Corte

Afonso Rapazote, Bernardo Rapazote

IndieLisboa 2020 •

Ficção, 2020, 28′

A morte da rainha deixou a corte vazia de presenças femininas durante vários anos. Entre uma chávena de chá e uma ironia tão fina quanto a ponta de um sabre, Corte é um jogo de xadrez envolvendo um assassinato e um nascimento, uma luta pela sucessão ao trono.

Em “Corte”, os gémeos Rapazote lançam o tradicional filme histórico às urtigas. Uma intriga palaciana, o “whodunnit”, um conjunto de actores magistralmente dirigido, um argumento muito bem escrito e diálogos de se tirar o chapéu, esta dupla faz tudo bem e arrisca ser um caso muito sério no cinema português. Desde há mais de 10 anos que quem tem estado atento aos cineastas saídos da ESTC, sabe que é deles o futuro do cinema em Portugal. E estes gémeos temerários oriundos de Viseu, fazem do impossível a sua normalidade. (Miguel Valverde)