A Árvore

A estreia de André Gil Mata na longa metragem de ficção (depois das curtas Arca d’Água, Casa, O Coveiro e Num Globo de Neve terem passado pelo IndieLisboa) dá-se com A Árvore. Rodado integralmente na Bósnia, durante os rigorosos meses de Janeiro e Fevereiro, este é um filme onde o frio nos penetra em extraordinários planos-sequência, filmados em película de 16mm. Um homem e uma criança encontram-se debaixo de uma árvore à beira de um rio, compartilhando a mesma memória e um segredo. Encontram no outro a serenidade, o silêncio e o tempo que perderam na corrente.

Num Globo de Neve

Num Globo de Neve é uma carta em película, endereçada à avó de André Gil Mata (Arca d’Água, Casa e O Coveiro, IndieLisboa 2009, 2011 e 2013), a partir de uma Sarajevo gelada.

Arca d’Água

Num lago rodeado de edifícios, um homem constroi um barco. O sonho de uma viagem impossível, na livre procura das memórias de um passado eterno. Uma reflexão sobre o efeito da metamorfose do tempo e do espaço na vida de um homem e na sua feliz morte.

O Coveiro

Inspirado no culto popular, O Coveiro é um filme misto luz misto trevas, história de embalar e quase um terrível pesadelo. Uma criança nasce e os pais morrem de susto ao vê-lo. A sua vida ‚ e ocupação ‚ são definidas por essa impressão. André Gil Mata revisita o conto de cordel tradicional português, num filme fantástico onde saltam cabeças, mas ouve-se uma canção. (A. P.)

Casa

A “Casa” é o lugar onde a avó do realizador sempre viveu. Distorções visuais e sonoras apresentam-nos o universo de uma velha senhora cuja personalidade está irrevogavelmente cruzada com os objectos que a rodeiam. Um lugar onde a mais pequena mudança de l