Le Lion est mort ce soir

Nobuhiro Suwa (Herói Independente do IndieLisboa 2006) é autor de uma obra de produção atípica e Le Lion est mort ce soir marca o regresso do realizador japonês depois de um interregno de oito anos. O filme, protagonizado por Jean-Pierre Léaud, rouba o título à famosa canção dos The Tokens. Léaud interpreta Jean, um actor cuja cena de morte é interrompida por um problema na rodagem, o que o leva a deambular pelas redondezas acabando num filme de terror caseiro que um grupo de crianças está a fazer. Suwa parece fazer aqui o inverso (em cores vivas e cheias de alegria) do último filme de Albert Serra, La mort de Louis XIV.

M/Other

É bem cedo pela manhã em Tóquio. Um corredor vazio. Um homem e uma mulher. São Tetsuro e Aki. O casal encontra-se ao pequeno-almoço, há uma troca de palavras e apressam-se a sair para o trabalho. Esta é a sua rotina diária. Alguns dias mais tarde, Tetsuro recebe um telefonema do seu filho, Shun. A sua ex-mulher teve um acidente e tem que ficar internada durante um mês no hospital. Tetsuro não tem outra opção senão trazer o filho de ambos para casa. O mal-estar começa a instalar-se: Aki não foi consultada, não conhece o pequeno Shun, e sabe que será ela quem tomará a seu cargo os cuidados com a criança, obrigando-se a fazer concessões profissionais. Mas como equilibrar a sua carreira e o seu novo papel como mãe? Novas e inesperadas tarefas em casa, e inúmeras responsabilidades no trabalho, parecem-lhe difíceis de conciliar, e Aki começa a reflectir sobre si própria e sobre a sua relação, temendo não conseguir sustentar esta situação.

H Story

A cicatriz de uma guerra. A recordação de um filme: Hiroshima, Meu Amor. Um realizador, Nobuhiro Suwa, regressa à sua cidade natal, Hiroshima, para um projecto particularmente arriscado e delicado: refazer, nos dias de hoje, o filme de Alain Resnais. Para os papéis originalmente interpretados por Emanuélle Riva e Eji Okada, o cineasta chama Béatrice Dalle e Hiroaki Umano, para reviverem a impossível história de amor entre uma actriz francesa e um arquitecto japonês. Mas quando a memória da História se começa a confundir com a história do filme, há feridas que se voltam a abrir. E a dificuldade em reviver Hiroshima (não só o filme, mas também o palco de uma tragédia) vai lentamente entranhando-se em toda a equipa. A ficção nada pode contra a realidade. Integrei no meu filme o filme de Resnais não por gostar dele, mas porque não o conseguia evitar. Considero-o como uma espécie de interlocutor, com quem posso manter uma conversa. O filme de Resnais abriu à Europa uma janela para a Ásia. Eu quis abrir a mesma janela, mas noutro sentido. (Nobuhiro Suwa)

A Letter from Hiroshima

Kim, uma actriz coreana, recebe uma carta do realizador japonês Nobuhiro Suwa a convidá-la a vir até Hiroshima para trabalharem juntos num filme. Kim aceita o repto, mas quando chega ninguém sabe onde Suwa está. Kim inicia uma viagem sentimental pela cidade, percorrendo as suas ruas e conhecendo as suas cicatrizes.

Balladen om Marie Nord och Hennes Klienter

Trata-se de um drama onde paixão, altruísmo, crime e racismo escondido se cruzam. A escorregadia percepção da personagem protagonista é captada nas composições perturbantes mas divertidas e na elaboração dos diálogos que torna o aparente realismo de faca e alguidar num psico-realismo existencial.

Un Couple Parfait

Depois de vários anos a viver no estrangeiro, Nicolas e Marie regressam a França para o casamento de um velho amigo. A aparente descontracção esconde o seu drama pessoal: a iminência do divórcio. Ainda assim, fazem questão de comparecer juntos à cerimónia