17.º IndieLisboa: uma edição para recordar (e que ainda não chegou ao fim)

Talvez a edição mais atípica na história do festival, recebemos este ano até ao momento cerca de 17.000 espectadores em sala, com um aumento das taxas de ocupação das salas, sendo de relembrar que estas salas estavam reduzidas a 50% de público, e foram concretizadas menos sessões do que as habituais. Houve também cinema ao ar livre no Capitólio e na esplanada da Cinemateca, que se revelou uma boa aposta para as noites quentes de Verão e para aproximar muitos espectadores receosos de voltar a uma sala de cinema.

O festival terminou no dia 11 de Setembro, após a exibição dos filmes premiados no Cinema Ideal e a conclusão da exibição das Retrospectivas Ousmane Sembène e 50 Anos do Forum Berlinale na Cinemateca Portuguesa.

Foram exibidos 245 filmes em 185 sessões, e dentro das quais 36 esgotaram.

Destaque para as sessões de programação nacional – em especial, o filme de Catarina Vasconcelos, A Metamorfose dos Pássaros, que esgotou a sala do Cinema São Jorge ainda antes do arranque do festival, O Fim do Mundo, de Basil da Cunha que viria a vencer a Competição Nacional, A Arte de Morrer Longe de Júlio Alves (que esgotou uma sessão e quase esgotou a segunda) – e as sessões de curtas-metragens nacionais, que esgotaram na sua maioria. No campo internacional, é de salientar as sessões esgotadas de Todos os Mortos de Caetano Gotardo e Marco Dutra (que viriam a vencer a secção Silvestre) ou White Riot, de Rubika Shah, que viria a vencer também a secção IndieMusic. As sessões da Competição Internacional de Curtas Metragens foram responsáveis por sessões esgotadas, assim como a Retrospectiva Ousmane Sembène que conseguiu esgotar todas as suas sessões na Esplanada da Cinemateca Portuguesa.

Devido às novas datas do festival, com as escolas ainda fechadas, não foi possível concretizar as sessões organizadas pelo serviço educativo do festival. Na impossibilidade de manter o calendário devido a férias escolares, as sessões Cineclube e o programa escolar da secção infantil IndieJúnior, que trazem sempre consigo uma grande parcela do público mais jovem ao festival todos os anos, irão acontecer de 6 a 16 de Outubro, nas salas do Cinema Ideal e da Cinemateca Júnior, encontrando-se abertas as inscrições para escolas e professores.

De salientar, contudo, que embora não havendo a componente escolas, houve uma boa adesão das famílias ao festival e ao cinema para os mais pequenos continuou este ano, destacando-se o Dia da Família e a sessão-debate “Quando a identidade de género não coincide com o género que foi atribuído à nascença”.

Foram transmitidos online, na plataforma Festival Scope Pro, as três actividades de indústria, da qual se destaca a forte adesão às Lisbon Screenings que registou, pela primeira vez, mais de uma centena de convidados pelo mundo fora. Ainda através de plataforma online foram realizadas as LisbonTalks (apenas uma decorreu de forma presencial, na Cinemateca Portuguesa) e as Directors Talks, com a presença dos realizadores do festival.

O IndieLisboa estará de regresso em 2021, com uma nova selecção de filmes de produção nacional e internacional. Entre 29 de Abril a 9 de Maio, o cinema voltará à cidade de Lisboa e a ser um ponto de partida para o diálogo, a celebração e mais uma vez, um ponto de encontro para todos os que através do cinema vivem.

As primeiras extensões IndieLisboa realizam-se em Arruda dos Vinhos, a 17 Setembro, em Montemor-o-Novo, de 17 a 24 de Setembro, Vila Franca de Xira, de 25 a 27 de Setembro; Montemor-o-Novo e Seixal – Câmara Municipal do Seixal, de 22 Setembro a 13 de Outubro. Mais cidades serão anunciadas em breve.

Salientamos ainda a importância de termos realizado uma edição física, com a participação entusiástica do público, com realizadores convidados e com a participação da indústria nacional e internacional. O facto de termos tido mais de 35 sessões esgotadas e muitas outras perto de esgotar, constituiu um momento muito positivo na retoma da actividade cinematográfica em Portugal e no crescente interesse do nosso público no cinema que mostramos. Os números finais de espectadores serão conhecidos depois das sessões IndieJúnior Escolas e Cineclube.

Obrigadx a todxs que participaram desta edição que ficou para a história do festival.

Sessões Cineclube IndieLisboa 2020: de 9 a 16 de Outubro

Com o IndieLisboa 2020 a decorrer em novas datas este ano entre os dias 25 de Agosto e 5 de Setembro, não foi possível realizar as sessões do Cineclube nas mesmas datas devido às incompatibilidades com o calendário escolar. Por isto, as sessões do Cineclube IndieLisboa 2020 irão decorrer em novas datas. De 9 a 16 de Outubro, o Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa irão receber as sessões do programa do IndieLisboa destinado aos alunos do ensino Secundário e Superior.

O Cineclube IndieLisboa tem uma oferta de programação de curtas e longas metragens criteriosamente pensadas de modo a corresponderem aos interesses, problemáticas e aspirações dos alunos do ensino Secundário e Superior. Estas sessões são normalmente acompanhadas de debate e contam com a presença dos realizadores, produtores ou outros profissionais relacionados com a realização do filme em questão.

As sessões estão disponíveis através do link: indielisboa.com/grelhacineclube

As salas são higienizadas após cada sessão e é obrigatório o uso de máscara. Também a lotação das salas está reduzida para 50%.

O valor do bilhete é de 2,5€ por aluno e os professores não pagam.

Para reservas e mais informações, entrar em contacto através do mail cineclube@indielisboa.com

Imagem: O Fim do Mundo, de Basil da Cunha. Um dos filmes seleccionados para o Cineclube IndieLisboa 2020.

Euro Connection 2021: Inscrições abertas para curtas metragens

As inscrições de projectos de curtas metragens para a 13.ª edição do Euro Connection, que decorre nos dias 2 e 3 de Fevereiro de 2021 durante o Festival Internacional de Curta-Metragem de Clermont-Ferrand, já estão abertas.

Esta plataforma tem como objectivo auxiliar as parcerias entre produtores Europeus na produção de curtas metragens.

Em cada país, os correspondentes nacionais avaliam todos os projectos inscritos e escolhem o projecto finalista. As inscrições para a próxima edição terminam no dia 20 de Outubro de 2019.

Os projectos devem seguir os seguintes requisitos:

– curta metragem de animação, ficção ou documentário criativo;

– duração até 40 minutos;

– o projecto deve ter parte do seu financiamento garantido por um terceiro (fonte externa);

– o produtor deve ser aberto à co-produções internacionais (projecto adequado ou destinado à co-produção);

– filmagem ou produção devem começar a partir de Junho de 2020;

Um júri europeu, composto por 3 profissionais da indústria de diferentes nacionalidades, irá eleger depois até 13 projectos para irem à final e apresentarem o seu pitching durante o festival. A lista de finalistas será divulgada aos vencedores até ao fim de Novembro de 2020.

Os produtores devem enviar os seus projectos de curta metragem até ao dia 20 de Outubro de 2020 ao representante do seu país. Em Portugal, os festivais associados são o IndieLisboa e o Curtas Vila do Conde. Todas as inscrições devem ser enviadas para:

Miguel Dias – mdias@curtas.pt
Miguel Valverde – miguel.valverde@indielisboa.com.

Veja aqui o regulamento e o formulário de inscrição.

O IndieJúnior Escolas 2020 tem novas datas: de 6 a 16 de Outubro

O IndieJúnior Escolas 2020 tem novas datas!

Após o adiamento do IndieLisboa, previsto anteriormente para decorrer de 30 de Abril e 10 de Maio e acabou por acontecer no verão, de 25 de Agosto a 5 de Setembro, o programa escolar da secção IndieJúnior não pôde acompanhar o restante do festival nas mesmas datas devido às incompatibilidades com o calendário escolar. Por tal razão, anunciamos hoje as novas datas para o programa escolar mais querido de Lisboa: de 6 a 16 de Outubro, este ano no Cinema Ideal e na Cinemateca Júnior.

O IndieJúnior Escolas tem uma oferta de programação de curtas e longas metragens de ficção, documentário e cinema de animação para as diversas faixas etárias de grupos escolares, incluindo pré-escolar, 1.º, 2.º e 3.º ciclos. Os filmes são escolhidos criteriosamente, de modo a corresponderem aos interesses, problemáticas e inspirações de cada faixa etária, com o objectivo de estabelecer uma relação de comunicação entre obra e aluno, deixando espaço para o debate e reflexão na escola, em casa e na vida.

Traga os seus alunos ao festival! Para se inscrever e garantir os seus lugares, por favor siga este link.

A inscrição tem um valor de 1,5€ por aluno (professores e auxiliares estão isentos) e o pagamento poderá ser efectuado mais perto da data da sessão.

Para as escolas que não puderem ou quiserem comparecer às salas de cinema, este ano será possível realizar as sessões de cinema nas próprias escolas. Para estes casos específicos, pedimos que entrem em contacto através do mail escolas@indiejunior.com

IndieJúnior Escolas 2020 – 6 a 16 de Outubro 2020

Já se sabem os Prémios do Público

A acrescentar aos filmes premiados por júris de cada secção na Cerimónia de Entrega de Prémios, que aconteceu no passado dia 5 de Setembro, Sábado, pelas 19h no Pequeno Auditório da Culturgest, estão os Prémios que advêm da votação do Público.

Prémio Longa Metragem – 2000 Euros
A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos

Prémio Curta Metragem – 1000 Euros
Mardi de 8 à 18, de Cecilia de Arce

Prémio do Público IndieJúnior – 500 Euros
A Minha Vida em Versalhes, de Clémence Madeleine Perdrillat e Nathaniel H’limi

Conheça aqui os demais prémios atribuídos pelos júris.

Imagem: Mardi de 8 à 18

Sessões de Filmes Premiados: de 7 a 9 de Setembro no Cinema Ideal

Como sempre, a seguir ao festival, segue-se a semana com sessões dos filmes premiados – no Cinema Ideal.

Aqui ficam as informações de cada sessão:

Cinema Ideal
7 setembro
19:30 Meine Liebe, de Clara Jost + O Fim do Mundo, de Basil da Cunha | Bilhetes
22:00 A Febre, de Maya Da-Rin | Bilhetes

8 setembro
19:30 White Riot, de Rubika Shah | Bilhetes
22:00 Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha | Bilhetes

9 setembro
19:30 Curtas Premiadas | Bilhetes
Apparition, Ismail Bahri
Douma Underground, Tim Alsiofi
Contrafogo, Carolina Vieira
Tendre, Isabel Pagliai
Corte, Afonso Rapazote/Bernardo Rapazote
22:00 Todos os Mortos, de Caetano Gotardo, Marco Dutra | Bilhetes

Imagem: A Febre

Retrospectivas a decorrer na Cinemateca Portuguesa até sexta-feira

O festival chegou ao fim, mas para além das sessões dos filmes premiados que irão decorrer entre segunda e quarta-feira no Cinema Ideal, algumas projecções de filmes pertencentes às retrospectivas de Ousmane Sembène e 50 Anos do Forum Berlinale ainda estão a decorrer na Cinemateca Portuguesa até a próxima sexta-feira (11).

7 Setembro, segunda-feira
15:30 Guelwaar, Ousmane Sembène | Bilhetes

8 Setembro, terça-feira
19:00 Faat Kiné, Ousmane Sembène | Bilhetes

9 Setembro, quarta-feira
19:00 El Cuarto Poder + Angela – Portrait of a Revolutionary, Helena Lumbreras/Mariano Lisa + Yolande du Luart) | Bilhetes

10 Setembro, quinta-feira
19:00 Eine Prämie Für Irene + The Woman’s Film, Helke Sander + Newsreel) | Bilhetes

11 Setembro, sexta-feira
19:00 Xala, Ousmane Sembène | Bilhetes

Imagem: Faat Kiné

Filmes Vencedores do IndieLisboa 2020

A realizadora Maya Da-Rin vence o Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa com o seu filme A Febre, um filme que explora as pressões de um modo de vida urbano e moderno. O júri da Competição Internacional galardoou ainda Victoria, de Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, com o Prémio Especial do Júri Canais TVCine. O Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa foi entregue a O Fim do Mundo, de Basil da Cunha, enquanto que o Prémio de Melhor Realização para uma Longa Metragem Portuguesa foi para A Metamorfose dos Pássaros, de Catarina Vasconcelos. Enquanto isso, o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa foi atribuído a Meine Leibe, de Clara Jost. E o Prémio Novo Talento FCSH/NOVA revelou a “irreverência cinematográfica” de Bernardo e Afonso Rapazote, em Corte. O Grande Prémio de Curta Metragem foi entregue a Tendre, de Isabel Pagliai.

Palmarés 2020

JÚRI DA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL DE LONGAS METRAGENS​
Caroline Maleville | Cristina Nord | Mamadou Ba

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa – 15.000 Euros

A FEBRE
Maya Da-Rin, Brasil / França / Alemanha, fic., 2019, 98’

“O júri do concurso internacional atribui o prémio principal para A FEBRE da realizadora Maya Da-Rin. O filme acompanha Justino (Regis Myrupu), um homem de quase quarenta anos que trabalha como guarda no porto de Manaus, às margens do rio Amazonas. Justino é de uma comunidade indígena em algum lugar na floresta, que ele abandonou há décadas. A filha adulta está prestes a partir para Brasília para estudar medicina. Uma estranha febre se abate sobre Justino ao ouvir a notícia e, ao mesmo tempo, uma fera não identificada começa a assombrar o bairro em que ele mora. Maya Da-Rin observa o cotidiano dos personagens com paciência e gentileza. Seu filme mostra uma grande sensibilidade pela mistura particular de paisagem urbana, rio e floresta tão característica de Manaus. Também se apega à percepção de mundo dos personagens e adota uma perspectiva que excede a racionalidade ocidental, no entanto, o filme nunca corre o risco de criar um contraste simplista de modernidade versus tradição. A mise en scène de Maya Da-Rin pode parecer discreta, mas na verdade, é extremamente bem trabalhada. O resultado é um filme rico e cheio de nuances e uma exploração altamente realizada da situação difícil que os indígenas enfrentam no Brasil contemporâneo.”

Prémio Especial do Júri Canais TVCine – Aquisição dos direitos do filme para Portugal

VICTORIA
Isabelle Tollenaere, Liesbeth De Ceulaer e Sofie Benoot, Bélgica, doc., 2020, 71’

“Os documentários tendem a captar uma certa realidade. Com VICTORIA de Sofie Benoot, Liesbeth de Ceulaer e Isabelle Tollenaere, é diferente. Tem mais. Há sonhos, pensamentos, histórias e fantasias, há uma exploração de um espaço imaginário: uma corrida de tartarugas, a beleza das fontes de água em uma terra seca, buracos negros que levam a outras galáxias, um passado que pode ser um tanto sombrio, um futuro que pode conter uma promessa. O filme captura as idas e vindas diárias de Lashay T. Warren, um jovem negro de Los Angeles que se mudou para a cidade da Califórnia, um lugar enorme, embora decrépito, no deserto. Ao mesmo tempo, imerge nas ideias, sonhos e reflexões de Lashay, torna-os palpáveis, partilhando a autoria com ele. Enquanto se move pelo cenário árido, o filme evoca a história dos colonos europeus na América de uma maneira casual, e também alude à história do cinema com todas as suas buscas por uma vida melhor e sua mitologia de fronteira – e novamente, o fazem de uma forma muito subtil. O resultado é um filme rico e multicamadas, uma mistura perfeita de humildade, complexidade e beleza.”

JÚRI INTERNACIONAL DE CURTAS METRAGENS
Joana Pimenta | Jorge Jácome | Nuno Rodrigues

Grande Prémio de Curta Metragem – 4000 Euros

TENDRE
Isabel Pagliai, França, doc., 2020, 43′

“Algures, junto a um lago, enfrentamos o misteriosamente violento mundo do desejo adolescente. Este filme está cheio de palavras que criam outras imagens, e por breves momentos, três adolescentes são o centro de um mundo comprometido com a sua intimidade. Um mundo que se torna próximo para nós porque o filme encurta a distância entre um rigor formal e uma narrativa em que cada imagem esconde o segredo de uma longa proximidade, de um lugar de entendimento entre a câmara e o outro, do tempo da observação. Este é um filme cheio de vida, que nos mergulha na contradição dos afectos, em que a inocência e a perversidade são os dois pontos do mapa de um jogo em que a realizadora arrisca, chega perto, toma um lugar.”

Prémio Melhor Curta de Animação – 500 Euros

THIS MEANS MORE
Nicolas Gourault, França, doc. / anim., 2019, 22’

“Através duma coreografia hipnótica entre imagens de arquivo e outras de animação digital, o filme parte de relatos dum acontecimento trágico que transformou a história do futebol , para nos levar a refletir sobre as transformações operadas na arquitetura dos estágios e a forma como estes contribuíram para a fragilização do fenómeno comunitário no seio da classe operária inglesa.”

Prémio Melhor Curta de Documentário – 500 Euros

DOUMA UNDERGROUND
Tim Alsiofi, Líbano, doc., 2019, 11’

“Confrontados com uma situação de terror inimaginável, muitos fogem ou se rendem a considerações simplistas ou a sumários jornalísticos. O realizador deste filme, por seu lado, toma o seu posto e usa das possibilidades cinematográficas da observação, da capacidade de antecipar uma repetição, de manter o plano quando todos correm, de encontrar narrativas que vêm de uma melancólica familiaridade com um lugar, para criar um filme que corajosamente propõe e partilha uma ideia de cinema, uma possível política da imagem.”

Prémio Melhor Curta de Ficção – 500 Euros

SHĀNZHÀI SCREENS
Paul Heintz, França / China, doc., 2020, 23’

“Uma boa ficção pode ser mais do que uma “cópia do real”. O júri decidiu atribuir o Prémio de melhor Ficção a um filme que é também um documentário. Um retrato criativo e inventivo de uma indústria que questiona a ideia de originalidade e explora relações entre natural e artificial, oriente e ocidente, analógico e digital, simulação e simulacro.”

JÚRI DA COMPETIÇÃO NACIONAL
Louise Rinaldi | Michael Wahrmann | Núria Cubas

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa – 7500 Euros

O FIM DO MUNDO
Basil da Cunha, Portugal, fic., 2019, 107′

“Estes são tempos sombrios e obscuros em que vivemos. Sentimentos apocalípticos ao nosso redor. A luz não é fácil de encontrar. Um filme sobre amor e amizade que também levanta uma legenda, mas o dedo de acusação clara e direta a um sistema injusto. Por seu retrato íntimo e sincero, embora cruel, de uma sociedade efervescente que está prestes a explodir e queimar a todos nós. O prémio de melhor filme vai para O Fim Do Mundo, de Basil da Cunha e seus amigos. ”

Prémio Melhor Realização para Longa Metragem Portuguesa – 1000 Euros

A METAMORFOSE DOS PÁSSAROS
Catarina Vasconcelos, Portugal, doc. / fic., 2020, 101’

“Pela maneira muito terna e comovente de lidar com as relações paternas e maternas, o amor e a ausência. Pois é uma forma criativa de inventar sua própria biografia, brincando com imagens e ressignificando-as para seu próprio uso e memória. Para nos mostrar essa memória, é o que queremos que seja; Uma ficção baseada em fatos reais.”

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa – 2000 Euros

MEINE LIEBE
Clara Jost, Portugal, doc., 2020, 6’

“ ‘O mundo inteiro pode ser encontrado na esquina da rua’, disse o escritor russo Tolstoi. Através de um ensaio simples, mas não simplista, preciso e poético, este filme toca a vida com sentimentos profundos. A morte banal de um pequeno tomate (tomatinho) num canto de uma sala, estremeceu-nos como nenhum outro tiro durante toda esta semana.”

Prémio Novo Talento FCSH/NOVA – 1500 Euros

CORTE
Bernardo Rapazote e Afonso Rapazote, Portugal, fic., 2020, 28’

“O prémio de novos talentos será partilhado por dois novos talentos muito diferentes entre si, mas semelhantes ao mesmo tempo. Como na vida, em seu filme, eles são crianças curtindo um jogo como adultos sérios. Pelo uso lúdico de poucos recursos narrativos e pela promessa de um pulso de irreverência cinematográfica, entregamos o Prémio Novos Talentos aos irmãos Rapazote por CORTE.”

JÚRI DA COMPETIÇÃO NOVÍSSIMOS
André Miguel Ferreira | Felipe Bragança | Selma Uamusse

Prémio Novíssimos The Yellow Color + Portugal Film – 2000 Euros em serviços + promoção e venda

CONTRAFOGO
Carolina Vieira, Portugal, doc., 2020, 10′

“Por ser um filme que reúne de forma doce, bem-humorada e delicadamente crítica, sensações que atravessam este difícil ano de 2020, e que deixa no ar um sentimento de bem-estar e reflexão sobre a vida, sobre o tempo, sobre as relações familiares, e sobre o próprio sentido do cinema, o júri escolheu para receber o Prémio Novíssimos o filme CONTRAFOGO, de Carolina Vieira.”

Menção Especial

NESTOR
João Gonzalez, Portugal, anim., 2019, 6’

“Por sua imensa capacidade técnica, sentido musical e de ritmo, e por seu apuro de linguagem, o júri gostaria de destacar com uma Menção Honrosa o filme NESTOR, de João Gonzalez.”

JÚRI SILVESTRE
Paulo Cunha | Marta Lança | Pedro Borges | Alexandra Ramires | Filipe Raposo

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem – 1500 Euros

EX-AEQUO

BREVE MIRAGEM DE SOL
Eryk Rocha, Brasil / França / Argentina, fic., 2019, 98’

TODOS OS MORTOS
Caetano Gotardo e Marco Dutra, Brasil / França, fic., 2020, 120’

“Celebrando a vitalidade do cinema brasileiro, num momento em que se encontra gravemente ameaçado, premiamos dois filmes que se destacam pela abordagem às complexidades históricas, sociais e raciais do Brasil. Elogiamos ainda o carácter reflexivo e a pertinência destes filmes, contra uma tendência atual de asfixiar e reduzir o cinema a uma cultura de entretenimento e de alienação.”

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem – 1000 Euros

APPARITION
Ismaïl Bahri, Tunísia/ França, doc, fic. 2019, 3’

“Filme síntese sobre o próprio dispositivo filmico, onde somos convidados a olhar para dentro das imagens, nos planos projectados e revelados pela mão que nos conduz e convoca imagens poéticas entre o real e o imaginário. Vemos o que as mãos permitem, vemos o que o nosso conhecimento permite.”

JÚRI INDIEMUSIC
Joana Barra Vaz | Jorge Ferraz | Pedro Azevedo

Prémio IndieMusic – 1000 Euros

EX-AEQUO

WHITE RIOT
Rubika Shah, Reino Unido, doc., 2019, 80’

KEYBOARD FANTASIES: THE BEVERLY GLENN – COPELAND STORY
Posy Dixon, Reino Unido, doc., 2019, 63’

“O júri decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio IndieMusic a “Keyboard Fantasies” e a “White Riot” em ex-aequo. Ambos distinguem-se dos demais filmes em competição enquanto objectos cinematográficos e documentais. Neles imperam valores essenciais para uma co-existência em democracia na sua plenitude. Se, por um lado, “White Riot” aborda a urgente necessidade de combate ao racismo, ao fascismo e à intolerância através da colectividade social por via da música; por outro, “Keyboard Fantasies” mostra-nos uma vida plena, onde o indivíduo prevalece sereno, lutador e resiliente, em união e harmonia social, encorajando a juventude com a sua identidade musical. Os dias são de espuma e estão à porta — ambos os filmes têm a capacidade de nos inspirar e consequentemente, de transformar.”

JÚRI ÁRVORE DA VIDA
Inês Gil | Helena Valentim | P. António Pedro Monteiro

Prémio Árvore da Vida para Melhor Filme Português – 2000 Euros

O FIM DO MUNDO
Basil da Cunha, Portugal, fic., 2019, 107′

“Um filme profundamente humanista, um percurso reflexivo em torno do sentido e do valor da vida, em tempos onde crescem tiques de desprezo e exclusão dos mais frágeis. O cuidado estético das imagens, a sua montagem irrepreensível, o excepcional desempenho dos actores verdadeiramente poético, criam uma narrativa de tal forma envolvente que permite acompanhar percursos de pessoas e comunidades, nas suas contradições e aspirações interiores, cujo destino evidencia um desejo de crescimento espiritual.”

JÚRI AMNISTIA INTERNACIONAL
Ivo Canelas | Sandra Dias Pereira

Prémio Amnistia Internacional – 1500 Euros

DOUMA UNDERGROUND
Tim Alsiofi, Líbano, doc., 2019, 11’

“Em doze dolorosos minutos sentimo-nos transportados para uma realidade muito distante da nossa, lembrando-nos do quão importante é nunca parar de filmar, mesmo quando tudo à nossa volta se desmorona. A coragem de filmar debaixo destas circunstâncias e a forma objetiva, mas também poética como o realizador o faz deve ser reconhecida.”

Os Prémios do Público – Prémio Longa Metragem, Prémio Curta Metragem e Prémio do Público IndieJúnior – serão revelados no final do festival.

O festival prolongar-se-á até dia 11 de Setembro com sessões adicionais no Cinema Ideal, onde terão lugar sessões de filmes premiados, e na Cinemateca Portuguesa, com projecções de filmes pertencentes às retrospectivas de Ousmane Sembène e 50 Anos do Forum Berlinale.

Indústria 17ª Edição do IndieLisboa

Indústria | 17ª Edição do IndieLisboa

Decorreram de 31 de Agosto a 3 de Setembro as actividades de indústria do IndieLisboa, destinadas a profissionais nacionais e internacionais, este ano inteiramente online. Dedicadas a apresentar e apoiar novos filmes e projectos portugueses de todos os géneros e durações, o conjunto das três actividades, a saber as Lisbon Screenings, Fundo de Apoio ao Cinema, e Cine Cerca (iniciativa convidada), apresentaram em 2020 um total de trinta novos títulos.

De destacar a forte adesão às Lisbon Screenings, uma iniciativa organizada pela Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português em paralelo com o IndieLisboa, que viu mais de uma centena de convidados internacionais confirmar a sua presença nos visionamentos online, decorridos na plataforma Festival Scope Pro. Foram apresentados dezassete novos filmes portugueses, dos quais seis em fase de finalização, fazendo-se um balanço muitíssimo positivo do interesse por estes gerado junto dos muitos programadores internacionais que habitualmente se deslocam a Lisboa todos os anos para acompanhar as Lisbon Screenings e que este ano o fizeram à distância, bem como junto de programadores pela primeira vez captados para estas sessões. Todos os detalhes dos filmes apresentados bem como a lista de convidados e participantes podem ser encontrados aqui.

Já são conhecidos os vencedores do Fundo de Apoio ao Cinema!

Criado em 2011, o Fundo de Apoio ao Cinema é um instrumento complementar que visa atribuir prémios de apoio à pós-produção de filmes portugueses, uma parceria com a Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa (Porto), Digital Mix Música e Imagem, Fundação GDA, The Yellow Color e Portugal Film – Agência Internacional de Cinema Português. Os nove projectos seleccionados nesta edição, uma longa e oito curtas metragens, foram disponibilizados online no Festival Scope Pro para mais de uma centena de convidados internacionais e realizaram um pitch online no dia 1 de Setembro perante um júri internacional. O júri constituído por Filipe Raposo (músico), Inke Van Loocke (IFFR Pro) e Rosa Spaliviero (Twenty Nine Studio & Production) atribuiu os seguintes prémios:

ESCOLA DAS ARTES, UNIVERSIDADE CATÓLICA PORTUGUESA (PORTO)
€1.500, atribuído a um projecto de qualquer duração
Namorados a Penar Cantam Dormienti, de Diogo Baldaia

DIGITAL MIX MÚSICA E IMAGEM
Serviços de pós-produção de som para dois filmes (uma longa-metragem e uma curta-metragem)
Terra Prometida, de Margarida Gramaxo
Vexations, de Leonardo Mouramateus

FUNDAÇÃO GDA
€6.000 para a criação de música original, atribuindo a uma longa-metragem (€4.000) e a uma curta-metragem (€2.000), ou alternativamente, três curtas-metragens (cada uma €2.000)
Namorados a Penar Cantam Dormienti, de Diogo Baldaia
Vexations, de Leonardo Mouramateus
With Flowers, de Helena Estrela

THE YELLOW COLOR
Dois dias de estúdio em pós-produção de imagem para uma curta-metragem
Eco de um Soco no Osso, de Gabriela Giffoni

Parabéns a todos os envolvidos!

Foto: Gabriela Giffoni, vencedora do prémio The Yellow Color; Diogo Baldaia, vencedor do prémio Escola das Artes, Universidade Católica Portuguesa; e Leonardo Mouramateus, vencedor dos prémios Digital Mix Música e Imagem, e Fundação GDA.