[FECHADO] Candidaturas para o Fundo de Apoio ao Cinema 2018 podem ser entregues até 8 de Março

Os projectos de filmes em fase de pós produção, da autoria de realizadores portugueses ou de estrangeiros com residência permanente em Portugal que pretendam candidatar-se à edição de 2018 do Fundo de Apoio ao Cinema podem fazê-lo até 8 de Março.

O Fundo de Apoio ao Cinema é um instrumento complementar de apoio à pós-produção de filmes portugueses e a edição de 2018 é constituída pelos seguintes parceiros: IndieLisboa – Associação Cultural, Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, (ULHT), Digital Mix Música e Imagem e Fundação GDA.

Entre os apoios concedidos contam-se o valor de €1.500, atribuído a um documentário, e equipamento de rodagem, pela ULHT; serviços de pós-produção de som para uma longa metragem e para uma curta metragem, pela Digital Mix Música e Imagem; e €6.000 para criação de música original, premiando uma longa metragem (€4.000) e uma curta metragem (€2.000), ou, em alternativa, três curtas metragens (cada uma €2.000), pela Fundação GDA.

Os projectos candidatos podem ser curtas ou longas metragens, independentemente do seu género (ficção, documentário, animação ou experimental) em fase de início da pós-produção no momento da candidatura.

Uma comissão constituída por elementos de todas as entidades parceiras na edição de 2018 escolherá 8 projectos (de todas as candidaturas válidas recebidas) até ao dia 30 de Março de 2018.

Estes 8 projectos pré-seleccionados apresentam-se posteriormente perante um júri internacional constituído, durante a realização do festival IndieLisboa, no âmbito do qual realizam um pitching de apresentação.

A decisão final é conhecida no dia seguinte ao da realização do pitching e podem ser apoiados um máximo de 4 projectos.

As candidaturas devem ser efectivada através do envio de um pdf (único) com todos os documentos pedidos para o e-mail fundo@indielisboa.com

Formulário de Candidatura 2018

Regulamento 2018

 

O IndieJúnior vem aí e já temos alguns filmes confirmados

A programação do nosso enorme mini-festival para os mais pequenos está a desenhar-se a um ritmo alucinante e é tempo de desvendar algumas surpresas!

Dividido entre sessões para escolas e sessões para famílias o IndieJúnior apresenta sessões compostas por curtas metragens inéditas e recentes, provenientes de todo o mundo, programadas por idades: pré-escolar/+3 anos; 1º ciclo/+6 anos, 2º ciclo/+9 anos; 3º ciclo/+12 anos.

Ao público mais jovem (+ 3 anos) iremos, entre outros filmes, apresentar o trabalho de Julia Ocker, realizadora alemã que se especializou em animação para crianças. Assim, o divertido Pinguim e vários outros dos seus filmes protagonizados por animais, irão integrar a programação das sessões para esta faixa etária e a realizadora estará presente durante o festival para partilhar a sua experiência com as crianças. Uma surpresa em português está também reservada às crianças em idade pré-escolar: Flor de Papel, de Margarida Roxo Neves.

As Ilhas Gémeas, de Manon Saillye e O Cozinheiro, de Stella Raith são dois dos filmes a serem apresentados na sessão +7 anos (1º ciclo) sob o tema O Mundo Num Segundo. Os dois filmes respondem a duas importantes perguntas: será a simetria o caminho para a perfeição? Quem leva a melhor, um cozinheiro ou o seu crepe?

A sessão +10 anos (2º ciclo) integra também um filme português, Em Lugar Algum, de Inês de Sá Frias e Leandro Martins. Uma obra que nos mostra como é ser criança e fazer parte da família de um circo itinerante.

Para a sessão para o público + 13 anos (3º ciclo) estão programados filmes desafiantes, comoventes, que promovem a reflexão sobre o lugar dos jovens num mundo que está constantemente a mudar e na suas relações nucleares com os amigos e família. 

Temos ainda sessões para toda a família e amigos! O objectivo aqui é quebrar barreiras e fronteiras, que todos se divirtam e entendam os filmes, seja numa família que tem filhos de 3 anos e de 12, primos de 15 e tios de 22. Os filmes programados para as sessões famílias, que acontecem aos fins-de-semana e feriados, irão divertir todos os espectadores, dos 0 aos 100 anos! A sessão será composta, entre outros filmes, por: The opposite day (Fabian Friedrich); Le loup boule (Marion Jamault); Threads (Toril Kove); Temptation (v. a.), Camino de agua para un pez (Mercedes Marro); Patchwork Dog (Angela Steffen); Voyagers (v. a.); Pinguin (Julia Ocker) e Moody Booty (Kathrin Kuhnert).

Estes filmes estão em competição e o público que visita o festival tem uma palavra a dizer no fim de cada sessão, votando nos filmes que gosta e contribuindo para a decisão do prémio do público. Ou seja, preparem-se que escolher vai ser um desafio!

Jóhann Jóhannsson

O IndieLisboa lamenta a morte de Jóhann Jóhannsson, compositor e realizador que em 2015 recebeu o prémio da Competição Internacional de Curtas Metragens com End of Summer, filme no qual as paisagens antárticas são animadas pela vida animal e a memória humana. À data, o júri decidira atribuir o prémio ao filme pelas razões que agora entendemos como parte do seu legado.

“Pela sua beleza visual, atemporalidade e familiaridade nostálgica, acentuadas por uma grande veracidade emocional, por uma composição musical que pontua cada um dos conceitos de resiliência, eterna migração e frágil existência frágil, o grande prémio de curta metragem é atribuído a End of Summer. O júri gostaria de sublinhar que o filme nos transportou para um lugar impossível de tal beleza melancólica, através de uma simples e elementar observação, mas de uma grande profundidade e com complexas ligações a uma corrente emocional comum. Sentimos esta paisagem linda e abstracta, situada num lugar para o qual não seríamos convidados novamente”.

Mais conhecido pelo seu trabalho como compositor para cinema (The Theory Of Everything, Sicario, entre outros), e um dos mais brilhantes da última década, Jóhann Jóhannsson deixou apenas  um filme realizado, esta obra de interminável beleza.

Filme concerto de John Parish a 4 de Maio no âmbito do 15.º IndieLisboa

O filme-concerto do músico John Parish, Screenplay, apresenta-se pela primeira vez em Portugal numa iniciativa do IndieLisboa, em colaboração com a Culturgest, e do Hard Club.

Screeplay acontece no Hard Club, no Porto, dia 3 de Maio, às 21h30 e em Lisboa no Grande Auditório da Culturgest, no dia 4 de Maio, às 21h30, integrado na programação do IndieLisboa.

Os bilhetes (15€) estão à venda a partir de hoje, nas salas e na Ticketline.

Screenplay é um álbum e um concerto do aclamado compositor, músico e produtor John Parish, habitual colaborador de PJ Harvey, e também conhecido pelo seu trabalho com Eels, Giant Sand, Rokia Traoré ou Aldous Harding (de quem produziu o seu álbum de estreia Party, considerado um dos melhores de 2017), entre outros.

O concerto apresenta Parish, juntamente com os músicos Marta Collica, Giorgia Poli, Jean-Marc Butty and Jeremy Hogg, e uma projecção de excertos de filmes, alguns deles com uma íntima ligação à história da programação do IndieLisboa.

Durante o concerto, são apresentados os filmes:
L’enfant d’en haut (Ursula Meier, 2012)
Little Black Spiders (Patrice Toye, 2012)
The Farmer’s Wife (Francis Lee, 2012)
She, a Chinese (Xiaolu Guo, 2009)
Plein sud (Sebastien Lifshitz, 2009)
Nowhere Man (Patrice Toye, 2008)
Waltz (Norbert Ter Hall, 2006)
Water (Jennifer Houlton, 2004)
Rosie (Patrice Toye, 1998)

Parish compõe para cinema, teatro e dança contemporânea desde o final dos anos 90. Foi o autor da música de inúmeros filmes, entre os quais Rosie (Patrice Toye, 1998), pelo qual recebeu o Prémio Especial do Júri na Bienal de Bona de Música para Cinema e Televisão. Compôs ainda a música de L’enfant d’en haut (Ursula Meier), filme vencedor do Urso de Prata da Berlinale em 2012.

Para mais informação, acompanhe o evento no fb em Screenplay – John Parish