La niña santa

Logo em 2004 o IndieLisboa exibiu La niña santa, a segunda longa de Lucrecia Martel, em competição. Protagonizado por duas adolescentes, Josefina e Amalia (interpretada por María Alché, que se tornaria também realizadora e cuja curta Noelia receberia o prémio de melhor ficção no IndieLisboa 2013), este é um filme onde o sexo e a religião andam de mãos dadas, quando a vocação religiosa se emaranha no desejo. Baseado nas memórias de infância de Martel e produzido por Pedro Almodóvar, o filme viria a estrear no Festival de Cannes, firmando o nome da realizadora nos lugares cimeiros do cinema mundial.

Historias Breves I: Rey muerto

Na pequena aldeia deRey Muerto, no noroeste da Argentina, uma mulher foge, com os seus três filhos, de um marido violento. O filme faz parte de um filme-compilação, Historias Breves I, resultante do primeiro apoio do instituto de cinema argentino que foi peça fundamental do “novo cinema” do país (o qual o IndieLisboa destacou, em 2005, como Herói Independente).

Vive le cinéma Nº2: Jeanne Moreau

Concebido por Janine Bazin e André S. Labarthe, o programa televisivo “Vive le cinéma” tinha por conceito o convite a uma personalidade que comentasse um mês de atualidade cinematográfica. Jeanne Moreau é a anfitriã do número 2, realizado por Jacques Rozier. “A seguir ao filme sobre Jean Vigo, é a minha outra grande recordação pessoal”, disse, referindo-se aos seus projectos para televisão. Boa parte da emissão é dedicada a Orson Welles, filmado durante uma refeição no Ritz, mas conta também com participações de Catherine Breillat, Jerry Lewis ou Barbet Schroeder, Bulle Ogier e Nestor Almendros. A apresentar numa versão posteriormente remontada por Jacques Rozier.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Voyage en terre – Philippine

Em Voyage en terre – Philippine, Jacques Rozier evoca a história da sua primeira longa metragem, filmada em tempo de guerra e censura, a cuja banda musical reserva uma atenção particular.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Zama

O regresso de Lucrecia Martel à longa, depois de quase uma década de interrupção, adapta o romance de Antonio Di Benedetto escrito em 1956, sobre Don Diego de Zama, um oficial de Espanha do século XVII. Mas em Zama o regresso ao passado é um movimento irreverente, anti-historicista e profundamente subversivo. Uma viagem delirante a um passado onde se encontra o gérmen de uma identidade latino-americana fundada nos modos do colonialismo. Esta co-produção portuguesa (com direcção de fotografia de Rui Poças) foi considerada o melhor filme de 2017 por um conjunto de 135 programadores, críticos e cineastas de todo o mundo.

Pescados

Pescados é o filme de Martel com mais sentido de humor. A sonoplasta e música Juana Molina junta-se à realizadora para dar voz a um coro de carpas que sonharam ser um carro.

O Regresso às Aulas

Numa vila da Provence, um miúdo, em gazeta ao primeiro dia de aulas, atira a mochila ao rio numa aposta, o que o faz embarcar numa aventura para a reaver.

Revenez plaisirs exilés

“Filme musical” de Jacques Rozier, ancorado numa das obras de Jean-Baptiste Lully, compositor italiano naturalizado francês cuja prolífera obra surgiu na corte de Luís XIV, Alceste ou Le Triomphe d’Alcide. Realizado durante a preparação da respectiva ópera pelos director musical Jean-Claude Malgoire e encenador Jean-Louis Martinoty.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Roméos et jupettes

Dos anos 60, impregnados de amores de juventude, Roméos et jupettes partiu da ideia de uma reflexão sobre a moda e o correio das leitoras às revistas femininas.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Paparazzi

Paparazzi(juntamente com Le Parti des choses: Bardot et Godard) resulta do material filmado durante a rodagem mediterrânica de O Desprezode Godard, testemunhada pela câmara de Rozier. É um retrato da imprensa sensacionalista ancorado no assalto que a dita imprensa faz a Brigitte Bardot, no auge da sua fama. Nele, Rozier não prescinde de encenar a actriz e alguns dos seus paparazzi para um “filme de ficção sobretudo composto por elementos registados com a consciência de uma e de outros”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Marketing mix

Realizado para a série televisiva “Contes modernes”, Marketing mix é uma ficção, com Bernard Menez no papel de um jovem licenciado ambicioso que tenta impor uma nova estratégia de mercado na empresa que o contratou como assistente comercial.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Muta

Muta foi uma encomenda da marca de moda Miu Miu: a bordo de um paquete estranhas figuras vestidas de alta costura vagueia, de rosto coberto pelos longos cabelos, como num filme de terror.

Ni figue ni raisin Nº5

Programa televisivo da ORTF nos anos sessenta, “Ni Figue ni Raisin” propunha-se divulgar novos discos favorecendo os números musicais e a apresentação de canções. No 5º. episódio, Rozier ensaia uma aproximação à comédia musical e oferece a Anna Karina a primeira oportunidade de um número cantado e dançado. Filma também uma sequência de samba na neve interpretada por Dario Moreno.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Ni figue ni raisin Nº8 (de Corinthe)

Programa televisivo da ORTF nos anos sessenta, “Ni Figue ni Raisin” propunha-se divulgar novos discos favorecendo os números musicais e a apresentação de canções. No 8º. episódio, leva a sua abordagem “ainda mais longe em direção à comédia musical” encenando uma fantasia mitológica dentro do estúdio de televisão, Les Argonautes. Uma das estrelas do programa é Dalida.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Nono Nénesse

Nono Nénesse (realizado em colaboração com Pascal Thomas) inspira-se em Brats, com Laurel e Hardy (1930) para captar a transformação de Bernard Ménez, Jacques Villeret e Maurice Risch em fedelhos, num cenário construído em estúdio, à escala natural.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Nueva Argirópolis

Lucrecia Martel tece uma trama de narrativas fragmentárias que compõem um retrato coral da população ameríndia, do ecrã do computador à formação das ilhas no rio Bermejo, passando pela língua e pelos ofícios. Nueva Agirópolis é um misterioso caudal de movimentos, gestos e olhares que remete para a proposta de confederação sul-americana de Domingo Faustino Sarmiento, de 1850. Parte do projecto 25 Miradas – 200 minutos.

Jean Vigo

O segundo filme da célebre e fundamental série televisiva de Janine Bazin e André S. Labarthe (falecido em Março), “Cinéastes de Notre Temps”, foi dedicado a Jean Vigo e filmado por Jacques Rozier, para quem Vigo era um dos grandes mestres. Disse Rozier: “Fiz o filme seguindo o mesmo método deCitizen Kane: ‘Quem era verdadeiramente o cidadão Jean Vigo?’ Os seus colaboradores, os seus amigos, falam dele trinta anos depois da sua morte. Descobrimos então um Vigo completamente anarquista, muito farsante, o oposto da sua imagem nas histórias do cinema”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)