiali sempre se considerou um provocador, conseguindo com a sua linguagem experimental e autobiográfica trazer novas leituras e abordagens a temas sensíveis como a sexualidade, SIDA, pena de morte e religião.

O Fotofilme – As Relações entre o Cinema e a Fotografia

12 Maio, Sexta-feira, 18h00, Cinema São Jorge – Sala 2, 90’
Moderador – Margarida Medeiros ( FCSH – UNL)
Convidados – Gusztáv Hámos (realizador), Katja Pratschke (realizadora)

O fotofilme como objecto cinematográfico é consituído essencialmente por fotogramas/fotografia. Parte-se do extenso trabalho da dupla de criadores Gusztáv Hámos e Katja Pratschke (foco Silvestre) para se pensar a relação entre a imagem fotográfica e a imagem em movimento, e no fotofilme enquanto género ímpar na desconstrução das relações entre linguagem, som, música e imagem.