La religieuse

A segunda longa metragem de Rivette adapta o romance homónimo de Diderot sobre uma jovem que é posta num convento à sua revelia. Antes mesmo de ser realizado, o filme desencadeou uma cabala de políticos conservadores, que fizeram com que fosse proibido, o que gerou um enorme escândalo. Só foi autorizado depois do título ser alterado para Simone Simonin, la religieuse de Denis Diderot, embora nunca ninguém se tenha referido assim ao filme. Muito diferente do estilo que Rivette adoptaria a partir de L’amour fou (1969), rigoroso e rarefeito, extremamente “escrito”, La religieuse conta com um desempenho excepcional de Anna Karina no papel principal. (Cinemateca Portuguesa)

Haut, bas, fragile

Depois da austera revisão do filme histórico no anterior Jeanne la pucelle (1994), Rivette concebeu Haut bas fragile sob o signo do cinema musical. “Inspiração? Os filmes de baixo orçamento da MGM dos anos cinquenta, rodados em quatro ou cinco semanas, utilizando cenários deixados por outros filmes; em especial um filme de Stanley Donen chamado Give a Girl a Break” (Rivette). Eis então um filme com um grupo de raparigas, canções e números de dança. A participação especial de Anna Karina sugere que Haut bas fragile também pretende evocar alguma coisa do “espírito Nouvelle Vague”. (Cinemateca Portuguesa)