A NARIZ ENTUPIDO APRESENTA: PLANOS PARALELOS

3 SEXTA, 23:00, CASA INDEPENDENTE, 5€

António Caramelo (artista plástico) + convidados

Filme relacionado: Parallel Planes, de Nicole Wegner

Mais uma vez convidamos a Nariz Entupido a trabalhar um dos filmes do IndieMusic. Depois de dois exercícios em torno do documentário Tony Conrad Completely in the Present (2017) e do documentário Milford Graves Full Mantis (2018), este ano a Nariz Entupido decidiu convidar António Caramelo (artista plástico) para desenvolver um exercício em torno de Parallel Planes de Nicole Wegner. A matéria a trabalhar para a edição deste ano não é exclusiva de um só autor mas de vários, de um só tempo, antes de uma forma de fazer. As questões em torno da autoria, a existência de estruturas de produções autónomas e a respectiva sustentabilidade, o acto como gesto de afirmação, de uma vontade de transformação. Planos paralelos em diferentes pontos do globo. Diferentes proveniências, inquietações semelhantes, procuras incessantes.

ANDRÉ HENCLEEDAY
12.04.1988 nasceu em Lisboa
estudou com Ana Valente, Eli Camargo e José Luis Ferreira
ouviu atentamente as palavras de Miguel Azguime
bebeu café com Horacio Vaggione
improvisa com vários Ensembles de Ernesto Rodrigues
compõe

ANTÓNIO CARAMELO
Nasceu em Abril de 1969. Fez Escultura nas Belas Artes de Lisboa (1998), Mestrado em Arte Digital e Comunicação Interactiva no MECAD, Barcelona (2006) e é doutorando na FBAUL. Expõe com alguma regularidade desde 1998 tendo participado em diversas exposições por Portugal e quando calha no estrangeiro (Espanha, Escócia, USA, Alemanha, UK, Noruega, Bélgica e Croácia). Organiza exposições e eventos relacionados com a imagem e som desde 2002.
Colabora e desenvolveu projectos colectivos audiovisuais para música, teatro e dança contemporânea desde finais dos anos 90. Foi membro da banda Academia da Euphoria e Hóstia de Angústia, com concertos no RRV e em outros locais no país.
Participou em festivais de música e imagem com o projecto colectivo “NRV” , nomeadamente no ” Festival Atlântico ´99”, “Número Festival”, entre outros. No presente desenvolve um projecto individual denominado “Demónio António” e colabora com Folclore Impressionista.

BRUNO SILVA
Músico em actividade constante desde 2004, com passagem e estadia por projectos como Osso, Somália, Olive Troops SOS, Canzana, Bandeira Branca e outras formações mais ou menos ad-hoc com músicos como Gabriel Ferrandini, Margarida Garcia, Manuel Mota ou David Maranha. Assumindo a guitarra e a electrónica como vias primordiais, os tempos mais recentes têm-no visto particularmente embrenhado nos seus projectos a solo – Ondness e Serpente -, no duo Sabre e em diversas formações de Sei Miguel.

JOÃO PAULO DANIEL
João Paulo Daniel nasceu em Évora, passou a adolescência entre Foz Côa e Coimbra e vive actualmente em Lisboa. Nos anos 80 formou os Requiem Pelos Vivos, banda vencedora da 4ª edição do mítico concurso do RRV, com quem editou pela Dansa do Som e BMG. No final dos anos 90 integrou os Supernova e gravou para a Norte Sul dois EPs visionários e seminais daquilo a que, uns anos mais tarde, se viria a designar de Hauntologia. O Atari Series #1 foi produzido pelo Rui Miguel Abreu e editado em 1999. O Atari Series #2 nunca chegaria ser editado, adquirindo um estatuto de culto nalguns meios. Em 2012 fundou os Beautify Junkyards, com quem editou dois LPs e um 7” para a Ghost Box, que viria depois a abandonar em 2016 para fundar os Folclore Impressionista, um projecto mais interessado na vertente psicogeográfica da Hauntologia e na investigação das fundações culturais ocultas da geração anterior a 1974, patente em Campos Espectrais Vol.1, editado em 2018 pela Nariz Entupido, e em Campos Espectrais Vol.2, com edição prevista para o 1º semestre de 2019.

MIGUEL ABRAS
Nasci em 92, na Primavera. Baptizaram-me na igreja do Campo Grande, no Inverno.
Comecei a fazer música, tipo em 2010 com Putas, na mesma altura em que me juntei à Cafetra e desde então toquei com bué pessoal – Caveira, Éme, Cão da Morte, Coríntios, Miguel Mira, Red Trio, Smiley Face, Gulbenkian, Calcáries, Scorpions. Comecei a fazer canções sozinho, mas só para curtir.

NUNO AFONSO
6 de dezembro de 1982. Guitarra livre, amplificador a crepitar e coração ancorado no Cosmos. Colaborador na ZDB, Rádio Quântica e Rimas e Batidas.

VIOLETA LISBOA
Violeta Lisboa é uma artista multidimensional, p o s t g o o g l e que galga o século XXI. Ela agarra sentimentos, ideias e projecta-os para universos longínquos, dando uso a meios e materiais que se adequam a cada momento. Estudou mímica, tarot, máquinas e sonhos, vive em Goa e Lisboa, molda símbolos, incorpora dimensões diversas, falsas contradições, cede a tensões, tece frequências com cores. Ser como é, mantendo-se verdadeira ao compromisso de se conhecer, ser ela mesma.”
The Daily Random

Violeta Lisboa (Lisboa, 1977) é uma artista multidimensional à procura de si mesma.
Violeta licenciou-se me História pela Universidade Nova de Lisboa antes de abraçar a sua vertente artística. Mudou-se para Londres em 2002 onde residiu durante 8 anos. Aprendeu técnicas de mímica e expressão corporal no Theatre de l’Ange Fou, misturando-o com o amor aos planetas, frequências e artes visuais para animar as suas estórias através de personagens que habitam os universos que cria. Explora as barreiras entre teatro e performance com a ajuda de equipamento electrónico e música. Fala da vida entendida no seu significado sem limites e revelando todos os seus detalhes. Tudo é construído em função duma cosmogonia musical que encontrará o seu fim no dia em que autora morrer. Apaixonada pelos sonhos e pela fermentação de ideias, sozinha no escuro gosta de partilhar a claridade da criação com pessoas com pensamento semelhante, o que conduziu a colaborações com outros artistas, companhias, colectivos, bandas como MonsterZero, The Mime Terrorists, Elastic Theatre, Mission Arts Club, Rabbit Hole, HH Art Spaces e Lucifer’s Ensemble. Actualmente trabalha com marionetas em !..!.ART.ATTACK.!..!, curadora na área do teatro no Festival Forte e toca com 3I3O.