Western Spaghetti

A animação colorida de Isabel Aboim Inglez tem uma origem, quadro a quadro, ou frame a frame, se preferirem, na complexa montagem do cinema das cenas breves. As tardes infantis (antes da electrónica e dos telemóveis) eram assim. Uma colina de revistas ‘Condor’, um batalhão de cowboys, do lado de lá, outro, de índios ávidos de setas e de sangue. Um gira-discos portátil a tocar Ennio Morricone. Ou melhor ‘Western Spaghetti’ (‘Murdering the Classics’).

Do Céu e da Terra

Havia, no distante Paraguai, um homem jovem… que tinha no coração um prado vazio. Este é o mote para um filme musical em animação, onde a realizadora joga de forma exemplar com biombos, canhões e dinheiro, entre a narrativa e a abstracção. Chagall, Picasso e Kandinski andam por aqui numa síntese que parecia impossível, num filme adaptado de uma obra de P. Cachapa. (Miguel Valverde)