Tarde para morir joven

Dominga Sotomayor

IndieLisboa 2019 •

Ficção, 2018, 110′

Tal como a primeira longa de Dominga Sotomayor (De jueves para domingo, Grande Prémio do IndieLisboa 2012), Tarde para Morir Joven é um coming of age provavelmente alimentado por memórias e experiências retiradas da infância e da adolescência da realizadora chilena. A ficção aproveita-se desses elementos mais ou menos directamente autobiográficos para obter uma maior credibilidade documental e emocional nesta história comum de amores e desamores de um grupo de jovens no Chile do princípio dos anos 1990, logo após o fim da ditadura de Pinochet. Sem nostalgia escusada, é um delicado exercício de reconstuição de um período histórico concreto mas sobretudo uma arqueologia emocional das particularidades de uma fase da vida que no cinema nos tem dado maravilhosas experiências de redescoberta do que fomos quando tínhamos menos de 18 anos e não éramos razoáveis. (N.S).