O IndieLisboa 2018 faz-se à estrada

Encerrada a 15.ª edição do IndieLisboa, o festival estende-se, a partir de terça-feira, dia 15 de maio e até ao final de Julho, a nove cidades portuguesas.

Os primeiros eventos decorrerão no Seixal com cinco sessões no Auditório Municipal do Fórum Cultural em colaboração com a Câmara Municipal do Seixal e em Faro, em parceria com o cineclube local, com três sessões a decorrer no Teatro das Figuras.

Depois será a vez de Vila Franca de Xira, Vila Nova de Famalicão, Coimbra, Viseu, Setúbal, Montemor-o-Novo e a ilha da Madeira receberem os filmes do IndieLisboa 2018.

Mais detalhes sobre horários e programação em cada cidade (em actualização):

A caminho de Cannes

Com a 15ª edição do IndieLisboa encerrada, as atenções viram-se agora para o festival de Cannes, que celebra a sua 71ª edição este ano.

É o caso do filme Amor, Avenidas Novas de Duarte Coimbra, que depois de integrar a competição nacional e internacional do IndieLisboa 2018 onde ganhou o prémio Novo Talento FCSH/Nova, viaja agora até à Semana da Crítica de Cannes.

A curta metragem, a primeira do realizador, recém-formado da Escola Superior de Teatro e Cinema, é uma encantadora fábula sobre o romantismo, ao mesmo tempo, que expõe alguns dos problemas actuais da cidade de Lisboa.

O filme de Duarte Coimbra não será a única presença em comum com o IndieLisboa, também os programadores Margarida Moz e Michael Gaspar rumam esta semana a Cannes com o intuito de estreitar contactos na indústria e, acima de tudo, conhecer as novidades que o festival apresentará na edição deste ano, que decorre até 19 de maio.

Mais de 37 mil pessoas no IndieLisboa 2018

Foi a segunda melhor edição de sempre do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema. Mais de 37 mil pessoas passaram pelas salas do festival ao longo de duas semanas, num crescimento acima dos nove mil espectadores face ao ano anterior. Entre 26 de Abril e 9 de Maio, esgotaram-se 34 sessões de cinema, nove das quais com propostas de programação nacional. Destaque para as sessões do filme Hip to da Hop, filme que registou a sessão com o maior número de ingressos do festival, e para a competição nacional de curtas que contou com os melhores números de sempre na história do evento, reforçando o momento especialmente feliz que o cinema nacional atravessa. Na secção infantil, IndieJúnior, a aposta continua a ser ganha, com três sessões de cinema esgotadas, numa prova da forte aproximação do festival às escolas e famílias.

Ficam ainda por contabilizar os participantes nas diversas actividades paralelas que o festival propôs para a sua edição 2018, que incluem os concertos e festas do indiebynight, actividades IndieJúnior, Talks e as sessões dedicadas à indústria. Números que serão divulgados mais à frente.

O IndieLisboa estará de regresso em 2019, com renovada selecção de filmes de produção nacional e internacional recente. Entre 2 e 12 de Maio o cinema voltará a ser motivo para festa, o pensamento e o encontro na cidade.

Sessões de filmes premiados regressam ao Cinema Ideal

Os filmes vencedores do IndieLisboa foram anunciados na Cerimónia de Encerramento do festival e, de dia 7 a 9 de Maio, acontecem uma vez mais as sessões de filmes premiados no Cinema Ideal, dando a oportunidade aos espectadores de ver e rever os melhores filmes que passaram pelo festival este ano.

Todos os filmes serão exibidos com legendas em português e inglês.

Dia 7 de Maio

18h00 – Curtas Premiadas 1 (105′)
Rabbit’s Blood, de Sarina Nihei (Prémio Turismo de Macau para Melhor Animação)
La bonne éducation, de GuYu (Prémio Turismo de Macau para Melhor Documentário)
Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra (Prémio Novo Talento FCSH/Nova)
Braguino, de Clément Cogitore (Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem)

22h00 – Matangi/Maya/M.I.A., de Steve Loveridge (Prémio IndieMusic Schweppes)

Dia 8 de Maio

18h00 – Curtas Premiadas 2 (102′)
Matria, de Álvaro Gago (Prémio Turismo de Macau para Melhor Ficção)
Solar Walk, de Réka Bucsi (Grande Prémio de Curta Metragem)
Tremors, de Dawid Bodzak  (Prémio Escolas)
Os Mortos, de Gonçalo Robalo (Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa)
Stay Ups, de Joanna Rytel (Prémio do Público – Curta Metragem)

22h00 – Baronesa, de Juliana Antunes (Grande Prémio da Longa Metragem Cidade de Lisboa/Prémio Especial do Júri TVCine & Séries)

Dia 9 de Maio

18h00 – Our Madness, de João Viana (Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa)
22h00 – Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre (Grande Prémio da Longa Metragem Cidade de Lisboa/Prémio Especial do Júri TVCine & Séries)

Revelados os filmes vencedores do IndieLisboa 2018

Júri da Competição Internacional de Longas Metragens

Grande Prémio de Longa Metragem Cidade de Lisboa

EX-AEQUO
Baronesa, de Juliana Antunes
Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

Baronesa – “Desenhando um retrato íntimo de duas mulheres na favela de Belo Horizonte, Juliana, o filme Baronesa amplia a tensão entre a violência extrema fora de campo e a possibilidade de ternura que é construída dentro dos muros construídos pelas próprias personagens. Os sinais de uma construção cúmplice de um olhar feminino sobre a realidade – que Juliana e as atrizes são capazes de criar no filme – fazem parte da sua beleza e ressoam fortemente na comunicação que o filme estabelece com o momento histórico do seu país.”

Lembro Mais dos Corvos – “Uma noite de sono em São Paulo, passada num apartamento que se assemelha cada vez mais a um set, com um copo de rosé, uma gaiola e um quimono como adereços. Uma conversa entre uma actriz e um cineasta, cada um representando um papel que ninguém disse ser fixo: um encontro, uma reunião entre iguais, uma performance, uma verdadeira colaboração. Uma história de vida marcada por abuso, transição e sofrimento, mas não definida por eles. Há sempre humor, família e cinema. Quando se vê o sol nascer de manhã, é como assistir a outro filme: dá conforto, dá energia, dá esperança.”

Prémio Especial do Júri canais TVCine & Series

EX-AEQUO
Baronesa, de Juliana Antunes
Lembro Mais dos Corvos, de Gustavo Vinagre

Júri da Competição Internacional de Curtas Metragens

Grande Prémio de Curta Metragem
Solar Walk, de Réka Bucsi

O Solar Walk é, de longe, o filme mais emocionante que vimos nesta competição. Em vários aspectos, poderia ter sido um caso problemático de audácia que correu mal, mas é exactamente o oposto, levando o espectador numa jornada complexa através de uma existência colorida. Esta viagem de ficção científica animada, hipnotiza o espectador com as suas formas imaginativas, espaços e riqueza de texturas. No filme, mudanças surpreendentes e divertidas entre assuntos familiares e extraterrestres criam tensão psicológica e um ritmo cósmico de entropia. A criação delicada de imagens e áudio evoca imagens de autores como Andrei Tarkovski e Stanly Kubrick.” 

Prémio Silvestre para Melhor Curta Metragem
Braguino, de Clément Cogitore 

Braguino é um excelente exercício de pensamento no cinema. Ao longo de sequências intensas e ultra-subjectivas, as imagens capturam a beleza selvagem da natureza, uma espécie de primitivo despreocupado que vive no século XXI. Temperado com salpicos de paranóia e rivalidade entre clãs, Braguino é denso, coerente e infantil. Com as suas primeiras imagens, este filme progressivo leva o espectador numa viagem através de um microcosmos, localizado numa região remota da Sibéria e retrata a vida humana de duas famílias rivais, nos meses de verão cheios de mosquitos. O filme mostra uma imagem fragmentada mas coerente do local e is seus habitantes, duas famílias em guerra. Através da montagem inovadora e intensa de som e imagem, o filme transforma-se numa alegoria da sobrevivência humana primitiva e mostra as consequências de uma sociedade que penetra agressivamente o idílico.”

Prémio Turismo de Macau para Melhor Animação
Rabbit’s Blood, de Sarina Nihei

“Uma tragicomédia surrealista desenhada à mão com tantas ações/reações e um final abrupto. O filme agarrou-nos ao ponto de querermos saber o que acontecia a seguir. Na mesma linha das muitas perguntas e enigmas que este filme evoca rapidamente, destaca-se uma : o que é a morte? Rabbit’s Blood é uma animação perturbadora e elegante sobre violência e solidão, contada na perspectiva de uma criança. Na estrutura de labirinto das causas e efeitos, a vida desdobra-se como um jogo absurdo.”

Prémio Turismo de Macau para Melhor Documentário
La bonne education, de GuYu

“Educar as massas sobre como ter uma vida melhor parece o enredo perfeito, excepto o facto de não ser um enredo mas sim a realidade documentada em La bonne education. Resistindo às regras e sentindo-se oprimida pelos colegas e pelo sistema, PeiPei está presa no que parece ser o seu maior problema: a resistência. Individualidade em oposição às acções em massa do sistema de ensino chinês. Este documentário simples retrata uma jovem estudante de arte e move o espectador lindamente entre escuridão e luz, frieza e calor. La bonne education mostra uma fracção da vida da sua protagonista, não explicando o passado nem especulando sobre o futuro. Testemunhando as pressões do público sobre a sua privacidade, linguagem em vez de silêncio, olhamos para uma pessoa que resiste.  O seu poder, como o do filme, está fundamentado na fragilidade da vida e da identidade.”

Prémio Turismo de Macau para Melhor Ficção
Matria, de Álvaro Gago

Matria é um drama social que reflete profundamente sobre a condição das mulheres numa Galiza empobrecida e deserta. Em Matria, o espectador vai sentir tensão, ansiedade e compaixão enquanto segue o dia de Ramona. Mas também vai sentir esperança. Como uma pedra caindo na água, este filme afunda na consciência do espectador. É rápido e sólido na sua forma e consegue refletir a situação sócio-política da actual Galiza. Matria é um filme de ficção mas respira como um documentário, devido ao ambiente em que foi filmado e produzido. O filme explora temas como família, valores humanos, lutas trabalhistas e responsabilidade. A voz do filme cresce e vai além do lugar e da vida das suas personagens fictícias. Mostra como a luta humana e o compromisso, no encolhimento do espaço sócio-económico.”

Menção Honrosa Prémio Turismo de Macau para Melhor Ficção
Coqueluche, de Aurélien Peyre

Coqueluche é um daqueles objectos que se ama ou se odeia. Pelo menos foi o que aconteceu com os membros do júri: o filme deixou-nos tão divididos e fez-nos falar por muito tempo. Já estou grato por isso: por nos dar a oportunidade de discutir o filme de forma acesa desde que o vimos, constantemente comparando com os outros filmes da mesma secção. E ontem, no terraço ensolarado da Cinemateca, foi finalmente o filme foi finalmente descartado, abrindo espaço para Matria vencer. Nós amamos a ironia, a subjectividade, tudo o que foi feito para brincar com aquele toque francês, ou estilo, ou fascínio, ou o que quer que seja.

Nós amamos o facto de ser contado no ponto de vista de Laurine, deixando o espectador decidir quem demonizar. Uma das nossas principais preocupações era a construção e exploração da personalidade de Laurine, um tanto problemática, pois é tão intensamente objetificada, nunca deixando claro o que ela é: uma vítima ou uma verdadeira mulher independente? Tendo em conta que a maioria dos filmes envolvidos na competição tinha a natureza como personagem principal, ficou claro para nós, membros do Júri, que há uma evidente crise na ficção/narrativa.

A minha declaração final como indivíduo é simples: comparando constantemente Coqueluche a Matria, uma questão final muito pessoal surgiu, pois ambos os filmes competiam entre si: porque é que era tão claro que um drama social venceria contra um filme adolescente? E se as perspectivas mudassem e a mesma importância fosse atribuída aos assuntos adolescentes? Essa visibilidade contribuiria para mudar activamente as mentalidades e impedir que uma Laurine se transformasse numa Ramona?”

Júri da Competição Nacional

Prémio Allianz para Melhor Longa Metragem Portuguesa
Our Madness, de João Viana

“O trabalho de João Viana com OUR MADNESS, vai mais longe do que uma tentativa de uma linguagem cinematográfica própria, constituindo-se como um ecosistema onde coabita uma beleza doentia e uma mitologia austera. Consegue dar-nos o isolamento da loucura banal transformando-a num espaço de liberdade pela nossa loucura coletiva, um reflexo de um ideal de cinema.”

Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem Portuguesa
Os Mortos, de Gonçalo Robalo 

“Esta curta metragem arrebatou-nos pela autoridade da sua narrativa e o tempo perfeitamente calibrado de uma impassível performance. Um filme que revela uma sucessão de vinhetas pessoais sobre a morte com humor negro e, ao mesmo tempo, com um grande sentido de humanidade. O Júri deliberou atribuir o Prémio Dolce Gusto para Melhor Curta Metragem a Os Mortos, de Gonçalo Robalo.”

Prémio Melhor Realizador para Longa Metragem Portuguesa
André Gil Mata, pela A Árvore 

“André Gil Mata com A Árvore demonstra um pleno controlo no uso da câmara, no tratamento dramatúrgico, no ambiente fotográfico e duração do filme, criando um universo uno e coerente. As referências cinematográficas evidentes adquirem neste filme uma personalidade própria a qual pressupõem um desenvolvimento futuro de uma linguagem coesa e artisticamente sólida.”

Prémio Novo Talento FCSH/Nova
Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra

“Cheio de charme, energia e humor excêntrico, este filme consegue surpreender e deleitar-nos com a sua inventiva e absurda história de uma juventude contemporânea a caminhar para a vida adulta. A música aparece à sua personagem como uma aparece num romance desajeitado. O Júri exulta ao reconhecer um novo e excitante realizador, Duarte Coimbra, atribuindo o Prémio Novo Talento FCSH/NOVA pelo filme Amor, Avenidas Novas.”

Prémio Novíssimos Walla Collective + Portugal Film
Infância, Adolescência, Juventude, de Rúben Gonçalves

“Rúben Gonçalves tem um inato sentido da relação da câmara com a matéria filmada. Infância, Adolescência, Juventude constitui-se como um ousado exemplo de cinema ‘vérité’ onde a figura do cineasta se resguarda num amor pelos sujeitos filmados. Patente, a beleza do instável, a capacidade para capturar a graça inerente à dança através de uma discreta encenação num movimento fluído e transparente que nos traz os diferentes estágios na vida dos bailarinos em percurso escolar, da infância para a descoberta da identidade como artista.”

Menção Honrosa Prémio Novíssimos Walla Collective + Portugal Film
Fauna
, de Lúcia Pires

“Lúcia Pires, com Fauna, situa-se num gracioso patamar da utopia da juventude e da necessidade de acreditar, de ter fé. Demonstra uma sensível qualidade na maneira como trata cinematograficamente mito e realidade.”

Júri Silvestre

Prémio Silvestre para Melhor Longa Metragem
O Processo, de Maria Augusta Ramos

“Pela sua linguagem cinematográfica, que permite que façamos as nossas próprias observações. Pela sua montagem aberta, que é fluente e elegante. Um drama político contado através da narrativa clássica sem cair no classicismo gramatical e formal.

O Processo é um filme sobre a política brasileira que também mostra o processo universal de deslegitimação das instituições republicanas e lança uma nova luz sobre os perigos que ameaçam a democracia contemporânea.

Este é um filme sobre as estruturas da vida humana que nunca perde a humanidade e as emoções – um tipo de filme que gostaríamos de ver mais no cinema contemporâneo.”

Júri IndieMusic

Prémio IndieMusic Schweppes
Matangi/Maya/M.I.A, de Steve Loveridge

“Mathangi Maya Arulpragasam, traduzida no mundo da música pop pelo nom de plume M.I.A., é uma figura complexa, excessiva, contraditória e intrigante. Matangi / Maya / M.I.A., o filme que Steve Loveridge lhe dedica, tem a coragem e a virtude de não procurar simplificar a forma como a artista, nascida no Sri Lanka, está presente na sua criação. M.I.A. é insubmissa e reivindicativa, controversa e criticável, e esta narrativa montada a partir do espantoso acervo de imagens – que nos leva a acompanhá-la da infância até à actualidade – não tenta limar arestas nem glorificar esterilmente o seu objecto de estudo, oferecendo ao espectador espaço suficiente para o recusar. Sem reinventar as convenções dos documentários sobre música, Steve Loveridge traça um retrato em que cabe a vulnerabilidade de uma artista pop e activista política admirável.”

Júri da Amnistia Internacional

Prémio Amnistia Internacional
Waste N0.5 The Raft of the Medusa, de Jan Ijäs 

“É com subtil ironia e de forma criativa que, num jogo de distâncias temporais e geográficas, o realizador torna claro o drama de quem procura refúgio. Conjugando três formatos, explana o possível absurdo da transformação da tragédia em arte, fazendo-nos questionar o que nos torna mais próximos e o que significa empatia. Por dar sentido à mensagem de acolhimento, de solidariedade e de respeito pelos Direitos Humanos que deve nortear o trabalho com requentes de asilo e refugiados, o júri atribui o Prémio Amnistia Internacional a Waste No.5 the Raft of the Medusa, de Jan Ijas.”

Júri Árvore da Vida

Prémio Árvore da Vida para Filme Português
Russa, de João Salaviza e Ricardo Alves Júnior

Menção Honrosa
Bostofrio – Oú le Ciel Rejoint la Terre, de Paulo Carneiro

Júri Escolas

Prémio Escolas
Tremors, de Dawid Bodzak 

“Esta é a história de um retrato invulgar de uma adolescência imersa numa tentativa de, através da indução de diversos desequilíbrios, encontrar um equilíbrio. Um filme que, por meio da alusão a algo tão inesperado como uma retroescavadora, nos consegue destabilizar e fazer questionar sobre o que obtemos ao testar os limites da imperfeição do ser humano. É o produto de uma feliz combinação de elementos, a começar pelo seu título, cuja sonoridade é tão vertiginosa como o enredo e o desfecho que não deixarão ninguém indiferente.

Por estas razões, o júri decidiu atribuir o Prémio Escolas ao filme Drzenia, de Dawid Bodzak.”

Júri Universidades

Prémio Universidades
An Elephant Sitting Still, de Hu Bo

“É impossível dissociar esta obra do trágico acontecimento que a assombra. Apesar de ter a sua vida própria, esta história e estas personagens são uma clara reflexão do seu autor. Os pesados movimentos de câmara e o trabalho de focos irrepreensível desenham a imagem de uma sociedade de cores esbatidas como as daquela cidade. O elegante rigor rítmico e estrutural, bem como a prodigiosa criação de ambientes soturnos concedem a este filme uma beleza humanista que, por consequência, justifica a sua longa duração. Estamos perante um épico testamento de um homem para o mundo, no qual a empatia do autor para com as sua personagens e a própria condição humana nos relembra da necessidade da compaixão.”

Júri do Público 

Prémio Longa Metragem
O Processo, de Maria Augusta Ramos 

Prémio Curta Metragem
Stay Ups, de Joanna Rytel

Prémio do Público IndieJúnior DoctorGummy
Professor Sapo, de Anna van der Heide

Destaques do último fim de semana de IndieLisboa

O último fim de semana do IndieLisboa chegou e há muitas razões para continuar a celebrar o cinema, com dois dias repletos de sessões e obras que vão marcar a edição deste ano. Eis alguns destaques:

John Parish: Screenplay – Cine-Concerto
21h30 | Sexta 4 de Maio | Culturgest

Pela primeira vez em Portugal, o filme-concerto do músico John Parish, Screenplay, faz parte da programação do IndieLisboa 2018.

O concerto apresenta Parish, juntamente com os músicos Marta Collica, Giorgia Poli, Jean-Marc Butty and Jeremy Hogg, e uma projecção de excertos de filmes, alguns deles com uma íntima ligação à história da programação do IndieLisboa.

Bostofrio, où le ciel rejoint la terre, de Paulo Carneiro (Competição Nacional)
21h30 | Sexta 4 de Maio | Cinema São Jorge

Bostofrio é uma pequena aldeia no concelho de Boticas, distrito de Vila Real. É de lá que vem a família de Paulo Carneiro (colaborador habitual de João Viana e assistente de realização deOur Madness).Bostofrioé composto por uma série de entrevistas, tão íntimas quanto divertidas, nas quais é o próprio realizador que se implica na acção e questiona os habitantes (muitos deles, seus familiares) sobre quem era, e como era, o seu avô. Nesta investigação, que simultaneamente observa os gestos do trabalho enquanto puxa pela língua das gentes, levanta-se o véu de uma ruralidade ainda cheia de segredos e meias verdades.

Betty, They say I’m Different, de Phil Cox (IndieMusic)
21h45 | Sábado 5 de Maio | Culturgest

A rainha do funk, Betty Davis, alterou o paradigma artístico para as mulheres. Como disse Miles Davis, “ela foi a primeira. Madonna antes de Madonna”. Betty escancarou as fronteiras bem delimitadas dos anos 70 com a sua ousada personalidade, estilo icónico e som arrebatador. Apesar de banida e boicotada, foi a primeira mulher negra a cantar, escrever e produzir as suas próprias músicas. Pioneira feminista e inspiradora como nenhuma mulher fora antes, este é o retrato de um percurso com origens humildes que termina na incompreensão.

Mabata Bata, de Sol de Carvalho (Sessões Especiais)
21h45 | Sábado 5 de Maio | Cinema São Jorge

Baseado no conhecido conto de Mia Couto escrito em 1986, O Dia Em Que Explodiu Mabata Bata, esta é a adaptação do realizador Sol de Carvalho (produtor de Our Madness, presente na Competição Nacional) da história de Azarias, um jovem pastor órfão que um dia vê o seu melhor boi, Mabata Bata, explodir devido a uma mina terrestre deixada pelos combatentes da guerra que decorre no país. Este terrível acontecimento espoleta uma fuga para a floresta (por o rapaz temer represálias) seguido de um resgate, por parte da avó e do tio, que o tentam convencer a voltar.

Baronesa, de Juliana Antunes (Competição Internacional)
22h | Sábado 5 de Maio | Cinema Ideal

Baronesa oferece um olhar raro sobre a favela: o ponto de vista feminino. Um filme de mulheres, sobre mulheres que vivem em bairros com nome de mulher (Leidiane e Andreia vivem em “Juliana” mas a última quer mudar-se para a “Baronesa”). Segundo a realizadora: “É a mulher olhando para a mulher sem as tintas da delicadeza, do sentimental e toda aquela moldura edulcorada da tal e tradicional feminilidade”. A obra de estreia da Juliana Antunes foi galardoada em diversos festivais e considerada a melhor primeira obra de 2017 por um conjunto de 135 programadores, críticos e cineastas de todo o mundo.

Grass, de Hong Sang-soo (Silvestre)
23h30 | Sábado 5 de Maio | Cinema São Jorge

Desde a última vez que o IndieLisboa exibiu um filme de Hong Sang-soo (Nugu-ui ttal-do anin Haewon, em 2014), o realizador sul coreano tornou-se muito popular. As suas comédias tristes, embebidas em soju,descobriram o público internacional e a sua prolífica produção (quatro longas no último ano) ajudaram essa visibilidade. Grass é uma comédia de enganos à mesa de um café de Seul: os casais fazem-se e refazem-se ao ritmo do olhar da protagonista – interpretada pela musa do realizador, Kim Min-hee – que sentada a um canto observa o que se vai passando. Uma deliciosa farsa sobre os caminhos tortuosos do amor.

O Processo, de Maria Augusta Ramos (Silvestre)
19h | Domingo 6 de Maio | Cinema São Jorge

O Processo é, como o título anuncia, um filme de tribunal. Um thriller onde o que interessa não é tanto o desfecho (a destituição da presidente Dilma Rousseff), mas sim compreender de que forma se deu o dito “Golpe”. A realizadora Maria Augusta Ramos acompanhou a equipa de defesa da ex-presidente durante meses e o resultado é um documentário que coloca a nu os meandros da judicialização da política. Um olhar observacional que revela as traições e os interesses nos bastidores do Senado e do Congresso, ao som dos gritos de protesto vindos do exterior. O cinema político brasileiro nunca foi tão urgente.

Studio 54, de Matt Tyrnauer (IndieMusic)
21h45 | Domingo 6 de Maio | Cinema São Jorge

Studio 54 é considerada a “melhor discoteca de todos os tempos”. Aberta no dia 26 de Abril de 1977 (e encerrada apenas 33 meses depois, por evasão ao fisco) o seu legado ficou marcado a sexo e drogas na história de Nova Iorque. Um espaço mítico pela máxima liberdade que permitia (no rules), cujo fim coincidiu com as primeiras mortes associadas à pandemia da SIDA e o início da administração Reagan.Studio 54 conta a história das celebridades e da atmosfera do clube, mas também dos dois amigos que alteraram o panorama do entretenimento nocturno da cidade que nunca dorme.

O que não perder no último fim de semana IndieJúnior

Estamos na recta do festival mas ainda existem muitos filmes para ver e muita diversão a encher os dois últimos dias da secção para os mais novos. Aqui ficam os destaques, sessões e eventos que não podem perder no último fim de semana do IndieJúnior.

IndieJúnior – Puzzle de sons – Rádio ZigZag

5 de Maio • 11:00 • Culturgest – Sala 6
6 de Maio • 11:00 • Culturgest – Sala 6

Numa época em que o Mundo nos chega essencialmente através da imagem, nesta oficina vamos trocar a volta aos mais novos exercitando a audição e a imaginação. O nosso desafio é construir histórias e dar palavras a um Puzzle de Sons (O Puzzle de Sons é uma rubrica da Rádio ZigZag). Serão vários puzzles, muitas histórias. Aqui faremos cinema para os ouvidos!

Entrada livre • inscrição necessária • 5–9 anos • Lotação limitada • 90 minutos
Inscrição: radiozigzag@rtp.pt, +351 966 972 870

IndieJúnior – Salada mista com livros e filmes – Bibliotecas de Lisboa (BLX)

5 de Maio 2018 • 11:00 • Cinema Ideal

As BLX dão a conhecer as novidades da sua colecção de literatura infanto-juvenil e propõem uma apresentação descontraída e inspirada nos filmes de animação do IndieJúnior e nas histórias que as crianças mais gostaram.

Entrada gratuita.

Sessão Quotidiano Animalário – Para toda a familia

Sessão Tu cá, Tu Lá – Para toda a família

Sessão Coisas da Vida 2º ciclo/+10 ANO

Histórias do Dia e da Noite +3

IndieJúnior – Bailarico! Uma matiné dançante

Depois da sessão Tu cá, tu lá – Para toda a família no Grande Auditório da Culturgest, nada melhor do que esticar os braços e as pernas num bailarico à maneira, que vai pôr toda a gente a dançar. O que vos espera é uma pista de dança com um DJ set, bebidas refrescantes para ganhar fôlego para a próxima sessão e jogos para partir o gelo entre os bailarinos mais tímidos. Aqui, ninguém fica de fora para celebrar o IndieJúnior!

Entrada gratuita

IndieJúnior – Cidades imaginárias ou cenários para um futuro filme

6 de Maio • 11:00 • Biblioteca Palácio Galveias – Sala de oficinas • 5€

Mr. Frog

6 de Maio • 15:00 • Cinema São Jorge – Sala 3

IndieJúnior – Bichos carpinteiros

6 de Maio • 15:00 • Biblioteca Palácio Galveias – Sala de oficinas • 5€

Os bloquinhos de madeira nesta oficina estão por todo o lado à vossa espera para ganhar vida. Se juntar este e aquele posso inventar um animal, se colar aquele ao outro tenho uma casa mesmo gira e, se martelar estes bocadinhos, faço personagens incríveis. Vem divertir-te e repensar formas e secções de peças de madeira para lhes dares uma nova vida.

Bilhete: 5€ • +3 anos e famílias • Lotação limitada • 45 minutos
Inscrição: hello@volta-oc.pt, +351 932 826 402

Ilhas e Outras Geografias +6

6 de Maio • 16:00 • Culturgest – Grande Auditório

IndieJúnior – Eu faço cartazes de cinema!

6 de Maio • 17:00 • Biblioteca Palácio Galveias – Sala de oficinas  • 5€

Os cartazes de cinema são sempre muito giros e nesta oficina quem os vai fazer és tu. Que elementos colocar? E que cores? Através da impressão em serigrafia a partir de stencil, e com muita imaginação, os cartazes de cinema que vão sair desta oficina prometem ser o sucesso do festival!

5€ • Lotação limitada • 6-12 anos • 60 minutos
Inscrição: hello@volta-oc.pt, +351 932 826 402

Aviso: legendagem de filmes de Jacques Rozier e Pororoca com limitações

As cópias de L’Opéra du Roi (1989, 42’) e Revenez Plaisirs Exilés (2010-2012, 77’) chegaram a Lisboa na véspera da sessão, tornando inviável a tradução e legendagem do segundo título, de que Jacques Rozier disponibilizou uma versão mais longa do que a versão inicialmente prevista, especialmente para esta sessão, que acontece hoje, 4 de Maio, às 21h30, na Cinemateca Portuguesa – Sala Félix Ribeiro.

L’Opéra du Roi é apresentado em versão original com legendas electrónicas em português. Revenez Plaisirs Exilés é apresentado em versão original em francês sem legendas. Entre os dois filmes há um breve intervalo de cinco minutos.

Por fim, a sessão do filme Pororoca de hoje (4 de Maio, Cinema São Jorge MDO, 21h15) também não terá legendas em inglês.

Sessões Descontraídas

 

História visual

 

O IndieLisboa, em colaboração com a Acesso Cultura e, com o apoio do Cinema São Jorge, procura criar um acesso mais alargado a uma parte da sua programação promovendo duas Sessões Descontraídas.

O que é uma sessão descontraída?
É uma sessão de teatro, dança ou música que decorre numa atmosfera mais descontraída e acolhedora e com mais tolerância no que diz respeito ao movimento e ao barulho na plateia. Destina-se a todos os indivíduos e famílias que prefiram um ambiente com reduzidos níveis de ansiedade, famílias com crianças pequenas, pessoas com deficiências sensoriais, sociais ou de comunicação; pessoas com condições do espectro autista (ASD), incluindo síndrome de Asperger, pessoas com deficiência intelectual, crianças com défice de atenção, pessoas com síndroma de Down, pessoas com síndroma de Tourette, seniores em estados iniciais de demência.

 

5 MAIO
IndieJúnior – Histórias do dia e da noite
As Meias Dançantes (3’)
Kolja Saksida
O dia de Koyaa começa com ele a estender um par de meias, mas há um problema: elas ficam malucas,
começam a correr e escondem-se! Koyaa consegue apanhar uma, conseguirá ele encontrar a outra?
Flor de Papel (1’)
Margarida Roxo Neves
Um pequeno pássaro de papel acolhe um desenho de uma flor no seu ninho.
Pavão (4’)
Julia Ocker
O pavão é uma estrela dos palcos, mas as suas penas também querem reconhecimento.
O Senhor Noite Tira o Dia de Folga (2’)
Ignas Meilunas
Porque é que a noite quer mudar o dia? Bom, quando não gostamos de uma coisa, temos de a mudar.
Corujinha Perdida (5’)
Hélène Ducrocq
A corujinha caiu do ninho e pousou no chão. Agora está perdida e a sua mamã não está em lado nenhum! Com
a ajuda do seu novo amigo esquilo, a corujinha vai em busca de animais que se encaixam na descrição da mamã
coruja.
O Cão Salsicha (4’)
Julia Ocker
O cão salsicha não percebe porque raio a sua traseira está sempre aflitinha para fazer chichi.
Flo (2’)
Nora Marie Back
Uma pulga tem de aprender a partilhar o almoço, quando deixa de morar sozinha.
Peixe Pescador (4’)
Julia Ocker
O pequeno peixe pescador tem de se ir deitar, mas o fundo do mar está cheio de criaturas assustadoras.
O Caminho de um Peixe para Chegar à Água (8’)
Mercedes Marro
Numa noite estrelada, num bairro pobre da América Latina, Oscar acorda com o saltitar de um pequeno
peixinho vermelho, numa poça junto à sua janela. Para o salvar, Oscar embarcará numa aventura cheia de
desafios misteriosos.
Bichos de Madeira (4’)
Falk Schuster
No breu da noite, quando todos dormem, divertidas figuras e criaturas engraçadas passeiam-se pelo quarto. Só
o amanhecer porá fim às suas aventuras nocturnas.
O Piratinha (3’)
Cuppilard Hippolythe, Gamboa Gwendoline, Macchia Ornella, Reumont Margot, Tondeur Bruno
O piratinha rema no seu barco, e nada o pára, nem as baleias, a chuva ou os icebergs.

6 MAIO
Tempo Comum, de Susana Nobre
Ficção, 2018, 64’
Num apartamento em Lisboa, Marta dedica-se aos cuidados maternos da sua primeira filha acabada de nascer, ao mesmo tempo que convalesce do parto. A casa acolhe múltiplas visitas: amigos e familiares que vêm receber o novo rebento e pôr a conversa em dia. Tempo Comum de Susana Nobre (Estados da Matéria e Provas, Exorcismos, IndieLisboa 2006 e 2015) continua o seu cinema onde a ficção se mescla com a realidade, retratando intimamente um momento marcante na vida de uma mulher. E depois, as rotinas instalam-se, como um barómetro que descreve uma nova estabilidade.

A Acesso Cultura é uma associação cultural sem fins lucrativos de profissionais da cultura e de pessoas interessadas nas questões de acessibilidade, que promove a melhoria das condições de acesso – nomeadamente físico, social e intelectual – aos espaços culturais e à oferta cultural, em Portugal e no estrangeiro.
Mais informação em acessocultura.org

 

Os filmes favoritos do público até agora

O Prémio do Público é uma das melhores maneiras de saber quais os filmes mais apreciados pelo público que passa pelo festival e os tops vão se actualizando a cada dia.

Neste momento, a longa metragem mais bem recebida é o documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos (com segunda exibição no dia 6 de Maio, às 19h00, no Cinema São Jorge) e a curta metragem favorita trata-se de Coqueluche, de Aurélien Peyre (exibido uma segunda vez na sessão Competição Internacional Curtas 1, que acontece no dia 2 de Maio, às 19h15, na Culturgest).

LONGAS

1. O Processo/The Trial, de Maria Augusta Ramos (Silvestre)

2. Les quatre soeurs/The Four Sisters, de Claude Lanzmann (Silvestre)

3. An Elephant Sitting Still, de Hu Bo (Competição Internacional)

4. Mutafukaz, de Guillaume Renard, Shôjirô Nishimi (Boca do Inferno)

5. La Liberté/In the Open, de Guillaume Massart (Silvestre)

 

CURTAS

1. Coqueluche, de Aurélien Peyre  (Competição Internacional)

2. Russa, de João Salaviza, Ricardo Alves Jr. (Competição Nacional)

3. Amor, Avenidas Novas, de Duarte Coimbra (Competição Internacional e Nacional)

4. Braguino, de Clément Cogitore (Silvestre)

5. Personal Truth, de Charlie Lyne (Silvestre)

Aqui estão os vencedores do Fundo de Apoio ao Cinema 2018

O Fundo de Apoio ao Cinema 2018 regressou e mais uma vez garante dar um apoio à pós-produção de filmes de autores portugueses ou estrangeiros com residência permanente em Portugal.

As sessões de pitching aconteceram no dia 28 e 29 de Abril, na Biblioteca Palácio Galveias, e já são conhecidos os projectos vencedores:

A CASA, de Madalena Fragoso e Margarida Meneses (Prod. própria)
Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT): €1.500 atribuído a um documentário.

A ILHA INVISÍVEL, de Rui Almeida Paiva (Cedro Plátano)
A CASA, de Madalena Fragoso e Margarida Meneses (Prod. própria)
Digital Mix Música e Imagem: Pós-produção de Som.

A DANÇA DO CIPRESTE, de Mariana Caló e Francisco Queimadela (Prod. própria)
A ILHA INVISÍVEL, de Rui Almeida Paiva (Cedro Plátano)
Fundação GDA: Criação de Música Original.

PEDRA DO MEDO, de Patrícia Black (Fratura Filmes)
Walla Collective: Estúdio Pós-produção de Imagem e Som.

Este ano, a iniciativa da IndieLisboa contou mais uma vez com os parceiros habituais: a Fundação GDA, a Universidade Lusófona (ULHT), a Digital Mix Música e Imagem, e a Walla Collective.

O júri internacional foi composto por Joana Barra Vaz (realizadora / músico), Peter Taylor (Director do Berwick Film & Media Arts Festival, Reino Unido) e, Victor Paz Morandeira (Crítico de Cinema e Programador do CGAI – Filmoteca de Galicia, cinemateca regional da Galícia, Espanha).

Sessões esgotadas e próximas exibições desses filmes

O IndieLisboa vai a meio, milhares de pessoas tem-se deslocado às salas do festival e muitas sessões têm esgotado. Aqui fica uma lista com os filmes mais vistos e os horários das exibições repetidas (caso existam) desses mesmos filmes, para que não perca os filmes que têm movido mais pessoas.

Sessões esgotadas e horários das exibições repetidas

DRVO/A ÁRVORE (Competição Nacional)
29 abril (dom), 19h, Culturgest

BETTY – THEY SAY I’M DIFFERENT (IndieMusic)
29 abril (dom), 21h30, Cinema São Jorge

próxima sessão (ainda c/bilhetes):
5 maio (sáb), 21h45, Culturgest

ZAMA (Herói Independente)
28 abril (sáb), 21h30, Culturgest

STUDIO 54 (IndieMusic)
26 Abril (qui), 21h30, São Jorge Cinema

próxima sessão (ainda c/bilhetes):
6 Maio (dom), 21h45, São Jorge Cinema

HIP TO DA HOP (IndieMusic)
28 Abril (sáb), 19h00, São Jorge Cinema
30 Abril (dom), 10h30, Culturgest

RYUICHI SAKAMOTO: CODA (IndieMusic)
Abril 28 (sáb), 21h30, São Jorge Cinema

next screening (tickets still available):
May 6 (dom), 19h45, Culturgest

SARA (EPISÓDIOS 1 e 2) (Special Screenings)
3 Maio (qui), 21h30, Culturgest

sessão extra (ainda c/bilhetes):
6 Maio (domingo), 21h30, Culturgest