Vive le cinéma Nº2: Jeanne Moreau

Concebido por Janine Bazin e André S. Labarthe, o programa televisivo “Vive le cinéma” tinha por conceito o convite a uma personalidade que comentasse um mês de atualidade cinematográfica. Jeanne Moreau é a anfitriã do número 2, realizado por Jacques Rozier. “A seguir ao filme sobre Jean Vigo, é a minha outra grande recordação pessoal”, disse, referindo-se aos seus projectos para televisão. Boa parte da emissão é dedicada a Orson Welles, filmado durante uma refeição no Ritz, mas conta também com participações de Catherine Breillat, Jerry Lewis ou Barbet Schroeder, Bulle Ogier e Nestor Almendros. A apresentar numa versão posteriormente remontada por Jacques Rozier.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Voyage en terre – Philippine

Em Voyage en terre – Philippine, Jacques Rozier evoca a história da sua primeira longa metragem, filmada em tempo de guerra e censura, a cuja banda musical reserva uma atenção particular.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Paparazzi

Paparazzi(juntamente com Le Parti des choses: Bardot et Godard) resulta do material filmado durante a rodagem mediterrânica de O Desprezode Godard, testemunhada pela câmara de Rozier. É um retrato da imprensa sensacionalista ancorado no assalto que a dita imprensa faz a Brigitte Bardot, no auge da sua fama. Nele, Rozier não prescinde de encenar a actriz e alguns dos seus paparazzi para um “filme de ficção sobretudo composto por elementos registados com a consciência de uma e de outros”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

O Regresso às Aulas

Numa vila da Provence, um miúdo, em gazeta ao primeiro dia de aulas, atira a mochila ao rio numa aposta, o que o faz embarcar numa aventura para a reaver.

Revenez plaisirs exilés

“Filme musical” de Jacques Rozier, ancorado numa das obras de Jean-Baptiste Lully, compositor italiano naturalizado francês cuja prolífera obra surgiu na corte de Luís XIV, Alceste ou Le Triomphe d’Alcide. Realizado durante a preparação da respectiva ópera pelos director musical Jean-Claude Malgoire e encenador Jean-Louis Martinoty.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Roméos et jupettes

Dos anos 60, impregnados de amores de juventude, Roméos et jupettes partiu da ideia de uma reflexão sobre a moda e o correio das leitoras às revistas femininas.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Marketing mix

Realizado para a série televisiva “Contes modernes”, Marketing mix é uma ficção, com Bernard Menez no papel de um jovem licenciado ambicioso que tenta impor uma nova estratégia de mercado na empresa que o contratou como assistente comercial.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Ni figue ni raisin Nº5

Programa televisivo da ORTF nos anos sessenta, “Ni Figue ni Raisin” propunha-se divulgar novos discos favorecendo os números musicais e a apresentação de canções. No 5º. episódio, Rozier ensaia uma aproximação à comédia musical e oferece a Anna Karina a primeira oportunidade de um número cantado e dançado. Filma também uma sequência de samba na neve interpretada por Dario Moreno.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Ni figue ni raisin Nº8 (de Corinthe)

Programa televisivo da ORTF nos anos sessenta, “Ni Figue ni Raisin” propunha-se divulgar novos discos favorecendo os números musicais e a apresentação de canções. No 8º. episódio, leva a sua abordagem “ainda mais longe em direção à comédia musical” encenando uma fantasia mitológica dentro do estúdio de televisão, Les Argonautes. Uma das estrelas do programa é Dalida.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Lettre de la Sierra Morena

Lettre de la Sierra Morena foi originalmente realizado para a série “Cinéma Cinémas”, “Como fazer um filme independente em 1983? Parti desta questão para imaginar um diálogo. Um cineasta Don Quixote e um cineasta Sancho Pança confrontam os seus pontos de vista” (Jacques Rozier).(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Maine Océan

Uma bailarina brasileira tem problemas com dois revisores de comboio e é ajudada por uma advogada, que lhe serve de intérprete e com quem trava amizade nessa viagem a bordo do “Maine Océan”, encontrando-se os quatro, mais tarde, numa ilha onde improvisam uma festa. Os meandros narrativos de Maine océan tecem um filme de apurado sentido musical que novamente trabalha o movimento e as deslocações das personagens e de novo refere questões linguísticas. Produzido por Paulo Branco, com fotografia de Acácio de Almeida, é, segundo João Bénard da Costa, “um dos mais modernos dos filmes modernos”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Jean Vigo

O segundo filme da célebre e fundamental série televisiva de Janine Bazin e André S. Labarthe (falecido em Março), “Cinéastes de Notre Temps”, foi dedicado a Jean Vigo e filmado por Jacques Rozier, para quem Vigo era um dos grandes mestres. Disse Rozier: “Fiz o filme seguindo o mesmo método deCitizen Kane: ‘Quem era verdadeiramente o cidadão Jean Vigo?’ Os seus colaboradores, os seus amigos, falam dele trinta anos depois da sua morte. Descobrimos então um Vigo completamente anarquista, muito farsante, o oposto da sua imagem nas histórias do cinema”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Joséphine en tournée

Triunfando no papel de Joséphine em L’oeuf de Pâques, cuja temporada termina na 457ª representação, a actriz de variedades Lily Strasberg decide viajar para o Midi. É o ponto de partida do projeto, originalmente concebido como uma série em quatro episódios de 50 minutos e centrado num pequeno grupo de teatro que vagueia na região occitana francesa de Languedoc representando operetas. Joséphine en tournée é apresentado na versão correspondente ao primeiro deles e a uma parte do segundo. Trata-se de uma obra que conheceu muito poucas exibições públicas.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

L’opéra du roi

“Filme musical” de Jacques Rozier, ancorado numa das obras de Jean-Baptiste Lully, compositor italiano naturalizado francês cuja prolífera obra surgiu na corte de Luís XIV, Atys. Realizado durante a preparação da respectiva ópera pelos director musical William Christie e encenador Jean-Marie Villégier.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Le Parti des choses: Bardot et Godard

Le Parti des choses: Bardot et Godard (juntamente com Paparazzi) resulta do material filmado durante a rodagem mediterrânica de O Desprezo de Godard, testemunhada pela câmara de Rozier. De tom acentuadamente melancólico, o segundo capta o encontro Brigitte Bardot / Jean-Luc Godard, o do cinema e da realidade. Era Godard quem dizia que “é preciso ter as coisas em conta”.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Les naufragés de l’île de la Tortue

Viver, e vender, a experiência de Robinson Crusoé numa ilha deserta é o projecto turístico em que dois funcionários de uma agência de viagens parisiense se lançam embarcando para as Antilhas na terceira longa de Jacques Rozier, que mais tarde a viu como “uma espécie de road movie antes do tempo”. É um dos seus filmes que mais arredado do olhar público se manteve, não tendo mesmo chegado a estrear em França. O trabalho de dissociação entre a ansiedade narrativa e a fluidez formal que marcam já Adieu Philippine é também o do olhar sobre estes náufragos melancólicos em ambiente paradisíaco.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Fifi Martingale

Jacques Rozier falou de Fifi Martingale como uma fantasia sobre o teatro que teve origem em Joséphine en tournée. Apresentado no Festival de Veneza em 2001, o filme teve muito poucas outras exibições (existindo agora numa versão remontada de 2010). Centra-se numa companhia de teatro parisiense durante a preparação de uma peça incessantemente modificada pelo encenador, que acaba de recusar um importante prémio. A questão da representação, os jogos de palavras, a duplicidade de interpretação, o sentido de humor não imediato funcionam como elementos de delírio e caos. (A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)

Comment devenir cinéaste sans se prendre la tête

Comment devenir cinéaste sans se prendre la tête resulta de uma encomenda da Arte, para “um serão temático” dedicado às escolas de cinema, em que Rozier foi desafiado a participar na qualidade de antigo estudante do IDHEC. Em resposta, filma a história de uma rapariguinha que quer ser cineasta contra a vontade dos pais, ou seja, propõe uma ficção ao invés de uma abordagem biográfica.(A partir do texto da Cinemateca Portuguesa)