Boca do Inferno no Spamflix

O IndieLisboa e o Spamflix juntaram-se para que possas rever três dos filmes da secção Boca do Inferno na plataforma, depois das suas estreias em sala no IndieLisboa.

 



She Dies Tomorrow, Amy Seimetz | fic., EUA, 2020, 86’
IndieLisboa: 28 Agosto, 21:45, Culturgest – Grande Auditório
Spamflix: Até 6 Setembro (já disponível)

Kindred, Joe Marcantonio | fic., Reino Unido, 2020, 100
IndieLisboa: 31 Agosto, 18:00, Cinema Ideal – Sala 1
Spamflix: De 1 a 6 Setembro

50 (o dos ballenas se encuentran en la playa), Jorge Cuchí | fic., México, 2020, 122’
IndieLisboa: 6 Setembro, 22:00, Cinema Ideal – Sala 1
Spamflix: De 7 a 10 Setembro

Os filmes podem ser vistos individualmente por 3,5€, ou os 3 por 9€, através do Mouth of Madness film pack, disponível a partir de dia 1 de Setembro. Depois da compra, os filmes ficam disponíveis durante 72 horas.

Mais informações no Spamflix. 

Esta semana no IndieLisboa

Alguns destaques da programação desta semana no IndieLisboa, agora em todas as salas do festival com sessões, conversas e projecções ao ar livre.

 

As mulheres da equipa feminina de vólei japonesa que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio, eram conhecidas como “As Bruxas do Oriente”. Ainda hoje mantêm um recorde de 258 vitórias consecutivas. Agora, nos seus setenta anos, reencontram-se num passeio por memórias, com direito a sequência de anime e um olhar brincalhão, repleto de referências pop.
> Bilhetes

A primeira longa-metragem de Fern Silva é um filme-ensaio produzido no Havai, que mistura géneros cinematográficos que vão do documentário à animação, assim como temáticas que tocam a astronomia, a geologia e a etnografia. Ao explorar o que une o ser humano à natureza que o rodeia e ao cosmos que o alberga, este filme olha também para o impacto do colonialismo nessa mesma ilha.
> Bilhetes

 

Um documentário cru sobre Delphine, uma jovem camaronesa que carrega uma bagagem de sofrimento que criou chifres. A câmara de Rosine Mbakam mantém-se em Delphine, sem desviar o olhar ou ilustrar o que esta conta. Nascida nos Camarões e agora sediada na Bélgica, o cinema de Mbakam, que se tem focado na experiência migrante, explora aqui temas como o peso e domínio das sociedades patriarcais sobre as mulheres africanas e a exploração sexual, colonial típica da cultura ocidental.
> Bilhetes

Edgar Wright é conhecido por filmes como Shaun of the Dead ou Hot Fuzz, Scott Pilgrim vs the World e Baby Driver. Agora, apresenta um documentário sobre os The Sparks, um duo musical eclético e excêntrico que é apresentado como “a banda preferida da tua banda preferida”. Para falar do mito e dar a conhecer estes irmãos, Wright junta entrevistas de músicos e comediantes, onde há espaço para Beck, Neil Gaiman, Björk, Patton Oswalt, “Weird Al” Yankovic, Jack Antonoff ou até Amy Sherman-Palladino (Gilmore Girls).
> Bilhetes

 

Filme sobre e com Matthew Herbert, compositor de música eletrónica e ativista inglês. Neste documentário, o realizador acompanha Herbert no seu processo criativo ao longo de um novo projeto idiossincrático: escrever um livro em que cada capítulo descreve minuciosamente uma peça de música e é o leitor que tem de imaginar a sinfonia.
> Bilhetes

 

Consulta o calendário de sessões para acederes ao programa completo, ou descarrega a app oficial para adicionares à tua agenda as sessões que não queres perder!

> Programa PDF <

Entrega do Prémio Novíssimos Betclic

A cerimónia de entrega do prémio Novíssimos Betclic acontece no dia 3 de Setembro às 18:00 na Fábrica do Pão (Casa do Capitão). Será exibido o filme vencedor e o filme Rastro de Bruno Ferreira e João Lourenço, co-produzido pela Betclic.

Depois da cerimónia há concerto de Puçanga, artista que mistura no seu estilo música electrónica dark, ritmos e bass, com uma voz melódica. Às 19:30 no Terraço da Casa do Capitão.

Casa do Capitão
Rua do Grilo 119
1950-146 Lisboa

> Bilhetes para o concerto à venda

> Reservas para a cerimónia de entrega de prémios devem ser feitas por e-mail, até dia 1 de Setembro, para prod@indielisboa.com

Este fim-de-semana no IndieLisboa

Uma sequela espiritual do seu filme anterior, Forest, um drama feito com pouquíssimo dinheiro, ocupado por actores amadores e personagens com diferentes relações em crise, compostos numa série de vinhetas. Aqui, vemos um retorno ao estilo e ao género, com novas personagens num ambiente igualmente claustrofóbico, onde Fliegauf explora temas como o abuso, o trauma, a perda e a vingança.
> Bilhetes

Um filme que junta o horror psicológico ao humor absurdo. Neste filme, Amy é uma rapariga que acaba de comprar uma casa, mas está plenamente convencida que vai morrer no dia seguinte. Esta é uma ideia que passa à amiga Jane que a visita e esta, por sua vez, infecta outras pessoas com o mesmo pensamento sinistro.
> Bilhetes

Neste filme o holofote está sobre a figura de Shane MacGowan, o líder da banda punk irlandesa Pogues. MacGowan revelou-se um personagem difícil de entrevistar, segundo o realizador, mas isso abriu espaço para o filme retratar a sua irreverência e essência de forma inventiva e foliona, usando a montagem de imagens de arquivo e testemunhos de pessoas como a irmã, Siobhan, o pai, Maurice, e Gerry Adams, antigo líder do Sinn Féin.
> Bilhetes

SESSÃO COM Q&A
Samuel G. Barbosa (nascido em 1981) é licenciado em Audiovisual, Artes e Comunicação pela Escola Superior Artística do Porto, em Portugal, e mestre em Artes Digitais, pela École Européenne de L’Image, em França. Atualmente desenvolve trabalho de investigação em cinema e está a fazer o seu doutoramento na Faculdad de Bellas Artes na Universidade de Vigo, em Espanha. A Távola de Rocha é o seu primeiro filme.
> Bilhetes

SESSÃO COM Q&A
Em Granary Squares, a nossa perspectiva é a da câmara de vigilância sobre um novo empreendimento em King’s Cross, Londres. Ao longo de uma hora, aproximamo-nos através dessa lente de uma série de momentos quotidianos vividos na praça, num zoom que se vai estreitando.
> Bilhetes

>Bilhetes

INDIEJÚNIOR

> Bilhetes

 

Consulta o calendário de sessões para acederes ao programa completo, ou descarrega a app oficial para adicionares à tua agenda as sessões que não queres perder!

Programa PDF

Programa de Oficinas e Actividades

Quero Animar! | Oficina de flipbooks | Concebida e dinamizada pela realizadora Leonor Faria Henriques | 90′ (+7 anos)

Sáb. 21 de Agosto | 11:30 | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Comprar bilhetes

Já alguma vez te perguntaste: mas afinal como é que são feitos os desenhos animados? Nesta actividade, vais dar os teus primeiros passos no mundo mágico da animação 2D! Vais animar a sério e aprender um dos exercícios que qualquer animador aprende – a bola saltitona. Nesta oficina, vais descobrir como podes fazer as tuas animações com um pequeno flipbook e tudo o que vamos precisar é de papel, lápis de cor e de pequenos animadores prontos a dar os primeiros passos nesta viagem!
> Comprar bilhetes

*Nada se Perde, de Leonor Faria Henriques, é um filme que pode ser visto na sessão A Vida é uma Surpresa (+6)

Ver o Mundo com as Mãos | Oficina de expressão corporal | Concebida e dinamizada por Baileia, dupla de artistas-educadores | 50′ (+5 anos) – Crianças e pais

Sab. 28 de Agosto | 15:30 | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Comprar bilhetes
Sab. 28 de Agosto | 17:30 | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Comprar bilhetes

Um dia, com um olho fechado e o outro aberto, descobrimos que era possível tocar em coisas muito distantes de nós. Podíamos tocar sem tocar. Podíamos carregar coisas muito pesadas ou até maiores do que nós. Descobrimos que era possível criar um mundo todo à volta com um olho fechado e outro aberto. A partir do filme Olá Senhor*, de Joséphine Gobbi, convidamos a brincar com as perspectivas. Ver as coisas com outros olhos, tocar em árvores muito altas ou carregar um amigo sem sair do lugar. Tudo com muita dança, brincadeira e imaginação.

*Olá Senhor, de Joséphine Gobbi, pode ser visto na sessão O Lugar das Memórias (+10).

Autismo: O caminho para a inclusão na escola e na comunidade | Filme + debate | 90’ (+10 anos) – Pais, filhos e professores

Qui. 2 de Setembro | 18:00 | Biblioteca Palácio Galveias, Sala Polivalente | Inscrição obrigatória aqui

O que é o autismo? Como o podemos identificar? Como se aborda a questão da “diferença” na escola na actualidade? E não somos todos na nossa génese, diferentes? Queremos neste debate conhecer algumas das características que definem o autismo, entender e aprofundar com que questões se deparam, sobretudo na escola, as pessoas com autismo (mas não só). A animação Os Sapatos do Louis*, que trata delicada- mente a história de um menino que tem nos seus sapatos uma forma de ver o seu mundo ordenado e de dar sentido ao que não entende, será o ponto de partida para este filme-debate que contará com um conjunto de convidados especiais que representam associações, escolas e famílias que vivem de perto estas questões.

*Os Sapatos do Louis, de Théo Jamin, Kayu Leung, Marion Philippe, Jean-Géraud Blanc, pode ser visto na sessão O Lugar das Memórias (+10).

Sem Limites | Oficina de expressão plástica Edições Orfeu* | 45’ (3-8 anos) – Crianças e pais

Sab. 4 de Setembro | 17:00 e 18:00 | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Inscrição obrigatória aqui

O que será aquela bola vermelha? Um balão, uma maçã, uma joaninha ou simplesmente um botão? Que desenhos e formas ela esconde e como se revelam? Nesta oficina, não teremos limites para criar novas ideias e outros olhares. Com papel e riscadores, mas também com tesouras e recortes, vamos explorar as múltiplas potencialidades de uma simples bola, seja um ponto, um círculo ou uma esfera… Iéé!

*Oficina inspirada no álbum A Bola Vermelha, de Vanina Starkoff, editado em Julho pela Orfeu Negro.

Nasci, e agora…? | Oficina de madeiras | Concebida e dinamizada por LUZ a partir do filme Bom Dia Mundo!* | 90′

Dom. 5 de Setembro | 15:30 | 3-6 anos, pais e filhos | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Comprar bilhetes
Dom. 5 de Setembro | 17:30 | 6-12 anos, crianças | Pátio Biblioteca Palácio Galveias | Comprar bilhetes

Nasci, e agora? Alguém me pode dizer quem sou? Está aí alguém? Será que vivo no mundo de cima, no mundo de baixo ou no meio? Na água nascem muitos seres esquisitos uns até são de gelatina, na terra existem minúsculos e gigantes e no ar parecem todos aviões. O mundo é misterioso mas MARAVILHOSO! Tenho tanta vontade de o descobrir, nascer é também descobrir os outros, perceber que somos todos tão diferentes mas precisamos de todos cá!

*Bom Dia Mundo! de Anne- Lise Koehler & Éric Serre pode ser visto nos dias 22 de Agosto e 4 de Setembro.

Programação Completa IndieJúnior 2021

Esta secção fundamental do IndieLisboa é dedicada aos espectadores mais novos. O IndieJúnior visa contribuir para a formação estético-cultural de crianças e jovens através de uma experiência artística e lúdica diferenciada do seu habitual consumo de imagens em movimento, seja na televisão ou no circuito de cinema comercial. A programação de filmes é complementada por um conjunto de oficinas, actividades culturais e espaços de criação pensados para os mais pequenos e suas famílias.

LONGAS-METRAGENS

  • Bom Dia Mundo!, Anne-Lise Koehler / Éric Serre, anim., França, 2019, 61’ (+6 anos)

CURTAS-METRAGENS

Cinema de Colo (4 – 18 meses)

Sessão Sonhar Acordado (+3 anos) 

Sessão Laços de Família (+3 anos)

  • Viajantes de Outono, Natalia Malykhina, anim., Noruega, 6’
  • Sinfonia em Bê (Maior), Hadrien Vezinet, anim., França, 4’
  • A Teia dos Sonhos, Camille Foirest, anim., França, 3’
  • O Urso que Engoliu uma Mosca, Pascale Hecquet, anim., França, 7’
  • Lupin, Hélène Ducrocq, anim., França, 11’
  • O Princípe Adormecido, Nicolas Bianco-Levrin, anim., França, 5’
  • Contos do Multiverso, Magnus Igland Møller / Mette Tange / Peter Smith, anim., Dinamarca, 7’
  • Kuku, Daniela Hýbnerová, anim. / doc., República Checa, 4’
  • Anna e Manon vão ao mar, Catherine Manesse, anim., França, 4’
  • Tinta, Erik Verkerk / Joost van den Bosch, anim., Países Baixos, 2’

Sessão A Vida é uma Surpresa (+6 anos)

Sessão O Lugar das Memórias (+10 anos)

Sessão Pensar, Sonhar e Voar (+12 anos)

  • Daqui à Lua, Sara Kolster, doc., Países Baixos, 16’
  • Papá Zaza, Géraldine Charpentier, anim., Bélgica, 8’
  • Julho 96, Michèle Jacob, fic., Bélgica, 25’

> OFICINAS E ACTIVIDADES | PROGRAMA <
> PROGRAMA PDF <

A Betclic apoia o IndieLisboa

Este ano contamos com o apoio da Betclic, que patrocina pela primeira vez o Prémio de Melhor Curta-Metragem da Competição Internacional e o Prémio Novíssimos, que assinala a chegada de novos talentos. Para além do prémio, a Betclic irá convidar o vencedor da secção Novíssimos a co-criar conteúdos dedicados aos novos canais de media.

O IndieLisboa procura apoiar as novas vozes que se afirmam no contexto cinematográfico português e é nesse sentido que se estabelece esta parceria, com uma marca que tem apostado na criação de conteúdos.
Para Miguel Domingues, director de comunicação da Betclic, “É um orgulho ver a marca a percorrer um caminho diferente e inovador. O ano de 2021 marca a nossa entrada na produção de conteúdos por direito próprio com a estreia do Rastro. Dá-me um gozo particular ver como é um projecto tão especial e impactante de sustentabilidade no desporto, como o ‘Futebol Bonito’ deu origem a uma curta-metragem que já foi escolhida para representar Portugal nos maiores e melhores festivais de curtas do mundo. Desta nova parceria e criação de conteúdos, esperamos ainda mais e melhor”.

LisbonTalks Universidade Lusófona e Industry Screenings

As LisbonTalks Universidade Lusófona já arrancaram, com um programa que será maioritariamente realizado online. Nesta edição, dedicada à promoção, distribuição e exibição cinematográfica em Portugal, apenas os encontros inspirados pela obra da cineasta Sarah Maldoror acontecerão presencialmente. Nas conversas presenciais, salvo indicação em contrário não é necessária inscrição e o acesso é livre.

PROGRAMA

FORMATOS FÍSICOS NA ERA DO STREAMING. DO VHS À PIRATARIA
Inglês
ADIADO: 1 de Setembro às 17:00, online via Facebook
A popularidade dos serviços de streaming tem vindo a destruir o mercado do home cinema. Contudo, a vontade de se ser dono da média que se consome tem levado ao boom do vinil e da colecção de filmes, particularmente de edições especiais boutique. Não seria conversa acabada sem falar em pirataria e partilha de filmes em círculos de cinefilia. Há que ter gosto e ter bom gosto.

Moderado por: Ricardo Vieira Lisboa

Com: Pip Chodorov, Adrian Martin
Anette Dujisin

O PODER DA PROGRAMAÇÃO: A IMPORTÂNCIA DO APARECIMENTO DE MAIS SALAS INDEPENDENTES EM PORTUGAL
Inglês
31 de Agosto às 17:00, online via Facebook
Salas independentes e o trabalho dos cineclubes e festivais enquanto circuitos alternativos de exibição são importantes pelos filmes que mostram, pelos públicos que criam e nutrem e pela inerente dinamização das zonas onde estão inseridos. Nunca houve necessidade maior por este tipo de salas do que agora. Como se poderá realizar este incremento? Vamos explorar espaços no contexto europeu e medir o pulso das salas em Portugal.

Moderado por: Manuel José Damásio

Com: Candela Varas,
Pedro Borges, Ramiro Ledo

NEGRITUDE, IDENTIDADES E DIREITOS HUMANOS
Português / INSCRIÇÃO NECESSÁRIA
2 de Setembro às 17:00, online via zoom/ Jardim da Fundação Mário Soares e Maria Barroso
A mesa redonda Negritude, identidades e direitos humanos, organizada pela Fundação Mário Soares e Maria Barroso, parte de problemáticas estruturantes na obra cinematográfica de Sarah Maldoror com o objectivo de reflectir sobre as questões do racismo e da discriminação em Portugal, os discursos de ódio e de intolerância, a herança colonial e as desigualdades no acesso à participação democrática.
Lotação no Jardim da Fundação Mário Soares e Maria Barroso: 25 pessoas

Moderado por: Fernanda Rollo

Com: Bruno Sena Martins,
Jorge Vala, Annouchka de Andrade

Explore também a documentação que se encontra na Fundação Mário Soares e Maria Barroso relacionada com a vida e o percurso de Sarah Maldoror aqui. 

 

O CINEMA DE SARAH MALDOROR com Annouchka de Andrade
Português
3 de Setembro às 18:00, esplanada Cinemateca Portuguesa
Mesa redonda em torno da retrospectiva do IndieLisboa 2021. Partindo da obra de Maldoror, vamos reavaliar e continuar o seu estudo político, social e etnográfico. Trabalho determinante nas lutas contra o colonialismo e movimentos revolucionários que visavam promover a cultura negra. Agora mais do que nunca, os temas antes filmados e discutidos ainda estão por resolver.

Com: Annouchka de Andrade, Maria do Carmo Piçarra,
Marta Lança, Raquel Schefer, Joana Ascensão

REALIZADORAS NO FEMININO: CINEMA PORTUGUÊS EM DESTAQUE
Português
4 de Setembro às 17:00, online via Facebook
Em 2020 os filmes mais falados e premiados cá dentro e lá fora foram realizados por duas mulheres: Listen de Ana Rocha de Sousa e A Metamorfose dos Pássaros de Catarina Vasconcelos. O programa Três Realizadoras Portuguesas com filmes de Sofia Bost, Mariana Gaivão e Leonor Teles e as longas Amor Fati de Cláudia Varejão e Listen, receberam o público português no regresso às salas. É preciso continuar a trabalhar e a divulgar o enorme trabalho do cinema feito por mulheres em Portugal.

Moderado por: Mariana Liz

Com: Anastasia Lukovnikova,
Susana Nobre, Tota Alves, Filipa Reis

DEPOIS DO CIRCUITO DE FESTIVAIS, PARA ONDE VÃO AS CURTAS-METRAGENS?
Inglês
5 de Setembro às 17:00, online via Facebook
Há sem dúvida uma dificuldade em distribuir e vender curtas metragens e levá-las a outros públicos que não o de festivais, mas casos recentes em Portugal mostram que elas conseguem passar na sala de cinema. Falamos do programa Três Novas Curtas Portuguesas em 2017 e o mais recente, Três Realizadoras Portuguesas que está a ser exibido fora do nosso país. Que outros futuros podem ter as curtas depois ou até mesmo durante o seu circuito?

Moderado por: Ana David

Com: Michiel Philippaerts,
Catherine Colas, Wouter Jansen

Industry Screenings

Estão também a decorrer para profissionais de indústria as Lisbon Screenings e o Fundo de Apoio ao Cinema, com projecções de filmes portugueses em estreia e em pós-produção. Destaque para as longas-metragens A Távola de Rocha de Samuel Barbosa e Granary Squares de Gonçalo Lamas que serão também exibidos no festival. As curtas-metragens Cabra Cega, de Tomás Paula Marques, O Que Resta, de Daniel Soares e Boa Noite, de Catarina Ruivo terão as suas estreias mundiais na Competição Nacional.

Fundo de Apoio ao Cinema e PLOT

Dia 27 de Agosto às 14:00 acontece a sessão de pitching do Fundo de Apoio ao Cinema e PLOT. O registo é obrigatório aqui e a sessão é aberta a todos os profissionais, sem obrigatoridade de acreditação.
A cerimónia de entrega de prémios do Fundo de Apoio ao Cinema realiza-se na terça-feira, dia 31 de Agosto, às 17:30 no Jardim da Biblioteca Palácio Galveias. O júri é constituído pelo músico Salvador Sobral, a programadora do Festival de Jeonju, Sung Moon, e o director artístico do Vienna Shorts Film Festival, Daniel Ebner.

Cinema ao Ar Livre

Este ano voltam a acontecer no IndieLisboa sessões ao ar livre na Esplanada da Cinemateca e no Jardim da Biblioteca Palácio Galveias. Serão exibidos filmes da secção Director’s Cut, passando pela Retrospectiva ou pelo IndieJúnior até à Competição Internacional.

Sessões Cinemateca | Esplanada

Watching the Detectives | Chris Kennedy + Forensickness | Chloé Galibert-Laîné | Director’s Cut

Watching the Detectives, Chris Kennedy | exp., 2017, 36′
Um filme que ilumina a forma como se desenrolam verdadeiras investigações em comunidades virtuais, como o reddit ou 4chan, exemplificada pelos acontecimentos que sucederam a tragédia da Maratona de Boston em 2013, através das possibilidades de crowdsourcing.

Forensickness, Chloé Galibert-Laîné | doc., 2020, 40′
Chloé Galibert-Laîné analisa o Watching the Detectives de Chris Kennedy e os conteúdos produzidos depois dos ataques em Boston. Ao mesmo tempo, Galibert-Laîné usa o Estruturalismo, a montagem cinematográfica e a sua linguagem académica na sua própria investigação.

Seg. 21:30 | 23 de Agosto

Tabu: A Story of the South Seas | F.W. Murnau | Director’s Cut Em Contexto

O último filme do realizador alemão F.W. Murnau, foi produzido por Robert Flaherty, por sua vez responsável por Nanook of the North (1922), o primeiro documentário de longa duração bem sucedido nos cinemas americanos. Este filme está dividido em duas partes, “Paradise” e “Paradise Lost”, mostrando a experiência de um casal numa ilha polinésia, colonizada e explorada pela França ocidental.

Ter. 21:30 | 24 de Agosto | Bilhetes

O Sangue | Pedro Costa | Director’s Cut Em Contexto

A primeira longa-metragem do realizador português aponta para um palimpsesto de referências cinéfilas que nunca turva a marca autoral de Pedro Costa. Neste filme, a vida de Vicente e Nino torna-se ainda mais periclitante depois do abandono do seu pai. Clara tenta ajudá-los, mas é um mundo onde sobreviver é uma luta constante. Com Pedro Hestnes, Nuno Ferreira e Inês de Medeiros.

Qua. 21:30 | 25 de Agosto | Bilhetes

Silver River | Raoul Walsh | Director’s Cut Em Contexto

Um western com Errol Flynn e Ann Sheridan que conta a história do soldado Mike McComb, da determinada Georgia Moore e de Silver City, onde McComb abre um próspero saloon. O filme, baseado numa história de Stephen Longstreet, é conhecido por não ter um final — determinado como terminado pelo estúdio antes da produção ter acabado, devido ao mau comportamento das suas estrelas que levou ao aumento dos custos de produção.

Qui. 21:30 | 26 de Agosto | Bilhetes

Hopper/Welles | Orson Welles | Director’s Cut

Filip Jan Rymsza, que já tinha produzido The Other Side of the Wind – um filme de Welles que esteve 40 anos na estante e foi estreado em 2018 –, regressa com esta conversa entre duas figuras magistrais do cinema americano, filmada em 1970. Nas duas horas deste documento visual até há pouco desconhecido, os dois realizadores digladiam verbalmente, questionando a natureza do seu trabalho ou a da violência nos Estados Unidos, entre outros temas. Um registo histórico.

Sex. 21:30 | 27 de Agosto | Bilhetes
Ter. 21:30 | 31 de Agosto | Bilhetes

Os Verde Anos | Paulo Rocha | Director’s Cut Em Contexto

Um clássico do cinema português que marca a emergência de Paulo Rocha e do Cinema Novo. Júlio (Rui Gomes) e Ilda (Isabel Ruth), dois jovens da classe operária a tentar vingar em Lisboa, verão a sua relação marcada pela tragédia.

Sáb. 21:30 | 28 de Agosto | Bilhetes

A Távola de Rocha | Samuel Barbosa | Director’s Cut

Samuel Barbosa, na sua primeira longa-metragem, explora o processo criativo de Paulo Rocha (Os Verdes Anos) e os seus filmes, através das suas personagens, dos artistas que trabalhou e outros testemunhos da sua arte.

Seg. 21:30 | 30 de Agosto | Bilhetes

Sarah Maldoror 4, 80′ | Retrospectiva

À Bissau, le carnaval, Sarah Maldoror | doc., 1980, 18′
Cap-Vert, un Carnaval dans le Sahel, Sarah Maldoror | doc., 1979, 28′
Fogo, l’île de feu, Sarah Maldoror | 1979, 34′

Qui. 21:30 | 2 de Setembro | Bilhetes

Sarah Maldoror 6, 83′ | Retrospectiva

L’Hôpital de Leningrad, Sarah Maldoror | fic., 1982, 59′
Vlady, Sarah Maldoror | doc., 1989, 24′

Sex. 21:30 | 3 de Setembro

Le Passager du Tassili | Sarah Maldoror | Retrospectiva

Um telefilme que adapta fielmente o romance de Akli Tadjer, Les A.N.I du Tassili — “argelinos não identificados”, indica a sigla. Tal como o livro, o filme acompanha Omar, um argelino que cresceu em França, mas vai visitar a nação-berço. Regressa eventualmente, juntamente com quem os ANI que retornam das suas férias para voltar aos banlieues parisienses, feliz por estar com os seus.

Sáb. 21:30 | 4 de Setembro | Bilhetes

Sarah Maldoror 10 – Retratos de Artistas, 62′ | Retrospectiva

Ana Mercedes Hoyos, Sarah Maldoror | doc., 2008, 13′
La Tribu du Bois de L’É, Sarah Maldoror | doc., 1997, 12′
Miró, Sarah Maldoror | doc., 1979, 5′
Wifredo Lam, Sarah Maldoror | doc., 1980, 4′
Alberto Carlisky, Sarah Maldoror | doc., 1980, 4′
Vlady, Sarah Maldoror | doc., 1989, 24′

Seg. 21:30 | 6 de Setembro | Bilhetes

Sessões Jardim da Biblioteca Palácio Galveias

Shiva Baby | Emma Seligman | Competição Internacional

Shiva é um período de uma semana de luto da religião judaica e também uma oportunidade para homenagear quem faleceu e sua família. Esta comédia ácida coloca uma jovem judia na posição ingrata de ter de enfrentar a mais claustrofóbica shiva possível, onde se vê confrontada com uma ex-namorada, um sugar daddy secreto e múltiplos parentes bisbilhoteiros.

Qua. 21:15 | 25 de Agosto | Bilhetes

Bad Luck Banging or Loony Porn | Radu Jude | Silvestre

Uma sátira da pandemia global que ainda vivemos. Este filme começa com uma sex tape que dá para o torto. Em causa está a vida e a carreira de Emi, uma professora que se vê forçada pelos pais dos alunos a apresentar a sua demissão. Contudo, Emi recusa. Recomendado para quem aprecia experiências cinematográficas transgressivas – no melhor dos sentidos.

Qui. 21:15 | 26 de Agosto | Bilhetes

The Nowhere Inn | Bill Benz | IndieMusic

Bill Benz, na sua primeira longa-metragem, volta a reunir-se com Carrie Brownstein (da banda Sleater-Kinney), com quem trabalhou na comédia que esta criou com Fred Armisen (Saturday Night Live), Portlandia. Brownstein é a autora do argumento em conjunto com Annie Clark, mais conhecida como St. Vincent. A ideia, neste thriller psicológico em jeito de mocumentário, é explorar quem é a “Annie real” pelos olhos da sua melhor amiga, Carrie.

Sex. 21:15 | 27 de Agosto | Bilhetes

Laços de Família, 53′ | (3+) Toda a família | IndieJúnior

Uma sessão com dez curtas -metragens criadas para divertir toda a família!

Sab. 21:15 | 28 de Agosto | Bilhetes

Poly Styrene: I am a Cliché | Celeste Bell, Paul Sng | IndieMusic

Poly Styrene, da banda inglesa X-Ray Spex, viu os Sex Pistols em 1976 e converteu-se ao punk rock. Este filme, realizado por Paul Sng e pela filha da cantora, Celeste Bell, retrata um ícone musical que se tornou numa inspiração-chave para os movimentos riot grrrl e Afropunk, tendo-se revoltado contra as estruturas racistas, sexistas e opressivas da Inglaterra do final do século XX. O oposto de um cliché.

Dom. 21:15 | 29 de Agosto | Bilhetes

Les Sorcières de l’Orient | Julien Faraut | Competição Internacional

As mulheres da equipa feminina de vólei japonesa que ganhou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1964, em Tóquio, eram conhecidas como “As Bruxas do Oriente”. Ainda hoje mantêm um recorde de 258 vitórias consecutivas. Agora, nos seus setenta anos, reencontram-se num passeio por memórias, com direito a sequência de anime e um olhar brincalhão, repleto de referências pop.

Qua. 21:15 | 1 de Setembro | Bilhetes

Boca do Inferno Curtas, 93′ | Boca do Inferno

Rendang of Death, Percolate Galactic | anim., 2020, 7′
Flick, Ariel Zengotita | fic., 2020, 10′
A Stranger from the Past, Jan Verdijk | fic., 2020, 5′
The Thing that Ate the Birds, Dan Gitsham/Sophie Mair | fic., 2021, 12′
Wood Child and Hidden Forest Mother, Stephen Irwin | anim., 2020, 9′
Survivers, Carlos Gómez-Trigo | fic., 2020, 6′
T’es morte Hélène, Michiel Blanchart | fic., 2020, 24′
Flex, David Strindberg/Josefin Malmen | fic., 2020, 4′
Bobby Pinwheel, Rob Kleinschmidt | anim., 2020, 4′
Metube 3: August Sings “Une Furtiva Lagrima”, Daniel Moshel | fic., 2020, 10′

Qui. 21:15 | 2 de Setembro | Bilhetes

Ney à Flor da Pele | Felipe Nepomuceno | IndieMusic

Documentário antológico que traça o impacto da música, performances e ideias de Ney Matogrosso, desde a segunda metade do século XX, através de imagens de arquivo dos seus concertos e entrevistas, ao longo das décadas

Sex. 21:15 | 3 de Setembro | Bilhetes

Bom Dia Mundo | Anne-Lise Koehler, Éric Serre | 6+ | IndieJúnior

“O que aconteceu? – “Acabaste de nascer”. “E vim de onde?” – “De um ovo”. “E antes disso?” – “De um pássaro”. “E antes disso?”
Para vários animais de espécies diferentes, novinhos em folha – como a coruja, a tartaruga, a salamandra ou o castor – o mundo é um lugar novo e misterioso, com toda a sua magia e perigo, pronto a ser descoberto.

Sab. 21:15 | 4 de Setembro | Bilhetes

Les Prières de Delphine | Rosine Mbakam | Competição Internacional

Um documentário cru sobre Delphine, uma jovem camaronesa que carrega uma bagagem de sofrimento que criou chifres. A câmara de Rosine Mbakam mantém-se em Delphine, sem desviar o olhar ou ilustrar o que esta conta. Nascida nos Camarões e agora sediada na Bélgica, o cinema de Mbakam, que se tem focado na experiência migrante, explora aqui temas como o peso e domínio das sociedades patriarcais sobre as mulheres africanas e a exploração sexual, colonial típica da cultura ocidental.

Dom. 21:15 | 5 de Setembro | Bilhetes

Já arrancou a 18.ª edição do IndieLisboa

O IndieLisboa arrancou este fim-de-semana com casa cheia para a Sessão de Abertura e para a primeira sessão de Boca do Inferno Curtas, no Cinema São Jorge. Houve também Cinema de Colo, sessões para os mais novos e uma oficina no Jardim da Biblioteca Palácio Galveias. Esta semana continuamos no Cinema São Jorge e arrancam também as sessões na Cinemateca e no Cinema Ideal, ou ainda as sessões de Cinema ao Ar Livre na Cinemateca e no Jardim da Biblioteca Palácio Galveias.

Para ver nos próximos dias:

As Lisbon Screenings, sessões privadas dedicadas à indústria, começam também esta quarta-feira.

> Calendário de sessões
> Descarrega a App para consultares o programa completo e adicionares sessões à tua agenda | iOS | Android
> Programa PDF

“Prontos para a revolução?” – A Retrospectiva Sarah Maldoror no IndieLisboa 2021

“Prontos para a Revolução?” era a saudação que a cineasta e poeta usava para atender o telefone até aos anos 70, segundo o testemunho da sua filha Henda Ducados. A mesma pergunta deve ser colocada agora, naquela que é uma oportunidade de ver essa mesma voz a ser erguida numa retrospectiva: a primeira sobre a cineasta em Portugal, que o IndieLisboa apresenta em conjunto com a Cinemateca Portuguesa.

Numa amostra quase integral do corpo da obra de Sarah Maldoror – não só umas das primeiras mulheres a empunhar uma câmara e a transformar o cinema Africano dali em diante, mas uma matriarca que o fez para lutar a opressão – o IndieLisboa leva até ao grande ecrã o seu trabalho compilado em 43 filmes (3 longas-metragens e 39 curtas-metragens) – alguns dados como perdidos – e um complemento de 5 filmes que contextualizam a obra da cineasta. Para ver de 1 a 8 de Setembro na Sala M. Félix Ribeiro e na Esplanada da Cinemateca Portuguesa.

A dimensão mais militante e politizada da mulher nascida em Gers, no Sul de França, francesa e guadalupense, começou por se reflectir desde a mais tenra idade, quando esta decide trocar o seu apelido de origem, Ducados, por Maldoror, em homenagem à obra do Conde de Lautréamont que descreveu nos seus Cantos de Maldoror o pior de que o ser humano era capaz. Dessa revolta surge um pseudónimo que não só articula como localiza um discurso anticolonialista, pan-africano e feminista, atento aos legados da negritude na produção artística e cinematográfica, no que foi um manifesto colectivo filmado sobre a mulher negra atrás da câmara e dentro do ecrã. Da sua primeira obra Monangambée (1969)*, veículo de denúncia dos crimes cometidos pelo Portugal colonizador em Angola, a Sambizanga (1973), um testemunho da libertação do país, é rapidamente canonizada a impressão digital do seu cinema político que já na altura gritava por mudança. Este último – Sambizanga – será exibido numa cópia recém-restaurada e recém-estreada em Bolonha no passado mês de Julho, no festival Il Cinema Ritrovato.

Daí em diante, foi cimentando o movimento da negritude e assim divulgando a cultura negra que juntamente com o companheiro Mário Pinto de Andrade,  poeta angolano fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e ideólogo do pan-africanismo mergulha na reconstrução e renovação da história. Um diverso grupo de filmes permeiam a afirmação da negritude, como em Et Les Chiens Se Taiseient (1978); filmes que olham para a identidade e cultura negras após as independências dos respectivos territórios – À Bissau, Le Carnaval (1980), Cap-Vert, Un Carnaval Dans Le Sahel (1979), Fogo, L’Île De Feu (1979) – e as psicogeografias parisienses das experiências migrantes – Un Dessert Pour Constace (1980), Scala Milan A.C. (2003), Le Passager du Tassili (1986), entre outros.

A retrospectiva reúne ainda inúmeros retratos de artistas, sejam eles escritores, encenadores ou cantores, que assim passam pela obra de Maldoror naquele que é um recolher de inspiração e um semear de multiplicidade e consciência. Importante mencionar a figura fundamental do activista e poeta Aimé Césaire, presente em pelo menos três filmes, tal como os poetas Louis Aragon, Léopold Sédar Senghor, Édouard Glissant, Léon G. Damas, o pintor Joan Miró, entre outros.

Uma outra vertente apresentada dá voz às mulheres negras, agentes da mudança, em filmes profundamente anti-racistas, que transpiram solidariedade. De Portrait D’Une Femme Africaine (1985), Écrivain Public (1985), a Point Virgule (1986), Premiére Recontre Internationale des Femmes Noires (1986) ou Assia Djebar (1987), vislumbra-se o gesto feminino, mas também sublinha-se uma agitação que se sente um pouco por todo o resto da obra.

Do outro lado do espectro, olha-se para a sua obra através de autores como Chris Marker, William Klein, Anne-Laure Folly, ou Mathieu Kleyebe Abonnec – este último filme, Préface à Des Fusils Pour Banta (2011) é uma elegia ao filme perdido de Sarah Maldoror, Des Fusils Pour Banta (1970), que se centrava numa mulher envolvida na luta pela independência da Guiné e Cabo Verde.

> A fotógrafa italiana militante Augusta Conchiglia estará presente na sessão de dia 8 de Setembro, às 15:30, naquela que será a segunda passagem de Monangambée no festival, a convite de Maria do Carmo Piçarra e da ICNOVA-FSCH.
> Annouchka de Andrade estará presente em Lisboa em Setembro para acompanhar a retrospectiva de perto.

> Programação | Retrospectiva Sarah Maldoror
> Colecção documental Sarah Maldoror

Festa Warm-Up do IndieLisboa 2021

Na próxima Sexta-Feira dia 13 de Agosto, juntamo-nos à Casa do Capitão para preparar mais uma edição do IndieLisboa. Haverá concertos de Solar Corona e First Breath After Coma a partir das 18h30 e, para concluir, um DJ Set dos Programadores do IndieMusic com Cláudia Guerreiro, baixista dos Linda Martini.

Os barcelenses Solar Corona Elektrische Maschine, são um colectivo multiforme de música rock que neste formato substituem a bateria e a guitarra e amplificadores por instrumentos electrónicos. São estas novas percussões e métodos de amplificação que vão ocupar o Terraço da Casa do Capitão às 18h30. Presentes estão eles no Caudal, documentáriode Luís Sobreiro que regista o regresso da banda ao palco, depois de um ano de paragem e confinamento pandémico, naquele que é um “irrepetível concerto”, nas palavras da programadora Helena César. Uma estreia mundial em competição na secção IndieMusic deste ano.

Enquanto isto, na Fábrica do Pão (acesso feito através da entrada da Casa do Capitão na Rua do Grilo, 119), às 19h30, inicia-se uma segunda fase deste aquecimento com um concerto da banda de Leiria, First Breath After Coma. Uma das bandas mais representadas no panorama da música indie portuguesa, serviu de base para o filme We Were Floating High, de Tiago Gomes, também uma estreia mundial em competição na secção IndieMusic, e no qual se vêem seguidos por uma equipa de filmagens naquele que foi um ano de 2019 muito agitado com concertos e colaborações.

Com o nascer da noite, e entre as 20h30 e as 23h no terraço da Casa Capitão, haverá um DJ set dos quatro programadores da secção IndieMusicCarlos Ramos, Filipa Henriques, Helena César e Mário Lopes – que convidam também Cláudia Guerreiro, baixista da banda Linda Martini que integra o júri do IndieMusic este ano. Em conjunto, espelharão a programação do festival num DJ set que incendiará a celebração de uma das secções mais entusiasmantes do festival. A partir das 23h, a festa continuará no terraço com a playlist do IndieMusic, uma amostra das várias bandas e artistas presentes nos filmes nacionais e internacionais que o IndieMusic tem a oferecer este ano, sob a luz de um luar que servirá como barómetro para mais uma edição resistente a caminho das salas de cinema lisboetas.

Programa completo IndieMusic

>Event – Concerto First Breath After Coma
>Evento – DJ Set
>Evento – Concerto Solar Corona

Mais informação e bilhetes no site da Casa do Capitão.

Bilheteiras abertas para o IndieLisboa 2021

O ano é 2021 e a edição é a 18.ª. 
Celebramos a maioridade do corvo mais independente de Lisboa com mais de 270 filmes prontos a deixar a sua marca.

A programação completa já pode ser consultada no site, por filmes, sessões ou secções, ou através do programa PDF. Os bilhetes estão disponíveis em toda a rede Ticketline e nas bilheteiras do festival.

 

 

IndieLisboa 2021: de 21 de Agosto a 6 de Setembro na Culturgest, Cinema São Jorge, Cinema Ideal, Cinemateca Portuguesa e Biblioteca Palácio Galveias, há filmes, cinema ao ar livre, workshops e debates nas LisbonTalks Universidade Lusófona, cinema para os mais novos no IndieJúnior, uma retrospectiva da obra da realizadora Sarah Maldoror, e muito mais.

 

Está fechada a programação da 18.ª edição do IndieLisboa

A pouco menos de um mês do início de mais uma edição do IndieLisboa, está fechada a programação. Serão 276 filmes, divididos por 9 secções e sessões  especiais, que farão o alinhamento desta 18ª edição, segundo ano consecutivo a decorrer em  pleno Verão, mas que contará desta vez com mais dias de cinema, entre 21 de Agosto e 6 de  Setembro. Num ano tão importante, como é aquele em que atinge a maioridade, o IndieLisboa  regressa à sala de cinema, confirmando a promoção de diálogo das vozes que atravessam o  festival nas suas secções, línguas e linguagens. O cinema ao ar livre  regressa também este ano, acrescentando às salas habituais do festival – Cinema São Jorge,  Culturgest, Cinema Ideal e Cinemateca Portuguesa – o Jardim Biblioteca Palácio Galveias, onde  poderemos ver cinema numa tela com o céu como plano de fundo. Também na Esplanada da  Cinemateca Portuguesa, que permanece aberta este mês de Agosto, poderão ser vistos filmes  quase todas as noites.

Da retrospectiva da magistral obra da cineasta e poeta Sarah Maldoror, pioneira do cinema  africano, ao expansivo imaginário do cinema para os mais novos no IndieJúnior e passando  pelo cinema para noites quentes de lua em quarto minguante da Boca do Inferno, o festival  aposta sempre na ousadia dos olhares mais distintos, colocando-os em conversa. O mesmo  acontece na Competição Nacional deste ano, que se junta agora à restante programação já  divulgada. São 4 as longas e 19 as curtas-metragens. Por um lado, há olhares jovens e  irreverentes, por outro reconfirmação de talento.

A começar pelas longas, está Granary Squares, primeira longa-metragem de Gonçalo Lamas,  uma estreia mundial de um documentário que quer testar estratégias do cinema estruturalista  no digital, traçando o seu ponto de vista como se se tratasse de uma câmara de vigilância  ancorada ao centro do recém-renovado distrito de King’s Cross, Londres. Segue-lhe Rock  Bottom Riser, um filme-ensaio vibrante, criado a partir de imagens de um vulcão no Havai e  que atravessa o mundo da geologia, etnografia e astronomia. A primeira longa-metragem do  luso-americano Fern Silva, encantou o Festival de Berlim, o Festival de Cinema de Roterdão e saiu vencedor do Cinéma du Réel. O trabalho do realizador já tinha estado em competição  anteriormente no IndieLisboa com a curta-metragem Notes from a Bastard Child. Também  uma primeira longa-metragem, Simon Chama, de Marta Sousa Ribeiro, explora o labirinto que  é a adolescência, e a frustração emocional que a acompanha através da gestão temporal do  filme. Estreou-se na última edição do Festival de San Sebastián. A completar esta selecção de  irreverentes, mas sentidos vislumbres, está No Táxi de Jack, da prodigiosa Susana Nobre, uma  espécie de roadmovie, onde encontramos o sexagenário Joaquim Calçada, um ex-emigrante  perto da reforma que se vê obrigado a cumprir as burocracias exigidas pelo centro de emprego,  para usufruir do subsídio. Atrás do volante de um táxi, e depois de voltar dos EUA, depara-se com um Portugal democrata, pós-revolução. Foi um dos filmes mais celebrados da secção  Fórum do Festival de Berlim.

Dentro das curtas – são 13 as que terão estreias mundiais – destaca-se um jogo de referências  e uma homenagem ao realizador Jacques Demy, em Um Quarto na Cidade, de João Pedro  Rodrigues e João Rui Guerra da Mata; um delicado filme sobre a comovente ligação entre avó  e neto em Boa Noite, de Catarina Ruivo; o belíssimo Transportation Procedures for Lovers, de  Helena Estrela, uma experiência sinestésica que contempla como se chega perto daqueles que  se ama; um filme caleidoscópico sobre o que é olhar em 13 Ways of Looking at a Blackbird, de Ana Vaz; o badalado e profundamente chocante The Shift, de Laura Carreira, vencedor de uma  nomeação para os Prémios de Cinema Europeus em Veneza o ano passado, e Tracing Utopia,  de Catarina de Sousa e Nick Tyson, uma viagem virtual pelos sonhos e desejos de um grupo de  adolescentes queer de Nova Iorque. Há também propostas divertidas de Diogo Lima, Os  Últimos Dias de Emanuel Raposo, um mockumentary sobre um apresentador fictício da TV  açoriana, Garças, um filme sobre uma rapariga que fez uma operação ao nariz, de Gabriela  Nemésio Nobre, ou ainda o interior de Portugal de Daniel Soares, em O Que Resta, entre tantos outros.

A ser divulgada está também a programação da secção Novíssimos, onde se reúnem os  primeiros passos de jovens cineastas. São 13 os filmes, que se incluem no universo do  documentário, ficção, animação e até do cinema experimental. A destacar, Miraflores, de  Rodrigo Braz Teixeira, análise entre a inocência e o que virá no futuro, Party Tattoos, um  documentário de Teresa Sandman na primeira pessoa que se concentra na celebração de  aniversários passados, Azul e Prata, de João Coroa Justino, um filme que é o culminar de sete  anos de filmagens, que captam o detalhe e o grande plano, e criam uma sinfonia de imagens,  e Noctur, de Ana Vala, onde uma câmara vagueia pelas ruas urbanas no breu da noite,  conferindo uma qualidade alienígena ao o território mostrado.

Atenção redobrada para as sessões especiais deste ano:
A começar pela sessão de abertura no próximo dia 21 de Agosto, na sala Manoel de Oliveira  do Cinema São Jorge, iniciaremos uma nova edição sob o signo de Summer of Soul (…Or, When  The Revolution Could Not Be Televised), o portentoso documentário de Ahmir “Questlove”  Thompson, conhecido como baterista dos The Roots, sobre o festival esquecido de 1969. Um  Harlem cultural, um Woodstock negro. E um sentido até já após mais uma edição, com duas  sessões quase simultâneas de Paraíso, o mais recente filme de Sérgio Tréfaut, no próximo dia  6 de Setembro na Culturgest, filme que presta tributo a um grupo de idosos que se reunia  todos os dias nos jardins do Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, actividade subitamente  interrompida pela pandemia do coronavírus. Há um documentário sobre a figura de Nuno  Portas, um dos grandes urbanistas portugueses – A Cidade de Portas, de Teresa Prata e  Humberto Kzure -, um olhar sobre a escrita íntima do casal de artistas plásticos Maria Helena

Vieira da Silva e Árpád Szenes – Vieirapad, de João Mário Grilo -, um encontro entre o artista  Welket Bungué e Joacine Katar Moreira, deputada parlamentar independente – Mudança, do  actor Welket Bungué -, e O Princípio, o Meio, o Fim e o Infinito, o filme de Pedro Coquenão,  um artista multidisciplinar, que assina com o nome Batida, onde coloca dois seres, de cara  embrulhada e fora do seu Tempo e Espaço, a reflectir sobre o colonialismo, desigualdade social  e outros tópicos-chave.

Importante salientar também o programa Cinema e 5L, realizado em parceria com o novo  Festival Literário da cidade de Lisboa, Lisboa 5L, que junta cinco filmes, obras-primas do  cinema, onde é testemunhada uma adaptação, interpretação, transformação ou  documentação das cinco dimensões literárias apresentadas no reino cinemático. 2001: A  Space Odyssey, de Stanley Kubrick, é um conto. The Color of Pomegranates, de Sergei  Parajanov, poesia. Enrico IV, de Marco Bellocchio, teatro. Fahrenheit 451, de François Truffaut,  um romance. Morte a Venezia, de Luchino Visconti, uma novela.

Já nas actividades direccionadas exclusivamente a profissionais, anuncia-se a programação das  Lisbon Screenings, sessões onde são apresentados novos filmes portugueses terminados ou  ainda por terminar, e à procura de uma estreia mundial ou internacional. Nas longas metragens, filmes de Inês Oliveira, Ana Sofia Fonseca e José Filipe Costa. Nas curtas-metragens,  filmes de Diogo Baldaia, Ágata de Pinho, Falcão Nhaga, José Manuel Fernandes, Pedro Neves  Marques, entre outros.

Fazem parte dos projectos que procuravam uma estreia mundial o ano passado nas Lisbon Screenings as longas-metragens A Távola de Rocha, de Samuel Barbosa, que tem a sua estreia  mundial no festival de Locarno, nas Histoire(s) du Cinéma, e passa depois na secção Director’s  Cut do IndieLisboa, e Granary Squares, de Gonçalo Lamas, estreia mundial na Competição  Nacional do IndieLisboa. Entre as curtas-metragens, Boa Noite, de Catarina Ruivo, Cabra Cega,  de Tomás Paula Marques, e O Que Resta, de Daniel Soares, terão as suas estreias mundiais na  Competição Nacional do IndieLisboa.

As Lisbon Screenings são uma organização da Portugal Film – Agência Internacional de Cinema  Português e que decorrem durante o IndieLisboa.

A partir de dia 5 de Agosto, toda a programação poderá ser consultada e os bilhetes poderão ser adquiridos na Ticketline ou nas bilheteiras  físicas do festival.

Anunciada a programação de Indústria para o IndieLisboa 2021

Em 2021, enquanto o festival decorre nas salas de cinema da cidade de Lisboa, a plataforma profissional irá ter lugar integralmente em formato online, pelo segundo ano consecutivo, de 25 a 27 de Agosto.
Todos os anos apresenta-se em exclusividade, junto dos profissionais que nos acompanham, a fornada mais recente e completa de filmes em pós-produção nas secções Lisbon Screenings e Fundo de Apoio ao Cinema, assim como projectos em desenvolvimento na secção Plot que regressa este ano à programação da Indústria.

LISBON SCREENINGS

As Lisbon Screenings, organizadas pela Portugal Film – Agência Internacional de Cinema, é uma actividade que pretende dar visibilidade ao mais recente cinema português. Concentrando no mesmo lugar filmes, produtores, realizadores e decisores internacionais, estas sessões apresentam uma selecção de novos filmes, curtas e longas metragens, a directores e programadores de festivais, agentes de venda, distribuidores nacionais e internacionais, convidados exclusivamente para o efeito.

A selecção de filmes será anunciada brevemente.

FUNDO DE APOIO AO CINEMA

O Fundo de Apoio ao Cinema, criado em 2011, é um instrumento complementar de apoio à pós-produção de filmes portugueses. As equipas dos dez projectos seleccionados apresentar-se-ão perante um júri internacional para a realização de um pitch que ajudará a definir os vencedores dos prémios a concurso, a saber: apoio financeiro de €1.500 (Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa (Porto), serviços de pós-produção de som (Digital Mix Música e Imagem), €6.000 para criação de música original (Fundação GDA), e serviços de pós-produção de imagem (The Yellow Color).

O júri do Fundo de Apoio ao Cinema será constituído pelo músico Gabriel Ferrandini, a programadora do Festival de Jeonju, Sung Moon, e o director artístico do Vienna Shorts Film Festival, Daniel Webner.
> Projectos seleccionados

PLOT – PROFESSIONAL SCRIPT LAB

A 6ª edição do PLOT – Professional Script Lab, novamente uma parceria entre a Squatter Factory e o IndieLisboa, apresenta os seguintes seis projectos de longa-metragem de ficção, provenientes de Portugal, Argentina, Brasil e Espanha, cujos autores irão debruçar-se sobre os respectivos guiões em regime de imersão criativa e colaborativa, sob a alçada dos mentores Ada Solomon, produtora romena, Anna Ciennik, script doctor francesa, Marcelo Gomes, realizador brasileiro, Marika Kozlovska, consultora internacional de marketing e Affonso Gonçalves, montador brasileiro.
> Projectos seleccionados

Tanto a secção Fundo de Apoio ao Cinema como o PLOT culminará com uma sessão de pitching a ter lugar no dia 27 de Agosto às 14:00 (horas locais) no Zoom e está aberta a todos os profissionais interessados após inscrição, independentemente de estarem acreditados na indústria do festival.

LISBONTALKS UNIVERSIDADE LUSÓFONA

Por último, as LisbonTalks, com o apoio da Universidade Lusófona, completam a programação desta edição online, com conversas em torno do cinema Português e dos focos e retrospectivas do festival, a ter lugar de 30 de Agosto a 5 de Setembro, assumindo como principal fio condutor este ano a promoção, distribuição e exibição cinematográfica em Portugal.

As únicas excepções presenciais serão os encontros inspirados pela obra da insurrecta cineasta Sarah Maldoror, alvo de retrospectiva no festival. Nomeadamente, a mesa redonda Negritude, identidades e direitos humanos, organizada pela Fundação Mário Soares e Maria Barroso, a ter lugar dia 2 de Setembro, às 17h, nos Jardins da Fundação e a conversa O Cinema de Sarah Maldoror, com Annouchka de Andrade, dia 3 de Setembro às 18:00, na Esplanada da Cinemateca Portuguesa.