É Outono. Uma rapariga e um homem mais velho viajam de comboio até ao Douro, à procura de um fenómeno de luz. Esperam durante o dia, mas é no silêncio da noite que tudo acontece. O invisível torna-se visível, mas ainda é possível acreditar?
Ouvimos o comboio, o vento a soprar e, de repente, o vale do Douro entra pela janela. O mote para esta viagem: um raro fenómeno de luz que ocorre naquela região, de 20 em 20 anos. Para muitos um mito que não puderam observar. Outros diriam que quem olha para o céu, procura algo dentro de si ou deseja tocar o inatingível. A caça ao efémero sublime na primeira curta-metragem de ficção de Mariana Santana, depara-nos com uma dança naturalista e incantatória, entre luz e sombra, dia e noite, que nos leva a pensar sobre a eventual relação que une esta rapariga e este homem. Uma relação que permanece misteriosa onde o mundo exterior deixa indícios sobre o mundo interior. (Susana Santos Rodrigues)