Divino Amor

Depois do enorme sucesso de “Um Lugar ao Sol”, ” “Doméstica” e “Boi Neon” (IndieLisboa 2010, 2013 e 2016), Gabriel Mascaro regressa ao festival com um provocador e irónico filme de ficção-científica. Estamos em 2027, no Brasil, e uma nova religião domina a sociedade, é a doutrina do divino amor. O indivíduo só se realiza pelo casamento (que deve ser mantido, custe o que custar) e tendo filhos: o sexo é a nova reza e a rave é evangélica. A famosa actriz Dira Paes é Joana, que deseja muito ter uma criança. Na dificuldade de engravidar surge uma crise de fé que a aproximará de deus.

Boi Neon

Boi Neon é a segunda longa metragem de ficção do cineasta brasileiro Gabriel Mascaro. Eis a história de Iremar, um vaqueiro de curral em viagem pelo nordeste brasileiro que não abdica do seu sonho de um dia se tornar estilista. Este road movie sentimental recebeu inúmeros prémios desde que foi mostrado pela primeira vez no Festival de Veneza, onde recebeu o Prémio Especial do Júri Horizontes. O IndieLisboa tem acompanhado a carreira de Gabriel Mascaro, a quem se devem títulos como Doméstica e Ventos de Agosto.

Um Lugar ao Sol

O que significa ter um apartamento de cobertura no Brasil marcado pela praga da pobreza? “High Rise” detém-se nesta questão através de um exame hipnótico e revelador, cruzando entrevistas a nove moradores de coberturas, proprietários de vistas invejáveis sobre o Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, e um olhar de baixo, um mundo sobrepovoado que parece estar a construir cada milímetro de terra, que não pode senão ir para o alto.

Domestica

O que acontece quando um realizador entrega sete câmaras a sete crianças para que filmem as suas empregadas domésticas durante uma semana? O espaço de proximidade é o mesmo com todos os membros da família? Qual é o lugar de cada um numa estrutura familiar? Quando é que se pisam as fronteiras da amizade e se misturam os papéis? De todas as respostas possíveis, o filme de Gabriel Mascaro traz algumas das menos comuns. A inocência com que se filmam as rotinas leva a uma encenação da intimidade e um resultado muito menos ingénuo que o seu princípio, com momentos genuinamente divertidos. Doméstica é um espelho do Brasil, dos muros entre classes, feitos de cimento do Leblon e tijolos da Rocinha. As imagens filmadas pelas crianças, em cinco cidades diferentes, foram entregues em bruto ao realizador para a montagem final. (M. M.)

A Onda Traz, O Vento Leva

Filme sensível e divertido, em que se abordam as problemáticas mais complicadas com a mestria da simplicidade. Rodrigo é surdo, mas instala aparelhagens sonoras em carros. A sua t-shirt mostra visualmente as variações das frequências das ondas sonoras.Numa dualidade ambivalente entre o que vai e o que volta, Mascaro constrói uma das narrativas mais delicadas deste festival. (MV)