As Horas de Luz

Os Olhos de André (IndieLisboa 2015) foi galardoado com o prémio de melhor filme da Competição Nacional. Já em 2008, a estreia na longa de António Borges Correia, O Lar, havia competido no festival. À imagem destes, e outros filmes do realizador, As Horas da Luz retrata os problemas do envelhecimento e da doença. Maria espera por uma operação às cataratas, que quase lhe tiraram a visão. Mas a sua dependência despertará nos vizinhos, e na filha distante, uma oportunidade de reatar laços perdidos. Um filme protagonizado por Paula Só, José Eduardo, Anabela Brígida e pela bela cidade de Vila Real de Santo António.

Os Olhos de André

No seguimento do olhar desenvolvido por António Borges Correia – os moldes do documentário (“O Lar”, exibido no Indielisboa 2008) para recriar histórias de ficção (“O Gesto”, 2011) -, a paisagem de Arcos de Valdevez, em Portugal, serve de cenário para recriar, com as mesmas pessoas, uma história verdadeira. Aí, um pai tenta reconstruir a sua vida, depois de uma separação, para acolher o seu filho André e voltar a unir uma família. Pelo olhar de António Borges Correia e a perspectiva da sua câmara, os seus actores (as pessoas que viveram, nos mesmos papéis, a mesma história), seguem as sugestões que uma nova ficção cria a partir daquilo que já se viveu, dando-nos a conhecer, pelo cinema, uma vida real de um país verdadeiro. Mas são os olhos luminosos do jovem André a reunir o seu grande foco: aquilo que perdeu na sua família, o seu desejo de ver reconhecido o seu talento para o futebol profissional, e aquilo que ele resguarda, das suas várias figuras familiares, nesse seu jovem olhar.

O Lar

Aldeia de Reboleiro, norte de Portugal. 103 velhos vivem no Lar de Santa Catarina. Eram pessoas do campo. A maior parte deles perderam a noção do Tempo num Espaço que lhes é estranho. Há um grande desejo de comunicar, não querem estar sozinhos. Precisam de voltar às suas casas.