{"id":10313,"date":"2019-02-06T16:01:19","date_gmt":"2019-02-06T16:01:19","guid":{"rendered":"https:\/\/indielisboa.com\/edgar-pera-e-leonor-teles-convidados-do-cineclube-indielisboa\/"},"modified":"2019-02-06T16:01:19","modified_gmt":"2019-02-06T16:01:19","slug":"cineclube-indielisboa-convidou-realizadores-para-as-sessoes-desta-semana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/indielisboa.com\/en\/2019\/02\/06\/cineclube-indielisboa-convidou-realizadores-para-as-sessoes-desta-semana\/","title":{"rendered":"Edgar P\u00eara e Leonor Teles convidados do Cineclube IndieLisboa"},"content":{"rendered":"<p>Ontem, ter\u00e7a-feira (5), foi um dia importante para o Cineclube IndieLisboa, quando duas sess\u00f5es que levaram realizadores convidados decorreram entre duas escolas em Lisboa.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o da manh\u00e3, \u00e0s 10 horas, aconteceu na Escola Secund\u00e1ria Maria Am\u00e1lia Vaz de Carvalho e o convidado foi o realizador Edgar P\u00eara, com exibi\u00e7\u00e3o do seu filme <em><strong>Punk is not Daddy<\/strong><\/em>.<\/p>\n<p><em><strong>Punk is not Daddy<\/strong><\/em><\/p>\n<p><em><strong>Punk is not Daddy<\/strong> <\/em>\u00e9 uma viagem pelos anos oitenta, testemunhada por um cineasta ne\u00f3fito. S\u00e3o cine-di\u00e1rios in\u00e9ditos de Edgar P\u00eara: as Ru\u00ednas do Chiado, o quotidiano em Lisboa e Madrid, os Estados Gerais do Cinema Portugu\u00eas, e sobretudo interven\u00e7\u00f5es de bandas pop &#8211; a principal refer\u00eancia cultural dessa \u00e9poca. <em><strong>Punk is Not Daddy<\/strong><\/em>\u00a0testemunha o crescimento e ocaso dos Her\u00f3is do Mar, os bastidores dos GNR num concerto da APU, os concertos abrasadores dos Xutos &amp; Pontap\u00e9s, a sonoridade c\u00e9ltica dos S\u00e9tima Legi\u00e3o, a pop despudorada dos Delfins, a milit\u00e2ncia dos Clandestinos, a rodagem dos videoclips dos R\u00e1dios Macau. E at\u00e9 a pol\u00e9mica da Final do Concurso de M\u00fasica Moderna do Rock Rendez Vous, os ensaios dos Censurados no apocal\u00edptico quarto de Jo\u00e3o Ribas ou o derradeiro (anti)concerto do RRV com os Zao Ten de Farinha Master. <strong><em>Punk is Not Daddy<\/em><\/strong> retrata, na primeira pessoa, a primeira d\u00e9cada descomprometida com o fascismo, j\u00e1 com a revolu\u00e7\u00e3o em eco. Finalmente, arte em liberdade.<\/p>\n<p>Mais tarde, \u00e0s 19 horas, outra sess\u00e3o decorreu na Act Escola de Actores, onde a realizadora Leonor Teles estava presente como convidada para a exibi\u00e7\u00e3o de dois dos seus filmes: <a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/rhoma-acans\/\"><em><strong>Rhoma Acans<\/strong> <\/em><\/a>e <a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/balada-de-um-batraquio\/\"><em><strong>Balada de um Batr\u00e1quio<\/strong><\/em><\/a>.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/rhoma-acans\/\"><em><strong>Rhoma Acans<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n<p>A fam\u00edlia \u00e9 o foco da primeira curta-metragem da jovem realizadora Leonor Teles. <a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/rhoma-acans\/\"><em><strong>Rhoma Acans<\/strong><\/em><\/a> questiona o peso da tradi\u00e7\u00e3o cigana a que outrora pertenceu.<\/p>\n<p>Essa viagem de autodescoberta \u00e9 feita atrav\u00e9s de um paralelismo entre a viv\u00eancia de Leonor e a figura de Joaquina, jovem plenamente inserida na comunidade cigana. Quando rodou <a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/rhoma-acans\/\"><em><strong>Rhoma Acans<\/strong><\/em><\/a>, Joaquina, 15 anos, j\u00e1 tinha passado por um casamento falhado e ambicionava sair da comunidade cigana para ser modelo.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de Joaquina, Leonor percebe o que mudou, o que se mant\u00e9m e o que falta ainda mudar depois de sucessivas gera\u00e7\u00f5es de fortes personagens femininas. Tenta perceber o lugar onde est\u00e1 e imagina onde poderia estar se tivesse vivido numa comunidade cigana.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/balada-de-um-batraquio\/\"><em><strong>Balada de um Batr\u00e1quio<\/strong><\/em><\/a><\/p>\n<p>&#8220;Simultaneamente estranhos e familiares, distantes e pr\u00f3ximos, inquietantes e sedutores, marginais e cosmopolitas, os ciganos apresentam-se envoltos numa aura de ambiguidade. N\u00e3o se pode dizer que sejam invis\u00edveis, pois dificilmente passam despercebidos.&#8221;<br \/>\n(Daniel Seabra Lopes)<br \/>\nTal como os ciganos, os sapos de loi\u00e7a n\u00e3o passam despercebidos a um olhar mais atento. Balada de um Batr\u00e1quio surge assim num contexto amb\u00edguo. Um filme que interv\u00e9m no espa\u00e7o real do quotidiano portugu\u00eas como forma de fabular sobre um comportamento xen\u00f3fobo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o <a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/indielisboa\/indielisboa-cineclube\/\"><strong>Cineclube IndieLisboa aqui.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Imagem:\u00a0<em><strong><a href=\"http:\/\/indielisboa.com\/movies\/balada-de-um-batraquio\/\">Balada de um Batr\u00e1quio<\/a><\/strong><\/em>, de Leonor Teles.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem, ter\u00e7a-feira (5), foi um dia importante para o Cineclube IndieLisboa, quando duas sess\u00f5es que levaram realizadores convidados decorreram entre duas escolas em Lisboa. 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