Frisson d’amour

Maxence Stamatiadis

IndieLisboa 2020 •

Ficção, 2019, 20′

A minha avó não é como as outras. O seu Édouard morreu faz tempo, mas ela não dá espaço à solidão. Veste-se de cores garridas, envia e mails às amigas e domina a internet. É uma rainha entre os seus gadgets e a restante memorabilia. Este é o seu retrato.

Suzanne é uma avó do século XXI. Emails, vários por dia. Tablets, na ponta dos dedos. Bitcoins, investimento mensal. O domínio da internet ocupa-lhe o dia, mas não apaga a perda do seu marido Édouard. Continua a falar com ele e as fotografias analógicas continuam a inundar a casa. Suzanne vive entre dois mundos, espaço que pertence aos fantasmas. Um filme que está constantemente a desafiar-se e a provocar-nos, mas nunca gratuitamente. (Carlos Ramos)