Competição Internacional de Curtas do IndieLisboa filme a filme

Está fechada a competição internacional do IndieLisboa 2019. A secção que é mostra para primeiras, segundas e terceiras obras nunca antes mostradas publicamente em Portugal contará com uma selecção de 32 obras que são uma mostra para novos nomes, ideias e universos artísticos. Destaque para as contaminações vindas da estética dos videojogos, com um conjunto de filmes que trazem os gráficos, as linguagens e os hábitos da comunidade gamer para o grande ecrã. Seja pela forma como se questiona a perspectiva e o olhar sobre uma mesma cena de Fest (Nikita Diakur); como nos vemos numa Nova Iorque pós-apocalíptica de Operation Jane Walk (Robin Klengel Leonhard Müllner); ou pela descoberta de uma nova forma de assédio online que virou moda de streaming na internet, em Swatted (Ismaël Joffroy Chandoutis).

À semelhança do que tem vindo a ser hábito ao longo das suas edições, a competição faz-se também de regressos. Como o de Emmanuel Marre (melhor curta de ficção em 2017 com Le film de l’été), com D’un château l’autre, uma docu-ficção sobre um jovem eleitor, indeciso entre Macron e Le Pen, que venceu o Leopardo de Ouro em 2018, ou de Lawrence Abu Hamdan (Rubber Coated Steel, IndieLisboa 2017), a continuar a sua investigação sobre a utilização do som em contexto judicial. Em Walled Unwalled, um filme onde os muros servem de pretexto para discutirmos limites (sonoros) entre o privado e o público. Palavra especial para Sara Fgaier (montadora, entre outros, de La bocca del lupo de Pietro Marcello, IndieLisboa 2010) a trabalhar sobre imagens de arquivo em The Years, para contar a história de uma mulher e das suas décadas à beira do mar da Sardenha.

Programação Competição Internacional de curtas

Je sors acheter des cigarettes, de Osman Cerfon
Em Je sors acheter des cigarettes, Jonathan, de 12 anos, vive com a mãe e a irmã, e também com uma série de homens-macaco que se escondem nos armários e na máquina de lavar.

Swatted, de Ismaël Joffroy Chandoutis
Swatting é uma forma de assédio online em que se denuncia um jogador que esteja a fazer streaming à polícia de modo a que a sua casa seja invadida e ele preso, tudo em directo para a Internet. Swatted é um inventivo documentário constituído por vários vídeos de Youtube e testemunhos de vítimas deste fenómeno.

Fest, de Nikita Diakur
Uma festa de bairro, música, drones, churrasco e gelados. E depois uma acrobacia. Fest é uma simulação animada com base em vídeos do YouTube.

Turbine, de Alex Boya
Em Turbine, a obsessão do trabalho vê-se na cara: um piloto de aviões fica com rosto de turbina e apaixona-se por uma ventoinha. Que medidas drásticas tomará a sua mulher para o ter de volta?

Tombent les heures, de Blanca Camell Gali
Uma rapariga estava de partida, mas o autocarro foi-se e ela ficou. Em Tombent les heures, vagueia-se pela cidade, conhecem-se pessoas, fala-se de amor e ouve-se música chaâbi com um copo na mão, um sorriso no rosto e uma mala de viagem no canto da sala.

Foyers, de Paul Heintz
Paul Heintz (Non-contractuel, IndieLisboa 2016) regressa ao festival com uma viagem ao universo de um pirómano, que nos dá a conhecer os seus sonhos e desejos e como estes estão ligados, pelo inconsciente, ao seu fascínio pelo fogo.

Huile sur vent, de Alejandro Perez
Numa ilha no sul de Espanha, um homem solitário recolhe azeitonas de uma paisagem feita de água e ramos secos. Huile sur vent faz-nos deslizar por esse lânguido Outono em pitorescos reflexos.

Take Me Please, de Olivér Hegyi
A relação acabou, ela arranjou outro e ele não consegue parar de chorar. Tirem-me daqui! Take Me Please é um road movie pelo universo surreal da depressão, por entre videntes de casa de banho e alienígenas voyeurs.

Guaxuma, de Nara Normande
A brisa do mar traz memórias e a realizadora brasileira Nara Normande lembra a sua melhor amiga de infância, Tayra. Guaxuma é uma doce recolecção animada de quando o mundo inteiro era feito de areia e amizade.

The Flood is Coming, de Gabriel Böhmer
A animação psicótica de Gabriel Böhmer (Beetle Trouble, IndieLisboa 2018) regressa ao IndieLisboa com uma premonição, The Flood is Coming: um ermita prepara-se para a catástrofe mas o seu barulhento olho só piora a sua ansiedade.

Les idées s’améliorent, de Léo Richard
Uma cave esconde uma série de precários que trabalham em frente ao computador. A sua função? Identificar emoções humanas para ensinar uma inteligência artificial a ler rostos. Só que surge uma expressão que ninguém consegue descodificar.

Acid Rain, de Tomek Popakul
Uma jovem apanha boleia de um tipo esquisito mas divertido. Conversa puxa conversa e estão os dois a flipar numa trip de ácidos, em Acid Rain. Novos mundos se descobrem, uns mais belos que outros.

Operation Jane Walk, de Robin Klengel Leonhard Müllner
‘Tom Clancy’s: The Division’ é um vídeo-jogo no qual a cidade de Nova Iorque foi recriada ao pormenor. De armas em riste, somos guiados, em Operation Jane Walk, por uma cidade pós-apocalíptica e pela história dos seus edifícios e mudanças urbanísticas.

D’un chateau l’autre, de Emmanuel Marre
Emmanuel Marre (melhor curta de ficção em 2017 com Le film de l’été) regressa ao IndieLisboa com D’un chateau l’autre, uma docu-ficção intimista sobre um jovem eleitor, indeciso entre Macron e Le Pen. O filme venceu o Leopardo de Ouro em 2018.

Princesa Morta de Jacuí, de Marcela Ilha Bordin
Na Depressão Central o sol nunca pára de brilhar. Foi lá que o arqueólogo Margot Moreira nasceu e é lá que regressa, para curar o seu ‘Síndrome de Invalidez’, reescrevendo a História. Princesa Morta do Jacuí é um sci-fi anacrónico sobre o assombro do progresso.

Past Perfect, de Jorge Jácome
Jorge Jácome (de quem exibimos Flores, A Guest + A Host = A Ghost e Plutão) leva-nos, através de uma geografia da melancolia, numa série de associações livres que atravessam vários séculos da História. “Past Perfect” coloca-nos, por fim, a questão: qual o lugar da tristeza?

Suc Syndria, de Irene Moray
Um casal passa as férias de Verão com os amigos, mas um trauma passado assombra o seu bem-estar. Em “Suc de Síndria”, as lágrimas e o sumo de melancia curam feridas e redefinem sexualidades.

Walled Unwalled, de Lawrence Abu Hamdan
Depois do extraordinário Rubber Coated Steel (IndieLisboa 2017), Lawrence Abu Hamdan continua a sua investigação sobre a utilização do som em contexto judicial. Walled Unwalled é um documentário performativo sobre os limites (sonoros) entre o privado e o público.

I Got My Things And Left, de Philbert Aimé Mbabazi Sharangabo
Um grupo de jovens em Kigali (capital do Ruanda) encontram-se para o velório de um amigo comum: morreu jovem, mas lutou contra o conformismo. “I Got My Things And Left” distende-se em lembranças saudosas que olham para o futuro.

Lunar-Orbit Rendezvous, de Mélanie Charbonneau
Uma mulher vestida de tampão junta-se a um homem vestido de astronauta numa viagem à lua para depositarem as cinzas da mãe dele, enquanto ela reza para que o período regresse. “Lunar-Orbit Rendezvous” é um conto de fadas moderno.

Tonnerre sur mer, de Yotam Ben-David
No breu da noite uns ténis luminosos iluminam a folhagem. Três amigos, de 19 anos, encontram-se e conversam sobre os caminhos que escolheram para as suas vidas. Os relâmpagos vêem-se ao longe, por trás das colinas. O futuro da sua amizade é incerto: Tonnerre sur mer.

Les petites vacances, de Louise Groult
Charlotte e a sua prima vão de férias, ela conhece um rapaz, é mais velho e tem namorada, mas é Verão e o desejo aperta. Les petites vacances é um retrato do modo turvo como se comunica a sexualidade.

De longs discours dans vos cheveux, de Alexandre Steiger
Paul e Adèle são dois figurantes da ópera ‘Tristão e Isolda’ que, aborrecidos, vagueiam pelos subterrâneos do Palácio Garnier. Um caminho labiríntico e uma conversa sinuosa sobre o amor, em De longs discours dans vos cheveux.

The Years, de Sara Fgaier
Sara Fgaier (montadora, entre outros de La bocca del lupo de Pietro Marcello, IndieLisboa 2010) trabalha sobre imagens de arquivo em “The Years”, para contar a história de uma mulher e das suas décadas à beira do mar da Sardenha.

The Curse of the Phantom Tympanum, de Graeme Cole
Graeme Cole (menção honrosa para It’s Nick’s Birthday no IndieLisboa 2009) regressa ao festival com uma alucinada viagem no tempo através de um parque de diversões composto por realidades virtuais de patrimónios imateriais da humanidade. Hologramas estragados, ciborgues divinos e estátuas inteligentes compõem a distopia feita com caixas de cartão e película Super8 que é The Curse of the Phantom Tympanum.

Duerrenwaid 8, de Kirsten Carina Geißer e Ines Christine Geißer
Duerrenwaid 8 é um documentário em animação que funde histórias de uma casa, um jardim e um riacho, e também de colmeias e cabanas na floresta: diferentes tempos cruzam-se no desfiar da memória.

A Million Years, de Danech San
Um restaurante à beira rio, uma mulher e um homem, silêncio, as árvores ondeiam ao sabor do vento e o passado projecta-se na outra margem do rio: a realidade funde-se e o medo assoma das profundezas, em “A Million Years”.

The Girl With Two Heads, de Betzabé Garcia (na imagem)
Anne está dividida entre dois modos de feminilidade: a da sua tradicional e conservadora família e aquela que explora no ginásio (e nas redes sociais) quando treina luta greco-romana. The Girl With Two Heads explora as questões da representação e da autoconsciência do corpo.

The Sasha, de María Molina Peiró
Em 1972, o astronauta Charles Duke desembarcou na Lua. A sua função? Tirar fotos fotografias da Terra a partir da superfície lunar. Hoje quase ninguém conhece as suas imagens, The Sasha é uma história sobre esta e outras imagens da Terra.

Life After Love, de Zachary Epcar
O artista Zachary Epcar observa frotas de automóveis estacionados como símbolos da individualidade e do alheamento colectivo. Life After Love é um poema triste feito de asfalto quente, vidros esfumados e frases de auto-ajuda.

La bala de Sandoval, de Jean-Jacques Martinod
Sandoval esteve à beira da morte por causa de uma bala. Quando recuperou foi uma garrafa partida que o colocou, de novo, junto ao precipício. Mas ele nunca caiu. La bala de Sandoval é uma enigmática reflexão sobre o a sorte e o destino.

Octane, de Jeron Braxton
Um homem vai ter de dar tudo por tudo e entrar numa espiral infernal para conseguir o que quer.

IndieLisboa 2019 cada vez mais próximo

O IndieLisboa aproxima-se a passo rápido e é de 2 a 12 de Maio que tudo vai acontecer na capital. Veja o primeiro teaser do festival em baixo para entrar já no espírito.

Mas não é preciso aguardar até o festival chegar para se ficar a conhecer a lista de filmes. É já no dia 2 de Abril que a programação completa é revelada. Estejam atentos às nossas redes sociais para não perder nenhuma informação.

Vouchers early bird à venda a preço reduzido até 17 de Abril. Mais info aqui.

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Do real ao virtual: um olhar sobre um mundo em contaminação na Competição Internacional do IndieLisboa

São 42 filmes aqueles que se apresentam em estreia na décima-sexta edição do IndieLisboa. Das longas às curtas olhamos o dia-a-dia de um mundo a questionar as suas fronteiras: entre o humano e o digital, a memória e a verdade, a intimidade e o espaço público, o real e a ficção, o feminino e o masculino.

Nas longas, aos já anunciados Temporada, de André Novais Oliveira, e Jessica Forever, de Caroline Poggi e Jonathan Vinel, juntam-se hoje Ne travaille pas, de César Vayssié, um filme sem palavras que acompanha a intimidade de um casal ao sabor do frenesim visual dos nossos dias. É também nos ecrãs que Shengze Zhu encontra as histórias que cosem Present.Perfect., um retrato sobre a forma como as chatrooms e os telemóveis trouxeram novos horizontes à vida de pessoas solitárias na China. Do virtual para as ruas, em So Pretty (na imagem), de Jessie Jeffrey Dunn Rovinelli, acompanhamos a vida de uma comunidade queer em impasse diante das investidas da extrema direita, enquanto em Thou Shalt Not Kill, Cătălin Rotaru e Virginia Șarga denunciam a forma como a corrupção está a custar vidas nos hospitais públicos da Roménia.

Em estreia mundial, De los nombres de las cabras, da dupla Silvia Navarro e Miguel G. Morales, questiona a memória histórica do povo Guanches, desmontando mitos coloniais e denunciando o complexo mapa de poderes que escreve o discurso histórico. Em Bait, Mark Jenkin confronta-nos com os impactos do excessivo turismo na frágil economia piscatória da Cornualha. Fechar a olhar a ficção, com Lost Holiday, de Michael Kerry Matthews e Thomas Matthews: um road movie sobre dois detectives trapalhões, propulsionado a álcool, drogas, raptos, violência, e De nuevo otra vez, realizado e interpretado por Romina Paula, num intrigante jogo entre documentário e ficção.

Destaque na competição internacional de curtas para as contaminações vindas da estética dos videojogos, com um conjunto de filmes que trazem os gráficos, as linguagens e os hábitos da comunidade gamer para o grande ecrã. Seja pela forma como se questiona a perspectiva e o olhar sobre uma mesma cena de Fest (Nikita Diakur); como nos vemos numa Nova Iorque pós-apocalíptica de Operation Jane Walk (Robin Klengel e Leonhard Müllner); ou pela descoberta de uma nova forma de assédio online que virou moda de streaming na internet, em Swatted (Ismaël Joffroy Chandoutis).

À semelhança do que tem vindo a ser hábito ao longo das suas edições, a competição faz-se também de regressos. Como o de Emmanuel Marre (melhor curta de ficção em 2017 com “Le film de l’été”), com D’un château l’autre, uma docu-ficção sobre um jovem eleitor, indeciso entre Macron e Le Pen, que venceu o Leopardo de Ouro em 2018, ou de Abu Hamdan (“Rubber Coated Steel”, IndieLisboa 2017), a continuar a sua investigação sobre a utilização do som em contexto judicial. Em Walled Unwalled, um filme onde os muros servem de pretexto para discutirmos limites (sonoros) entre o privado e o público. Palavra especial para Sara Fgaier (montadora, entre outros, de “La bocca del lupo” de Pietro Marcello, IndieLisboa 2010) a trabalhar sobre imagens de arquivo em The Years, para contar a história de uma mulher e das suas décadas à beira do mar da Sardenha.

Poupe na compra de bilhetes com as cadernetas early bird

O IndieLisboa volta a lançar a caderneta especial early bird que dá acesso a 10 bilhetes voucher a preços únicos. Estão apenas 100 cadernetas disponíveis nesta edição especial.

Já disponíveis para compra na loja da Tickeline e bilheteiras da Culturgest, exclusivamente de 19 de Março a 17 de Abril.

Depois de comprada online, a caderneta poderá ser levantada nas Bilheteiras Centrais do IndieLisboa, situadas na Culturgest e no Cinema São Jorge. Os vouchers são válidos para sessões regulares de cinema excepto filme-concerto, maratona Boca do Inferno e performance videojogo.

Mais informações sobre os voucher early bird aqui.

Entre os dias 2 e 12 de Maio, a edição 2019 do IndieLisboa ocupará o Cinema São Jorge, a Culturgest e o Cinema Ideal com uma programação que integrará mais de 200 filmes de produção recente.

 

The Beach Bum e Synonymes marcam abertura e encerramento do IndieLisboa

The Beach Bum: A Vida Numa Boa segue as desventuras hilariantes de Moondog (Matthew McConaughey), um “chico-esperto” que vive sempre de acordo com as suas próprias regras. Co-interpretado por Snoop Dog, Zac Efron e Isla Fisher, The Beach Bum: A Vida Numa Boa é uma refrescante comédia do realizador Harmony Korine para ver, em antestreia, na sessão de abertura do IndieLisboa, marcada para dia 2 de Maio no Cinema São Jorge. Synonymes, vencedor do Urso de Ouro de Berlim, fará as honras de encerramento do festival. O filme de Nadav Lapid conta a história de um jovem israelita que rejeita o seu país e a sua língua, para viver em Paris.

De regresso ao festival, está ainda a filmografia de Mike Leigh, um dos mais consagrados cineastas britânicos da actualidade. Em exibição na secção Silvestre estará Peterloo, uma reconstituição do massacre com o mesmo nome, resultante do ataque da coroa britânica a uma pacífica manifestação pro-democracia. I Was at Home But, de Angela Schanelec, vencedor do Urso de Prata em Berlim, estreia também nas salas do IndieLisboa. Um comovente drama que acompanha a forma como as questões existenciais de uma adolescente podem redefinir o olhar dos adultos que a rodeiam. Também vencedor em Berlim e com passagem pelo IndieLisboa, Three Faces, de Jafar Panahi (realizador em prisão domiciliária por acusação de propaganda anti-regime), junta três actrizes em diferentes estados da sua carreira para, através delas, questionar algumas das mais enraizadas tradições da sociedade patriarcal iraniana.

Antecipe-se e compre 10 bilhetes IndieLisboa no site da Ticketline a um preço reduzido graças às cadernetas early bird. Oferta exclusiva de 19 de Março a 17 de Abril. Vouchers comprados podem ser levantados nas Bilheteiras Centrais do IndieLisboa, situadas na Culturgest e no Cinema São Jorge. Mais informações sobre a troca por bilhetes aqui.

A 16.ª edição do IndieLisboa – Festival Internacional de Cinema decorre entre os dias 2 a 12 de Maio no Cinema São Jorge, Culturgest, Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa.

Traga a sua turma ao IndieJúnior 2019

O serviço educativo do festival, que trabalha em parceria com escolas de todo o país, tem já agendadas 27 sessões para alunos e professores. São mais de 8000 crianças e jovens inscritos até ao momento.

Dividido entre sessões para escolas e sessões para famílias o IndieJúnior apresenta sessões de cinema composta por curtas metragens inéditas e recentes de todo o mundo, programadas por idades: pré-escolar; 1º ciclo, 2º ciclo; 3º ciclo. Estes filmes estão em competição e o público que visita o festival tem uma palavra a dizer no fim de cada sessão, votando nos filmes que gosta e contribuindo para a decisão do prémio do público.

Os filmes de animação, ficção e documentário, são escolhidos de modo a corresponderem aos interesses, problemáticas e inspirações de cada faixa etária, com o objectivo de estabelecer uma relação de comunicação entre obra e espectador, deixando espaço para o debate, reflexão, diversão e invenção no festival, na escola, em casa e na vida.

Para reservar os seu lugares nas sessões escolas, siga o link: www.indiejunior.com/escolaslisboa

O programa completo de filmes e actividades paralelas da secção infanto-juvenil do festival será divulgado no início de Abril.

O IndieJúnior está a chegar e nesta edição o convite é para mergulhar

O IndieJúnior está quase a chegar e com ele regressam os filmes para o público mais novo do IndieLisboa. A edição deste ano promete mergulhos frescos, arriscados e divertidos para os mais novos e as suas famílias. Os maiores e mais espectaculares acontecerão nas salas de cinema – seja numa piscina feita de papel (como em A Mergulhadora) num monte de nuvens fofas e brancas (como em Papagaio de Papel) ou numa montanha cheia de neve (como em Fora da Pista).

Mergulhos garantidos também na área da música, com o cine-concerto desenvolvido em parceria com a Casa da Música. De um lado a música original, a cargo de três músicos residentes da Serviço Educativo da Casa da Música, António Serginho, Óscar Rodrigues e Pedro Cardoso (Peixe). Do outro, filmes de dois dos grandes heróis do cinema mudo: Charlie Chaplin (Easy Street) e Buster Keaton (One Week). A viagem aos primórdios do cinema, acontecerá a 4 de Maio, pelas 16h00, no Grande Auditório da Culturgest.

Destaque ainda para a sessão Algures entre o Céu e a Terra, que juntará curtas metragens que vão fazer as delícias dos pequeninos e dos crescidos e que celebram as relações, sejam elas entre avós e netos (Papagaio de Papel), entre cães e extraterrestres (Embaixadores do Cosmos), ou entre uma gata e a sua dona (A Gata Badocha). O programa para este momento fica completo com um “Piquenique na Relva” aberto a toda a família.

Dividido entre sessões para escolas e sessões para famílias o IndieJúnior apresenta sessões de cinema composta por curtas metragens inéditas e recentes de todo o mundo, programadas por idades: pré-escolar/+3 anos; 1º ciclo/+6 anos, 2º ciclo/+9 anos; 3º ciclo/+12 anos. Estes filmes estão em competição e o público que visita o festival tem uma palavra a dizer no fim de cada sessão, votando nos filmes que gosta e contribuindo para a decisão do prémio do público.

Os filmes de animação, ficção e documentário, são escolhidos de modo a corresponderem aos interesses, problemáticas e inspirações de cada faixa etária, com o objectivo de estabelecer uma relação de comunicação entre obra e espectador, deixando espaço para o debate, reflexão, diversão e invenção no festival, na escola, em casa e na vida. O programa completo de filmes e actividades paralelas da secção infanto-juvenil do festival será divulgado no início de Abril.

O serviço educativo do festival, que trabalha em parceria com escolas de todo o país, tem já agendadas 27 sessões para alunos e professores. São mais de 8000 crianças e jovens inscritos até ao momento. Para reservar os seu lugares nas sessões escolas, siga o link: www.indiejunior.com/escolaslisboa

 

Herói Independente: Brasil em Transe

No rescaldo do carnaval, da vitória da Mangueira com a face de Marielle e do #goldenshowerbolsonaro, todo o Brasil treme entre forças tectónicas opostas: apressemo-nos a ajudar a lançar um foco sobre as trevas do oportunismo. Todo o cinema é político, ora veja-se a programação deste Herói Independente do IndieLisboa 2019, o cinema amado vindo do Brasil.

Há 25 anos o cinema brasileiro vivia a sua retomada. O ano de 1994 marcava o regresso à produção nacional, depois do período de interregno em que Collor de Mello dissipara todos os apoios e incentivos à criação cinematográfica. Em 2019 o país e o seu cinema vivem de novo tempos turbulentos, uma conjuntura que escolhemos não ignorar.

Depois dos filmes brasileiros terem arrecadado os principais prémios do IndieLisboa em 2018, é tempo de celebrar a criatividade, de apoiar uma comunidade que vive um período particularmente auspicioso. Neste programa mostraremos filmes muito recentes e inéditos em Portugal, espelhando uma produção audaciosa e politicamente desperta. Seremos (também) a voz e o espaço deste cinema, contribuiremos activamente para a sua continuidade.

Uma carta de amor do IndieLisboa ao último ano em filmes brasileiros, este programa reflecte a proximidade entre o festival e um cinema atento, revelador, destemido, original, que tem estado no radar IndieLisboa desde a primeira edição. É tempo de homenagear esta longa relação num período em que o mundo pede que estejamos atentos, que façamos a nossa parte.

Juntamente com as longas metragens apresentadas, poderá ser visto mais um conjunto de curtas metragens recentes, que revelaremos em breve. O programa terá também ecos nas secções Competição Internacional, Competição Nacional, Silvestre e Boca do Inferno, numa selecção que será revelada integralmente no dia 2 de Abril. Os convidados do programa estarão em Lisboa para uma conversa sobre o presente e o futuro do cinema brasileiro (e do Brasil) durante o festival.

Programa (em construção):

A Noite Amarela, Ramon Porto Mota
A Rosa Azul de Novalis, Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro
Divino Amor, Gabriel Mascaro
Domingo, Clara Linhart, Fellipe Barbosa
Fabiana, Brunna Laboissière
No Coração do Mundo, Gabriel Martins, Maurilio Martins (na imagem)
Os Jovens Baumann, Bruna Carvalho Almeida
Querência, Helvécio Marins Jr
Seus Ossos e Seus Olhos, Caetano Gotardo
Temporada, André Novais Oliveira

idealista confirma presença no IndieLisboa 2019

O IndieLisboa, na sua edição de 2019, contará pela primeira vez com a marca idealista como um dos patrocinadores. Esta associação vem reforçar a estratégia de parceria com marcas de sectores distintos que, ao acreditarem na capacidade do evento para gerar valor e retorno, são integradas de uma forma activa tanto na comunicação, como na criação de actividades e activações que passam a ser parte do festival.

A marca idealista, do portal de anúncios imobiliários, será desta estratégia um bom exemplo, com a criação em conjunto de acções que reforçam a ligação entre as duas marcas e a criação de conteúdos, que serão anunciados em breve.

“No idealista estamos muito orgulhosos de apoiar o cinema neste que é o maior festival de Cinema Internacional de Portugal. Gostamos de estar presentes na vida cultural portuguesa e colocamos sempre um especial carinho em todos os projetos culturais em que participamos e o IndieLisboa é uma das melhores ocasiões de o demonstrar.”

César Oteiza – Director-geral do idealista Portugal

 “Ficamos muito felizes com esta parceria com uma marca como a idealista, pois temos a oportunidade de trabalhar com sectores diferenciados e mostrar que, muitas vezes, o cinema pode dialogar marcas distintas e que, trabalhando em conjunto, se conseguem criar conteúdos ainda mais criativos e inovadores.”

Miguel Valverde – Direcção do IndieLisboa

Deixem-se levar pelas músicas IndieMusic com as nossas playlists Spotify

Este ano o IndieLisboa expande a sua presença online e cria um perfil na plataforma de música Spotify.

Amantes de cinema, fãs de todos os géneros de música e seguidores do festival podem agora seguir o IndieLisboa na plataforma de streaming e ouvir as playlists compostas por muitas da batidas que marcam os filmes da secção IndieMusic, onde o foco são os artistas e bandas que dão música ao mundo.

Os utilizadores tanto podem mergulhar nas músicas do IndieMusic 2019 e sentir as pulsações da programação que aí vem como revisitar os sons da secção do ano passado.

Visitem o nosso perfil Spotify e deixem-se levar pela música.

IndieMusic 2019: Miles Davis, Swans, Karen Dalton e muita música portuguesa

Eis a programação (quase integral) do IndieMusic, a secção do IndieLisboa 2019 dedicada à música. Convidamos todos a mergulharem nas imagens dos filmes desta secção através do teaser abaixo e nas músicas e artistas dos filmes da nossa playlist.

É um ano forte em música portuguesa. Ela É Uma Música é uma viagem pelo mundo do rock em Portugal, na voz das suas ilustres desconhecidas: as mulheres. Seguimos pelos subúrbios de Lisboa onde se encontram uma série de músicos e produtores de diferentes gerações e origens. A Batida de Lisboa vai de Angola a São Tomé, passando por Cabo Verde e Guine Bissau. A viagem termina em Alvalade, o bairro de Um Punk Chamado João Ribas, nome incontornável da música portuguesa e um dos principais impulsionadores do movimento punk.

Ainda em português e em sessão muito especial o regresso dos Rollana Beat. A banda convidou 13 realizadores, entre os quais caras bem conhecidas do IndieLisboa como Edgar Pêra, Isabel Aboim Inglês ou Leonor Noivo, para criarem vídeos para 13 músicas suas feitas entre 1998-2002.

Do resto do mundo vem a folk de Karen Dalton (A Bright Light – Karen and the Process), o free jazz de John Coltrane, Ornette Coleman e Sun Ra (Fire Music), a coolness de Miles Davis (Miles Davis: Birth of the Cool), a música DIY de bandas como os Deerhoof, Xiu Xiu ou Fugazi (Parallel Planes), o regresso da lendária banda de rock da Zâmbia, W.I.T.C.H., com a ajuda de Jacco Gardner (We Intend to Cause Havoc) e a energia indescritível e xamânica dos Swans (Where Does a Body End?).

O júri da secção competitiva do IndieMusic, que atribui um prémio de 1000€ ao melhor filme da secção, é composto pelo músico Bruno Pernadas, a jornalista e divulgadora musical Isilda Sanches e o crítico e ilustrador Tiago da Bernarda (aka O Gato Mariano).

Para o corpo entrar já em modo de festa vamos celebrar a divulgação da programação IndieMusic com um warm-up IndieLisboa na Casa Independente no próximo sábado, 9 de Março, com as músicas de todas estas bandas e artistas.

Esta é a lista dos filmes confirmados até ao momento:

Competição

A Bright Light – Karen and the Process (Emmanuelle Antilles)
Batida de Lisboa (Rita Maia e Vasco Viana) – Estreia Mundial
Ela É Uma Música (Francisca Marvão) – Estreia Mundial
Fire Music (Tom Surgal) – Estreia Internacional
Miles Davis: Birth of the Cool (Stanley Nelson)
Parallel Planes (Nicole Wegner)
Um Punk Chamado Ribas (Paulo Antunes) – Estreia Mundial
We Intend to Cause Havoc (Gio Arlotta)- Estreia Mundial
Where Does a Body End? (Marco Porsia) – Estreia Mundial

Sessão Especial
Vídeos: Rollana Beat (vários) – Estreia Mundial