Toi qui!

Composto por imagens da obra cinematográfica de Dziga Vertov, “Toi qui!” apresenta-se como um «cine-poema de cine-citações em cine-homenagem à obra do cineasta Dziga Vertov». Vertov é evocado por Claire Angelini, pelo menos conhecido prisma de defensor da causa da emancipação feminina. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

L’espace commun

Construído a partir de imagens recortadas, deformadas e sobrepostas vindas do imaginário coletivo do cinema, “L’espace commun” é um documento estratificado que testemunha a evolução urbana e cinematográfica. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Les résultats du féminisme

Da vasta e ainda desconhecida filmografia de Alice Guy-Blaché, pioneira do cinema e uma das primeiras realizadoras da História, “Les résultats du féminisme” aborda as ‘questões de género’: aqui os papéis e imagens de homens e mulheres estão invertidos. A apresentar em rima com “Be Natural – The Untold Story of Alice Guy-Blaché”. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Trouble in Paradise

“Trouble in Paradise” é uma das obras mais cínicas e perfeitas de Ernst Lubitsch, levando a extremos os temas centrais do seu cinema, o sexo e o dinheiro. Uma comédia sobre enganos e mistificações, sobre ladrões de luva branca e joias preciosas, ladrões de e na alcova, para quem o roubo é um estimulante erótico, o prolongamento natural do amor. A apresentar em rima com “Introduzione all’oscuro” de Gastón Solnicki, em homenagem a Hans Hurch. O filme é antecedido pelo registo de um excerto da apresentação do filme por Hans Hurch na Cinemateca, em 2017. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

En fumée

Uma “comédia musical” e uma crónica parisiense passada em 2015. Dois amigos partilham um pequeno apartamento, entregando-se a grandes discussões existenciais. Longe de tais preocupações, um artista em luto amoroso aplica-se, no campo, a ultimar a sua ópera que propõe uma releitura do mito de Orfeu e Eurídice, e vai apresentar o projecto a Paris, onde reencontra a rapariga que o deixou. Quentin Papapietro é realizador, actor, montador, músico e crítico de cinema nos Cahiers du cinéma. “En fumée” é a sua primeira longa metragem, um doce retrato da cinefilia como modo de vida. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Three Casualties

As inquietantes “Three Casualities” de Jens Pecho propõem-se como uma investigação de três cenas de cinema: cenas de acrobacia «que resultaram na morte dos duplos que estavam a interpretá-las». (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Romantic Comedy

Partindo da sua obsessão de adolescente por comédias românticas, Elizabeth Sankey constrói um documentário com um caleidoscópio de excertos de filmes. As imagens devolvem um trabalho de género (cinematográfico), permitindo uma reflexão sobre os conceitos idealizados das relações amorosas, recorrências e lugares comuns associados. O território de “Romantic Comedy” é atravessado por clássicos como “It Happened One Night”, por títulos famosos como “When Harry Met Sally”, por guilty pleasures como “Runaway Bride”. Um ensaio que questiona o conservadorismo da comédia romântica. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Nice Girls Don’t Stay for Breakfast

Retrato filmado de Robert Mitchum por Bruce Weber, o conhecido fotógrafo americano que filmou o actor em finais dos anos 1990, em encontros com amigos, saídas nocturnas, a cantar e a gravar canções para um disco que não chegou a acontecer. O material, filmado em 16 e 35mm, película preto e branco, foi guardado aquando da morte do actor, em 1997, e retomado para este tributo que conta com participações de Johnny Depp, John Mitchum, Frances Fisher, Benicio del Toro ou Al Ruddy. “Nice Girls Don’t Stay for Breakfast ” evoca o actor nas suas surpreendentes facetas. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Introduzione all’oscuro

O argentino Gastón Solnicki filmou um retrato da cidade de Viena inspirado na vida de Hans Hurch, director da Viennale durante 20 especiais anos, depois do súbito falecimento deste em 2017. Conheceram-se quando o realizador apresentou “Süden”, em 2008, na Viennale, marcando o início de uma bela amizade (filme que passou, depois, no IndieLisboa 2009). Hurch foi crítico e programador de cinema, e entre várias outras coisas assistente de Straub e Huillet, no teatro e no cinema. “Introduzione all’oscuro”, fotografado pelo português Rui Poças, propõe um itinerário pela cidade de Hans Hurch, a quem é delicadamente dedicado. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Invest in Failure (Notes on Film 06-C, Monologue 03)

Norbert Pfaffenbichler retoma a série de títulos “Notes on Film” centrados em actores famosos de Hollywood, depois de termos exibido “Conference” sobre a representação de Hitler no cinema, “A Masque of Madness” sobre Boris Karloff, “Mosaik Mécanique” sobre a comédia slapstick e “A Messenger From The Shadows” sobre Lon Chaney. “Invest in Failure” propõe uma original abordagem à persona cinematográfica de James Mason a partir de excertos dos cerca de 160 títulos do actor. Em filmes menos e mais conhecidos, Mason foi sempre Mason, na tese de Pfaffenbichler. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Film catastrophe

3 catástrofes, podia dizer-se a propósito deste filme de Paul Grivas que remete para o cinema e o pensamento de Jean-Luc Godard no mundo contemporâneo em que vivemos, revelando imagens da rodagem de “Film Socialism”. Como afirmou Nicole Brenez: «Em 2010, o filme de Godard explorou o naufrágio dos ideais políticos na Europa. Em 2012, o Costa Concordia, que servira de plataforma alegórica a Godard, vai ao fundo diante das câmaras dos passageiros e do mundo inteiro. Em 2018, “Film catastrophe” de Paul Grivas olha as imagens do desastre para revisitar a fábrica do cinema». (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Anna Karina souviens-toi

Um retrato de Anna Karina por Dennis Berry, seu cúmplice de longa data (casados desde 1982), também actor de Éric Rohmer (“La Collectionneuse”) ou André Téchiné (“Paulina s’en va”), e seu realizador em “Chloé”. Numa sala de cinema de cadeiras vermelhas, Anna Karina comenta o seu percurso no cinema e na música, os encontros decisivos com Jean-Luc Godard e Serge Gainsbourg, mas também as colaborações com realizadores como Jacques Rivette, Luchino Visconti, George Cukor, Volker Schlöndorff, Rainer Werner Fassbinder ou Raoul Ruiz (todos incluídos na retrospectiva que agora dedicamos à actriz). (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Antoine et Colette

Depois de “Les quatre cents coups”, Truffaut filmou a continuação das aventuras de Antoine Doinel. Ele apaixona-se por uma rapariga que conhece num concerto de música clássica, corteja-a, mas acaba por ser rejeitado quando se torna amigo dos pais dela. A apresentar em rima com “En fumée” de Quentin Papapietro. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Be Natural: The Untold Story Of Alice Guy-Blaché

A pioneira Alice Guy-Blaché foi uma das primeiras realizadoras da História, mas a sua própria história continua a ser mal conhecida. Pamela B. Green traça o percurso ímpar de Guy-Blaché, em França e nos Estados Unidos, a partir de uma investigação documental que mostra material de arquivo dos filmes (creditados ou não) da realizadora. Assumindo um lado detectivesco e o cariz de tributo, “Be Natural”, narrado por Jodie Foster, apresenta-nos a impressionante e inovadora produção de Guy-Blaché, com mais de mil títulos até 1919, cujo trabalho caiu, até agora, no esquecimento. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

America’s Grandpa

Mark Rappaport (presença regular do festival) evoca a filmografia de seis décadas do actor americano Will Geer, character actor também conhecido pelo seu activismo em causas sociais: o avôzinho da América que era afinal gay e comunista. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Angel Face

«O único pesadelo lírico do cinema,» segundo as palavras de Ian Cameron, mostra Jean Simmons como uma jovem da alta burguesia que é um «anjo da morte» e acaba por se destruir a si própria. Sombrio melodrama com conotações psicanalíticas, “Angel Face” é também uma variação sobre o tema da mulher maléfica, tão presente no cinema americano deste período. Mitchum é o seu amante, um homem que a mulher arrasta para o crime e que é incapaz de dominar a situação. A apresentar em rima com “Nice Girls Don’t Stay for Breakfast” de Bruce Weber. (a partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Die Frau meiner Träume

Die Frau meiner Traumen é exemplar da estratégia de produção cinematográfica do Terceiro Reich como caso supremo do cinema “escapista” durante a guerra. O filme abre e fecha com dois espectaculares números musicais, entre os quais se dá a ver uma história de amor interpretada pela mais famosavedeta do cinema alemão dos anos 40, Marika Rökk. Ficou célebre pelos referidos números musicais, pelo uso do Agfacolor e pela estilização dos cenários. Este é um dos filmes que Rüdiger Suchsland analisa em Hitler’s Hollywood (programado no Director’s Cut).(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

O Termómetro de Galileu

O mais recente filme de Teresa Villaverde (cujo Colo foi o filme de abertura o ano passado) é um retrato de amigos e de cumplicidades, um encontro proporcionado pelo cinema que vai para lá do cinema, e começa com imagens do realizador italiano Tonino De Bernardi e imagens de Elettra, título fundamental da sua singular filmografia iniciada em finais dos anos 60. “Filmado em Itália com a família do cineasta Tonino De Bernardi, um filme sobre a transmissão entre gerações, sobre o respeito que todos têm uns pelos outros, pela vida, e pela arte.”(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)