Cineclube IndieLisboa

SERVIÇO EDUCATIVO – CINECLUBE INDIELISBOA
Para mais informações: cineclube@indielisboa.com

O Cineclube IndieLisboa aposta na formação de novos públicos organizando ao longo do ano lectivo várias sessões destinadas aos alunos do ensino secundário e superior. Estas sessões decorrem nas escolas com as quais o IndieLisboa estabeleceu um protocolo de colaboração. Todas as sessões são apresentadas e acompanhadas pelo realizador ou por um elemento da equipa artística ou técnica do filme ou ainda um crítico ou historiador de cinema. No final de cada sessão promove-se um debate à volta do filme realçando a importância e a pertinência artística, social e filosófica do filme apresentado. A presença dos realizadores no final do filme, juntamente com um dos programadores do festival, é essencial para ajudar a criar um espaço de aprendizagem e crescimento. As sessões do Cineclube IndieLisboa pretendem desenvolver o potencial do cinema como ferramenta educativa valorizando igualmente a sua linguagem artística. Durante o IndieLisboa os alunos e estudantes das escolas e faculdades irão frequentar as salas da Culturgest e do Cinema São Jorge, para descobrirem os filmes programados especificamente para estes grupos de alunos e estudantes.

SESSÕES CINECLUBE INDIELISBOA

COMPETIÇÃO INTERNACIONAL CURTAS 3
3 QUINTA, 10:30, CINEMA SÃO JORGE 3, CÓD. 149

LA BONNE ÉDUCATION/THE GOOD EDUCATION
GuYu, França, China, doc., 2017, 30’

DRŻENIA/TREMORS
DawidBodzak, Polónia, fic., 2018, 21’

BEETLE TROUBLE
Gabriel Böhmer, Reino Unido, anim./exp., 2017, 14’

AMOR, AVENIDAS NOVAS
Duarte Coimbra, Portugal, fic., 2018, 20’

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg/Miguel Valverde (programadores) e o realizadores presentes.

A realizadora chinesa GuYu (com o acompanhamento do documentarista Nicolas Philibert) pinta um intransigente retrato de uma estudante que é bode expiatório para todo o colégio. O grande vencedor do festival de Clermont-Ferrand foi Drżenia: um conto atmosférico sobre um skater afligido por tremores onde facto e representação se confundem. Depois, numa animação feita com lápis de cera, BeetleTrouble acompanha John e os escaravelhos que o importunam. Por fim, Amor, Avenidas Novas é uma encantadora fábula sobre o romantismo: Manel atravessa Lisboa com um colchão às costas e decide fazer uma pausa. Nem de propósito entra na rodagem de um filme onde conhece Rita e tudo volta a fazer sentido.

COMPETIÇÃO NACIONAL CURTAS 4
4 SEXTA/FRIDAY, 14:30, CULTURGEST PA, CÓD. 185

WAR OF THE WORLDS
Manuel Brito, Portugal, anim., 2018, 14’

INSTRUÇÕES PARA UMA REVOLUÇÃO/BULLET POINTS FOR A REVOLUTION
Tiago Rosa-Rosso, Portugal, fic., 2018, 11’

SOMBRA LUMINOSA/LUMINOUS SHADOW
Francisco Queimadela, Mariana Caló, Portugal, doc./exp./fic., 2018, 22’

RUSSA
João Salaviza, Ricardo Alves Jr., Portugal, Brasil, fic./doc., 2018, 20’

A famosa peça de Orson Welles, War of the Worlds, serve de base à animação de Manuel Brito: colagens tão caóticas quanto divertidas. Tiago Rosa-Rosso (Despedida e Lei da Gravidade, IndieLisboa 2015) oferece-nos as Instruções para uma Revolução: adaptação livre de O Torcicologologista, Excelência de Gonçalo M. Tavares. Depois de A Trama e o Círculo vencer o prémio Novo Talento, Francisco Queimadela e Mariana Caló compõem um hipnótica reflexão sobre o trabalho expositivo do Centro Internacional das Artes José de Guimarães. João Salaviza e Ricardo Alves Jr. (Elon Não Acredita na Morte, IndieLisboa 2017) juntam-se para retratar Russa, uma mulher que regressa ao Bairro do Aleixo e ainda recorda as duas torres entretanto caídas.

DEBAIXO DO CÉU
2 QUARTA, 10:30, CINEMA SÃO JORGE 3, CÓD. 189

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg (programadora) e o realizador Nicholas Oulman

Nicholas Oulman realizou, em 2009, o documentário Com Que Voz sobre o seu pai, Alain Oulman. O clã Oulman é de origem judaica e em Debaixo do Céu o realizador traça uma história sobre o êxodo que fez milhões de judeus rumarem a sul, aquando da ascensão de Hitler. Baseando-se nas memórias de alguns sobreviventes (hoje com cerca de oitenta anos) este é um filme que descreve os périplos de uma crise de refugiados que encontrou (para mais de 100 mil) um porto seguro em Portugal.

Composto totalmente por imagens de arquivo, este é um documentário que ilumina uma área cinzenta da história de Portugal e da Europa.

HIP TO DA HOP
30 SEGUNDA, 10:30, CULTURGEST PA, CÓD. 257

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg/Carlos Ramos (programadores), António Freitas/ Fábio Silva e músicos.

Em Hip to da Hop a dupla de realizadores António Freitas e Fábio Silva percorrem o território português à procura das diferentes manifestações da cultura do hip-hop, focando-se nas quatro vertentes principais do movimento: o rap, o DJ, o breakdance e o graffiti. Do sul às ilhas, passando pelo microclima do Porto, este é um documentário que procura compreender de que modo cada artista “se apropria do seu país de diferentes formas”. Inclui dezenas de entrevistas a nomes maiores do panorama nacional, entre eles, Mundo Segundo, Orelha Negra, NBC, Slow J, DJ Ride, Stereossauro, Bdjoy, TNT, Sanryse ou Sensei D.

AS HORAS DE LUZ
3 QUINTA, 14:30, CINEMA SÃO JORGE 3, CÓD. 118

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg (programadora) e o realizador António Borges Correia.

Os Olhos de André (IndieLisboa 2015) foi galardoado com o prémio de melhor filme da Competição Nacional. Já em 2008, a estreia da longa de António Borges Correia, O Lar, havia competido no festival. A imagem destes, e outros filmes do realizador, As Horas da Luz retrata os problemas do envelhecimento e da doença. Maria espera por uma operação às cataratas, que quase lhe tiraram a visão. Mas a sua dependência despertará nos vizinhos, e na filha distante, uma oportunidade de reatar laços perdidos. Um filme protagonizado por Paula Só, José Eduardo, Anabela Brigida e pela bela cidade de Vila Real de Santo António.

PLAYING MEN
30 SEGUNDA, 14:30, CINEMA SÃO JORGE 3, CÓD. 427

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg/Ricardo Vieira Lisboa (programadores)

Quando a nossa sociedade começa a colocar um ponto final nos modos da masculinidade tóxica, o realizador esloveno MatjažIvanišin questiona-se, em Playing Men, sobre o que é isso de ser homem. O centro da sua investigação, os jogos como espaço de encenação de uma identidade. Da luta-livre ao jogo da sardinha, esta é uma investigação que parte de memórias pessoais para decompor todas as fachadas esculpidas a testosterona que andam por aí. E nenhuma pedra fica por virar: todos os gestos são postos em causa. E de uma crise criativa surge um canto de cisne ao que nos une enquanto humanos

PREMIÈRES SOLITUDES
4 SEXTA, 10:30, CULTURGEST PA, CÓD. 433

Apresentação e Debate com Ana Isabel Strindberg (programadora) e a realizadora Claire Simon.

Depois de ter sido homenageada na secção retrospectiva do festival em 2014, Claire Simon regressa com Premières solitudes. Um documentário sobre seis adolescentes de uma escola no subúrbio de Paris. Em conjuntos de dois ou três, os rapazes e raparigas conversam sobre as suas vidas, as suas memórias, os seus anseios e os seus sonhos para o futuro. E de repente abre-se espaço à compreensão, e surge alguém que os ouve e conforta. Na passagem para a idade adulta, estes jovens percebem a importância da partilha e da articulação das suas emoções. Funcionando a câmara de Simon como sensível catalisador.