Júris Oficiais
Competição Internacional de Longas-Metragens
O Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa (15 mil euros) foi entregue a Barrio Triste, de Stillz. O júri, composto por Karel Och, Rachel Daisy Ellis e Sarah Bichão, destacou a narrativa bem construída da longa e que “este filme não se contém em provocar-nos emoções fortes e despoletar raiva, porém há momentos de luz e esperança que nos ligam profundamente à vida daqueles protagonistas e, no fundo, aos pilares da humanidade”.
Já a menção especial foi atribuída a Bouchra, de Orian Barki, Meriem Bennani.
“Tendo em conta a diversidade das linguagens artísticas presentes nesta competição, decidimos também dar uma menção honrosa a um filme que nos impressionou pela sua frescura, numa reconstrução original e evocativa da relação entre uma filha e a sua mãe”, deliberou o júri.
Competição Internacional de Curtas-Metragens
O Grande Prémio de Curta Metragem EMEL (4 mil euros) foi atribuído a How to Catch a Butterfly, de Kiriko Mechanicus. Para os jurados (Gonzalo E. Veloso, Raquel André e Patrick Gamble) “este filme constrói um ensaio inquieto e formalmente ousado sobre o que a fetichização realmente produz; não uma fantasia, mas um alvo. O que distingue o filme é a precisão desprovida de sentimentalismo com que conduz duas investigações em simultâneo”.
Henry is a Girl Who Likes to Sleep, de Marthe Peters, e The Apple Doesn’t Fall, de Dean Wei, venceram o Prémio Especial de Júri que atribui 500 euros a cada um dos filmes.
Prémios Competição Nacional
O Prémio TVCine para melhor longa metragem da Competição Nacional (5 mil euros) premiou Cochena, de Diogo Allen. Para o júri – Aya Koretzky, Feyrouz Serhal e Jaume Claret Muxart -, o filme é “um retrato sincero que capta com beleza a essência do espírito único de uma comunidade, este filme oferece uma perceção elegante e discreta, mas ao mesmo tempo vívida, da vida. É uma celebração sentida que destaca o calor dos laços familiares e sociais de uma forma profundamente humanista e cinematográfica”.
O Prémio Melhor Realização para Longa Metragem (1 mil euros) consagrou João Nicolau por A providência e a guitarra. O júri refere-o como uma “abordagem essencial à condição de artista, com um humor inteligente e uma construção narrativa audaciosa e distintiva”.
Prémio melhor curta metragem da Competição Nacional (2 mil euros) foi vencido por “A solidão dos lagartos”, de Inês Nunes. De acordo com o júri, “um filme poético em que o espaço da protagonista envolve o corpo humano, os gestos e as emoções, numa experiência contrastante entre o enraizamento e a alienação”.
Já a curta “XYZ”, de Alexandre Alagôa, arrecadou uma menção especial do júri que definiu o filme como “uma experiência avassaladora e envolvente que restitui a geometria e a luz dos espaços que habitamos diariamente com uma intensidade surpreendente”.
O Prémio Novo Talento McFly (Serviços de pós-produção de som) foi atribuído a Coroa de espinhos, de Francisco Moura Relvas. O júri refere “uma abordagem cinematográfica distópica que capta a resistência e a luta das personagens pelo seu lar de uma forma que só o cinema consegue alcançar”.
Novíssimos
O Prémio Novíssimos, que atribui um prémio de 1.000 euros, a promoção e venda Portugal Film e a Bolsa de Formação ULHT, foi entregue a Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli. O júri, composto por Luís Campos, Rita Correia e Tobias Obermeier, destacou que o filme “revela sensibilidade e maturidade, enquanto conta uma história sobre algo que deveria ser dado como garantido, mas que não é. Uma história sobre o amor de uma mãe pela filha”.
Silvestre
O Prémio Silvestre para melhor longa metragem (1.500 euros)
O júri – Eva Sangiorgi, Helvécio Marins e Joana G. Sá – decidiu premiar My Wife Cries, de Angela Schanelec, referindo como um filme “que, à primeira vista, parece reservado, deliberadamente distanciado, mas que gradualmente revela profundidade e complexidade emocional. É um filme sem concessões, que explora profundamente os sentimentos humanos e as relações, oferecendo momentos de inesperada beleza através da luz e de atmosferas em constante e subtil transformação e movimento – tal como acontece na alma humana”.
O Prémio Silvestre Escola das Artes para Melhor Curta-Metragem (1.000 euros) foi atribuído a Lover, Lovers, Loving, Love, de Jodie Mack: “uma obra que celebra de forma deslumbrante a diversidade numa das suas manifestações mais vibrantes”.
IndieMusic
O Prémio IndieMusic (1.000 euros) coube a PARA VIVIR El implacable tiempo de Pablo Milanés, de Fabien Pisani. Marcos Farrajota, Vera Marmelo e Violeta Azevedo, júri da competição, consideraram a longa de Pisani “reuniu o maior consenso e que nos conta a biografia de um homem que foi um simbolo de Liberdade e de Humanidade. O filme tomou as decisões certas e com sensibilidade para uma história de grande felicidade e de, também, grande tristeza”.
O júri deliberou ainda uma menção especial ao filme “Massa Funkeira” de Ana Rieper, “pela sua força, autenticidade e importância cultural”.
Júris Não Oficiais
O Prémio Amnistia Internacional (1.500 euros) atribuiu o prémio a Mulheres de Abril, de Raquel Freire. O júri foi composto por Ana Beatriz Basílio, Cristóvão Campos e Margarida Davim.
Prémio Árvore da Vida para filme da Competição Nacional (500 euros). O júri composto por Isabel Maria Alçada Cardoso, Júlio Martin da Fonseca e Maria Pacheco de Amorim decidiu por P’ra Que Vivam, de Carlos Lima.
O Prémio MUTIM (250 euros) consagra a curta-metragem da secção Novíssimos que melhor contribua para um imaginário cinematográfico não estereotipado no cinema português. O júri, composto por Lídia Mello, Joana Gusmão e Justine Lemahieu, premiou Abril de Helena, de Maria Moreira e Victor Hugooli.
O Prémio Escolas para Melhor Curta Metragem optou por consagrar Éramos Só Putos, de João Nunes Monteiro. O Júri Escolas foi formado por Bárbara Guimarães, Bárbara Pessoa e Madalena Silva.
O Prémio Universidades para Melhor Longa Metragem Portuguesa distinguiu Cochena, de Diogo Allen. O júri desta atribuição foi composto por Catarina Mogas, Guilherme Junqueira e Tiago Pascácio.